A psicologia diz-nos que a linguagem corporal transmite muito mais do que poderíamos desejar…
Recentemente, adquiri o conhecimento de que se por exemplo uma pessoa está a morder os lábios, pretende ser tida como atraente ou demonstra empenhamento.
Mas há situações bem mais complexas. Se alguém por exemplo roer o cabo de um guarda-chuva, é um óbvio sinal de doença genital acesa e galopante, ao passo que olhar para o tecto constantemente, é uma clara demonstração de contracções intestinais de raiz gasosa de proporções épicas.
É espantoso o que podemos aprender com a psicologia…
sábado, janeiro 31, 2004
quinta-feira, janeiro 29, 2004
Pintura de pombo
Não sou um apreciador de carros. A única coisa que me cativa nos carros é as enormes e incríveis pinturas de pombo que podem ser feitas do dia prá noite.
Há cerca de dois anos vi o carro com o maior número de pinturas de pombo que já tinha visto na minha vida. Fiquei sem dúvida impressionado. Aproximei-me do carro lentamente olhando espantado para a capacidade expressiva de um milhão de pinturas que formavam uma pasta com uma certa uniformidade. Quase fazia lembrar uma pintura do Pollock, se o pintor “cagasse de alto”…
Ao espreitar para dentro do veículo apercebi-me que um jovem barbudo me estava a observar lá de dentro. Devia ser a primeira vez que alguém apreciou o seu humilde abrigo.
O Bairro Alto é um sítio com uma capacidade impressionante de atrair cenas estranhas.
Há cerca de dois anos vi o carro com o maior número de pinturas de pombo que já tinha visto na minha vida. Fiquei sem dúvida impressionado. Aproximei-me do carro lentamente olhando espantado para a capacidade expressiva de um milhão de pinturas que formavam uma pasta com uma certa uniformidade. Quase fazia lembrar uma pintura do Pollock, se o pintor “cagasse de alto”…
Ao espreitar para dentro do veículo apercebi-me que um jovem barbudo me estava a observar lá de dentro. Devia ser a primeira vez que alguém apreciou o seu humilde abrigo.
O Bairro Alto é um sítio com uma capacidade impressionante de atrair cenas estranhas.
5 Euros, no Carrefour
Tenho passado várias vezes por um senhor que tem vindo a tornar-se uma personagem a recordar. É um senhor indiano muito bem vestido, com boa aparência, um homem de família com ar de abastado.
A única coisa que me intriga, é que ele traz sempre o seu chapéu-de-chuva ainda com o preço pendurado… claro que isto não tem nada de especial… mas é que comecei a reparar nisso. Ele realmente não tira o preço daquilo.
Se alguém o vir, por favor diga-lhe… já estou farto de pensar nisto. Imagino que aquilo se pareça com uma etiqueta de uma marca… mas não… é só o preço do Carrefour…
A única coisa que me intriga, é que ele traz sempre o seu chapéu-de-chuva ainda com o preço pendurado… claro que isto não tem nada de especial… mas é que comecei a reparar nisso. Ele realmente não tira o preço daquilo.
Se alguém o vir, por favor diga-lhe… já estou farto de pensar nisto. Imagino que aquilo se pareça com uma etiqueta de uma marca… mas não… é só o preço do Carrefour…
quarta-feira, janeiro 28, 2004
O Clube das Poetas Mortas
Recentemente vi o filme Sorriso de Mona Lisa. Achei que é um filme bom (bom filme), as actrizes são boas (actrizes com jeitinho), algumas personagens são intrincadas, bem escritas e inesperadamente muito profundas.
Gostei de sentir que as pessoas têm a noção, de que ainda hoje acontece o tema principal do filme. As meninas de bem vão para a faculdade em busca de um rapaz de bem, um bom partido…
Epá, eu cá voto num bom partido.
É sempre bom ver alguém a esforçar-se por mudar as coisas.
Apesar de tudo isto, o título alternativo deste filme é de certeza O Clube das Poetas Mortas… pelas óbvias parecenças, claro está. Não pela Júlia Roberts se parecer cada vez mais com o Robbie Williams.
Gostei de sentir que as pessoas têm a noção, de que ainda hoje acontece o tema principal do filme. As meninas de bem vão para a faculdade em busca de um rapaz de bem, um bom partido…
Epá, eu cá voto num bom partido.
É sempre bom ver alguém a esforçar-se por mudar as coisas.
Apesar de tudo isto, o título alternativo deste filme é de certeza O Clube das Poetas Mortas… pelas óbvias parecenças, claro está. Não pela Júlia Roberts se parecer cada vez mais com o Robbie Williams.
segunda-feira, janeiro 26, 2004
As mãos na massa
Vi recentemente alguns trabalhos de pintura de uma senhora.
Antes de saber que eram trabalhos de uma senhora já sentia que o eram. Têm o aspecto de ser uma pasta sobre a qual é aplicado um elemento riscador enquanto a massa ainda está fresca. A pasta riscada, tem o aspecto de ter estado no forno. Quase que se trata de um trabalho de culinária.
Tão delicadamente feminino é o trabalho desta senhora, que temos mesmo a sensação de estarmos na presença de um trabalho comestível. É muito agradável sentir o lado de bolo culinário artístico que têm estas pinturas.
Com efeito, é uma pintora de seu nome Isabel Sabino, que realiza estes suculentos e apetitosos trabalhos, que muito interesse plástico apresentam aos meus olhos. Muito expressivos, com figuras animais e humanas, de cores quentes e grande densidade visual. São muito interessantes e facilmente identificáveis por utilizarem uma técnica muito específica e rara.
Antes de saber que eram trabalhos de uma senhora já sentia que o eram. Têm o aspecto de ser uma pasta sobre a qual é aplicado um elemento riscador enquanto a massa ainda está fresca. A pasta riscada, tem o aspecto de ter estado no forno. Quase que se trata de um trabalho de culinária.
Tão delicadamente feminino é o trabalho desta senhora, que temos mesmo a sensação de estarmos na presença de um trabalho comestível. É muito agradável sentir o lado de bolo culinário artístico que têm estas pinturas.
Com efeito, é uma pintora de seu nome Isabel Sabino, que realiza estes suculentos e apetitosos trabalhos, que muito interesse plástico apresentam aos meus olhos. Muito expressivos, com figuras animais e humanas, de cores quentes e grande densidade visual. São muito interessantes e facilmente identificáveis por utilizarem uma técnica muito específica e rara.
Troféus dos tapumes
Como podemos saber se uma obra realizada pelo município da nossa cidade, está a ser violenta para os automóveis da região?
Tal como acontece na minha cidade, os trabalhadores dessa obra começam uma colecção de tampas de rodas dos carros. Os quais penduram nos tapumes da obra, como que a exibir os seus troféus, quais índios com os escalpes dos inimigos.
Será que os homens das obras realmente regridem para um estado pré-histórico da evolução, como é afirmado nos mais prestigiados livros de etnologia?
Tal como acontece na minha cidade, os trabalhadores dessa obra começam uma colecção de tampas de rodas dos carros. Os quais penduram nos tapumes da obra, como que a exibir os seus troféus, quais índios com os escalpes dos inimigos.
Será que os homens das obras realmente regridem para um estado pré-histórico da evolução, como é afirmado nos mais prestigiados livros de etnologia?
domingo, janeiro 25, 2004
Falta de bolsas
No país dos contos de fadas,certo dia, os alunos do ensino superior manifestavam-se contra a falta de bolsas, queixavam-se das pequenas quantias fornecidas pelas bolsas, da pouca quantidade de cerveja que cada bolsa conseguia pagar.
Do cimo da sua sobranceira inocência o pequenito Ministro da Educação retorquiu num eloquente discurso: -Não têm Bolsas? Usem Pochetes!!
E viveram felizes para sempre.
Do cimo da sua sobranceira inocência o pequenito Ministro da Educação retorquiu num eloquente discurso: -Não têm Bolsas? Usem Pochetes!!
E viveram felizes para sempre.
sábado, janeiro 24, 2004
Bush muda nome para Adolf Hit Them
Nas minhas aulas de Latim fiquei no outro dia a saber que Guantánamo tem duas traduções possíveis. Pode significar Treblinka ou Auschwitz.
Eram tão avançados estes gregos! Será que também já sabiam da existência da convenção de Genebra? Ou de direitos humanos?...
Eram tão avançados estes gregos! Será que também já sabiam da existência da convenção de Genebra? Ou de direitos humanos?...
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Zé Cabra apanhado a roubar – A queda de uma estrela
Zé Cabra, o grande cantor português, o homem-macaco, a lêndea-viva, o sex-bimbo… enfim o símbolo de toda a música portuguesa acabou de chocar o país com a notícia de que tinha roubado gasolina de uma bomba. Depressa as injustas manchetes de jornal se encheram com a notícia da queda em desgraça de um nome mais imaculado que a névoa que pairava sobre Chernobyl no tempo do acidente.
Zé Cabra apanhado a roubar – A queda de uma estrela.
Os jornais conseguem ser tão cruéis… depois de tudo o que este grande senhor fez pela música nacional, que quiçá, teve mais influência sobre toda a música mundial do que qualquer outro artista… considerado por muitos como o quinto Beatle. Mais ou menos como um irmão gémeo do Paul, só que surdo, disléxico, fraco de voz e feio… mas com um talento incomparável… a sério.
Portugal está praticamente de luto nacional, acho eu. Eu sei que eu estou.
Estou triste. Primeiro não convidam o Zé Cabra (o nosso Cacá) para o Rock in Rio e depois isto… que vergonha.
Zé Cabra apanhado a roubar – A queda de uma estrela.
Os jornais conseguem ser tão cruéis… depois de tudo o que este grande senhor fez pela música nacional, que quiçá, teve mais influência sobre toda a música mundial do que qualquer outro artista… considerado por muitos como o quinto Beatle. Mais ou menos como um irmão gémeo do Paul, só que surdo, disléxico, fraco de voz e feio… mas com um talento incomparável… a sério.
Portugal está praticamente de luto nacional, acho eu. Eu sei que eu estou.
Estou triste. Primeiro não convidam o Zé Cabra (o nosso Cacá) para o Rock in Rio e depois isto… que vergonha.
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Para o palco!
É impressão minha ou a Operação Triunfo tem um conteúdo tão indigesto que até chega a dar hérnias nervosas ao Dalai Lama? Chegamos a uma situação de pudim mental, tentando acalmar a coceira nas virilhas, quando ouvimos a Catarina Furtado, assustando as criancinhas, a gritar aos concorrentes para irem para o palco….
Ela exagera “uma beca” nos berros… Só há muito pouco tempo é que me apercebi que ela não estava mesmo zangada. Sempre pensei que as entrevistas acabavam sempre com os concorrentes a “atrofiarem” com ela e a Catarina a perder o juízo e a desatar aos berros…
Alguém dê um calmante bem forte a esta moça. Já ninguém no lar de idosos de Vilar Formoso consegue assistir às galas da Operação Triunfo sem precisar de um desfibrilhador bem forte contra o peito.
Esta apresentadora devia ser usada para espicaçar as lutas de cães. Eu sei que eu, pelo menos, fico logo mais raivoso quando a oiço berrar!
Ela exagera “uma beca” nos berros… Só há muito pouco tempo é que me apercebi que ela não estava mesmo zangada. Sempre pensei que as entrevistas acabavam sempre com os concorrentes a “atrofiarem” com ela e a Catarina a perder o juízo e a desatar aos berros…
Alguém dê um calmante bem forte a esta moça. Já ninguém no lar de idosos de Vilar Formoso consegue assistir às galas da Operação Triunfo sem precisar de um desfibrilhador bem forte contra o peito.
Esta apresentadora devia ser usada para espicaçar as lutas de cães. Eu sei que eu, pelo menos, fico logo mais raivoso quando a oiço berrar!
terça-feira, janeiro 20, 2004
Que Optimus negócios
Cuspa… arrote… peide… coce… assoe… arranhe… pontapeie… babe… esbofeteie… tussa!
Mas será que ainda alguém aguenta os anúncios a telemóveis? Que nervos, quando eles começam com as cantilenas de verbos com uma voz a fazer-se de melosa!
Há três anos que ninguém faz anúncios sem ser com a chapa quatro da sequência supostamente profunda de tempos verbais!
Haja inovação! É publicidade! Podem dar-se ao luxo de usar a imaginação! Nós que trabalhamos lá na fábrica é que só podemos fazer o que nos mandam!
Bolas… será que os publicitários estão a ser manipulados por alguém que controla o tipo de anúncio televisivo? Não! Credo, isso seria terrível!
Mas será que ainda alguém aguenta os anúncios a telemóveis? Que nervos, quando eles começam com as cantilenas de verbos com uma voz a fazer-se de melosa!
Há três anos que ninguém faz anúncios sem ser com a chapa quatro da sequência supostamente profunda de tempos verbais!
Haja inovação! É publicidade! Podem dar-se ao luxo de usar a imaginação! Nós que trabalhamos lá na fábrica é que só podemos fazer o que nos mandam!
Bolas… será que os publicitários estão a ser manipulados por alguém que controla o tipo de anúncio televisivo? Não! Credo, isso seria terrível!
Os destroços de Natal
Adoro ver os camiões, do lixo que não cabe nos caixotes normais – os chamados camiões dos monos.
São lindos, têm sempre montes de coisas estranhas, parecem carrinhas de mudanças decadentes. Pela calada da noite, como se transportassem material roubado. É lindo!
Ontem à noite pude ter a visão mais linda que já tinha tido dum camião de monos! Os homens da carrinha, mal se viam no meio de dezenas de árvores de natal! Parecia que tinham roubado um parque florestal e que tinham criado algures uma clareira com forma de caixa de camião!
Árvores de plástico, árvores de verdade, algumas ainda com fitas… uma autêntica selva!
Os homens de verde, trabalhadores da Câmara, iam todos divertidos… quem me dera que fossem todos a entoar cânticos de Natal! Era só o que faltava para eu me sentir realmente perante um sketch dos Python!
Mesmo assim foi único!
São lindos, têm sempre montes de coisas estranhas, parecem carrinhas de mudanças decadentes. Pela calada da noite, como se transportassem material roubado. É lindo!
Ontem à noite pude ter a visão mais linda que já tinha tido dum camião de monos! Os homens da carrinha, mal se viam no meio de dezenas de árvores de natal! Parecia que tinham roubado um parque florestal e que tinham criado algures uma clareira com forma de caixa de camião!
Árvores de plástico, árvores de verdade, algumas ainda com fitas… uma autêntica selva!
Os homens de verde, trabalhadores da Câmara, iam todos divertidos… quem me dera que fossem todos a entoar cânticos de Natal! Era só o que faltava para eu me sentir realmente perante um sketch dos Python!
Mesmo assim foi único!
segunda-feira, janeiro 19, 2004
Bem-aventurados os pobres!
Existem muitas coisas que não percebo no mercado a nível mundial... sem dúvida um dos negócios que eu nunca pensei que pudesse florescer é o estranho conceito do solário!
Quem no seu perfeito juízo é que acha uma boa ideia pagar para ficar bronzeado? Percebo que fique bem uma pessoa estar queimada todo o ano e passar a mensagem ao resto do mundo que passa por nós que temos dinheiro suficiente para andar todo o ano na praia... sim está certo, faz sentido... mas... não faz sentido pagar para ficar bronzeado...
É como comprar um aparelho moderníssimo chamado Step... que toda a gente está a ver que é um degrau... um simplicíssimo degrau... mas quem é que terá tido estas belas ideias?
Epá se conseguem vender degraus em separado, sem mais nenhum propósito senão fazer exercícios, então bolas que também hão-de pagar para andar bronzeados sem esforço.
Será que ainda alguém se lembra que se pode ficar com um bronze à Homem das Obras apenas apanhando sol? Ou será que dá mesmo muito trabalho?
Sortudos e bem-aventurados os pobres que não precisam de se debater com questões de ricos: - Devo apanhar sol? Ou devo pagar para ficar da cor dos frangos quando vão a assar?
Quem no seu perfeito juízo é que acha uma boa ideia pagar para ficar bronzeado? Percebo que fique bem uma pessoa estar queimada todo o ano e passar a mensagem ao resto do mundo que passa por nós que temos dinheiro suficiente para andar todo o ano na praia... sim está certo, faz sentido... mas... não faz sentido pagar para ficar bronzeado...
É como comprar um aparelho moderníssimo chamado Step... que toda a gente está a ver que é um degrau... um simplicíssimo degrau... mas quem é que terá tido estas belas ideias?
Epá se conseguem vender degraus em separado, sem mais nenhum propósito senão fazer exercícios, então bolas que também hão-de pagar para andar bronzeados sem esforço.
Será que ainda alguém se lembra que se pode ficar com um bronze à Homem das Obras apenas apanhando sol? Ou será que dá mesmo muito trabalho?
Sortudos e bem-aventurados os pobres que não precisam de se debater com questões de ricos: - Devo apanhar sol? Ou devo pagar para ficar da cor dos frangos quando vão a assar?
domingo, janeiro 18, 2004
Copinhos de água grátis
Existem nos serviços governamentais de atendimento ao público, máquinas onde se podem beber copinhos de água.
Num destes dias, entrei tão cedo, tão cedo, tão cedo numa repartição de Finanças, que os funcionários ainda estavam a retirar os copinhos do lixo e a repô-los de volta na máquina.
Quantas situações deste tipo existirão em Portugal?
Exagero ecológico, ou envenenamento por funcionário público deficiente mental...?
Decida você!
Num destes dias, entrei tão cedo, tão cedo, tão cedo numa repartição de Finanças, que os funcionários ainda estavam a retirar os copinhos do lixo e a repô-los de volta na máquina.
Quantas situações deste tipo existirão em Portugal?
Exagero ecológico, ou envenenamento por funcionário público deficiente mental...?
Decida você!
sexta-feira, janeiro 16, 2004
Açores americanizados
Penso eu de que…
Se uma das lindas ilhas do nosso querido Portugal fosse disputada pelo bizarro governo norte-americano, as medidas tomadas pelo nosso governo seriam no mínimo curiosas.
A primeira medida a tomar seria colocar um gigantesco laço a toda a volta da ilha. Seguidamente, o governo português deixaria um enorme cartão a dizer: -Não abrir antes do Natal.
Duvido muito que se os Estados Unidos quiserem tomar os Açores pela força, a Nato faça sequer um pequenito gesto contra os coitaditos Americanitos.
Se uma das lindas ilhas do nosso querido Portugal fosse disputada pelo bizarro governo norte-americano, as medidas tomadas pelo nosso governo seriam no mínimo curiosas.
A primeira medida a tomar seria colocar um gigantesco laço a toda a volta da ilha. Seguidamente, o governo português deixaria um enorme cartão a dizer: -Não abrir antes do Natal.
Duvido muito que se os Estados Unidos quiserem tomar os Açores pela força, a Nato faça sequer um pequenito gesto contra os coitaditos Americanitos.
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Oferece-se recompensa
Um dos melhores cartazes que pude ver ultimamente em Lisboa, é um objecto não identificado e consequentemente um mistério ainda maior para mim.
Trata-se de um cartaz, semelhante aos que se faziam no velho Oeste, oferecendo uma recompensa pelo Paulo Portas, morto ou vivo, obviamente em tom sarcástico.
Nas letras abaixo da foto do ministro Portas lê-se: -Este sujeito é perigoso e anda armado… em parvo.
Um cartaz muito raro e difícil de ver por aí colado. Muito curioso, por não ter mais nenhuma referência para além da piada, coisa muito incomum entre os cartazes de foro político.
Trata-se de um cartaz, semelhante aos que se faziam no velho Oeste, oferecendo uma recompensa pelo Paulo Portas, morto ou vivo, obviamente em tom sarcástico.
Nas letras abaixo da foto do ministro Portas lê-se: -Este sujeito é perigoso e anda armado… em parvo.
Um cartaz muito raro e difícil de ver por aí colado. Muito curioso, por não ter mais nenhuma referência para além da piada, coisa muito incomum entre os cartazes de foro político.
MTVs ‘r U.S.
Surpreende-me ver que a globalização afecta um ponto aparentemente tão sem importância como os telediscos da MTV… os telediscos realizados e promovidos por esta estação americanóide baseiam-se num esquema demasiado pacóvio para ser verdade.
Como é possível que à excepção de muito raros casos, todos os telediscos contêm raparigas com silicone em fato de banho, carros desportivos todos cromados, muitas jóias a serem exibidas e, sem excepção, pelo menos uma bandeira americana a mostrar a afeição da estação…?
Que ridículo, que fantochada!
Onde anda a liberdade de expressão? Estará fechada nalguma cela em Guantánamo?
Como é possível que à excepção de muito raros casos, todos os telediscos contêm raparigas com silicone em fato de banho, carros desportivos todos cromados, muitas jóias a serem exibidas e, sem excepção, pelo menos uma bandeira americana a mostrar a afeição da estação…?
Que ridículo, que fantochada!
Onde anda a liberdade de expressão? Estará fechada nalguma cela em Guantánamo?
quarta-feira, janeiro 14, 2004
Tique nervoso Popular
O Portas, no tempo da escola, era muito pouco sociável, muito tímido, tinha pavor de interagir com pessoas… quer dizer, o que se passava realmente é que as pessoas com quem ele se dava afastavam-se por causa de um tique nervoso que as deixava desconfortáveis.
Com o tempo o pequenito Portas ultrapassou o trauma. Foram 10 anos até conseguir deixar de roer as unhas dos pés. Ainda hoje acorda de noite a chorar.
Mas quis vingar-se do mundo e foi então que se inscreveu na juventude popular.
Com o tempo o pequenito Portas ultrapassou o trauma. Foram 10 anos até conseguir deixar de roer as unhas dos pés. Ainda hoje acorda de noite a chorar.
Mas quis vingar-se do mundo e foi então que se inscreveu na juventude popular.
segunda-feira, janeiro 12, 2004
Faltam pediatras
Um destes dias um jornal de grande edição a nível nacional afirmava que faltam 1400 médicos pediatras no sistema de saúde português.
Eu penso que todos esses médicos são capazes de estar com medo de serem acusados de pedofilia e talvez tenham mudado para outras especialidades… bem… ou então estão simplesmente presos…
Eu penso que todos esses médicos são capazes de estar com medo de serem acusados de pedofilia e talvez tenham mudado para outras especialidades… bem… ou então estão simplesmente presos…
domingo, janeiro 11, 2004
O canal do Parlamento
Um dos canais menos vistos da Tv Cabo é o canal do Parlamento. Acho que nunca ninguém reparou, mas todos os dias de manhãzinha o Presidente da Assembleia da República diz invariavelmente para abrir a sessão: -Ora bom dia aos presentes e que se lixem os ausentes.O canal do Parlamento é uma coisa que me confunde muito. É como a equipa de cientistas que há anos tenta provar a existência de um cérebro na sede do Partido Popular… obviamente que é uma busca em vão… se estiver está num frasco numa prateleira à espera de ser usado.
O saudoso Acontece
O grande programa Acontece morreu, viva o Acontece.
Quem pode dizer sinceramente que não tem saudades do grande Valium que apresentava o programa, um grande hombre, que transmitia todo o fervor dos mais valentes e bravos idosos do nosso país, como se tivesse somente 75/80 anos de idade.
A parte que me dava mais gozo assistir era sem dúvida a linda parte do:
-“Como disse, seu energúmeno transeunte? Coçar A tomatada? OU coçar NA tomatada?”
Este saudosismo que cresce cá dentro serão saudades ou serão formações de gases?
De qualquer modo, acho que se acabaram com o programa, deve ser com certeza para o substituírem por um programa ainda mais interessante pedagogicamente, talvez uma Operação Triunfo, Cultural. Quem sabe não se venham a descobrir os futuros bibliotecários frustrados ou os “claros cientistas-escritores-plagiadores”!
Tenhamos esperança!
Quem pode dizer sinceramente que não tem saudades do grande Valium que apresentava o programa, um grande hombre, que transmitia todo o fervor dos mais valentes e bravos idosos do nosso país, como se tivesse somente 75/80 anos de idade.
A parte que me dava mais gozo assistir era sem dúvida a linda parte do:
-“Como disse, seu energúmeno transeunte? Coçar A tomatada? OU coçar NA tomatada?”
Este saudosismo que cresce cá dentro serão saudades ou serão formações de gases?
De qualquer modo, acho que se acabaram com o programa, deve ser com certeza para o substituírem por um programa ainda mais interessante pedagogicamente, talvez uma Operação Triunfo, Cultural. Quem sabe não se venham a descobrir os futuros bibliotecários frustrados ou os “claros cientistas-escritores-plagiadores”!
Tenhamos esperança!
sábado, janeiro 10, 2004
Oh Mon Ami
Um dia nos meus tempos de escola, eu e um par de colegas metemos conversa com uma personagem. O senhor de aspecto lunático apresentava-se bem vestido, com um fato e gravata mas com um aspecto muito velho e grisalho.
Falava com tudo e todos, misturando português e francês em voz baixa e simples.
Quando lhe dissemos uma palavrinha em francês, o homem fez uma festa tal que parecia que tinha reencontrado amigos de longa data, gritando e esbracejando como se a felicidade fosse demais para ficar contida.
Gritava: -Mon ami! Gritava pelos Champs Ellisés e pelo Montmartre.
Visivelmente embriagado, tentou por algumas vezes apoiar-se numa parede que parecia fugir ás suas mãos.
Falámos com ele uma data de vezes, era muito simpático, era o nosso Ami!
A última vez que o vi, vinha ele no autocarro, embriagado como sempre, a pregar uma grande seca a um senhor de cor que trazia vestidas vestes tradicionais africanas e ele vinha-lhe a contar dos seus amigos argelinos que tinha tido em França.
Pobre senhor que não era argelino. Não conhecia o nosso Ami de lado nenhum e não tinha a paciência da minha malta sempre pronta para a paródia com o “Francês”.
Falava com tudo e todos, misturando português e francês em voz baixa e simples.
Quando lhe dissemos uma palavrinha em francês, o homem fez uma festa tal que parecia que tinha reencontrado amigos de longa data, gritando e esbracejando como se a felicidade fosse demais para ficar contida.
Gritava: -Mon ami! Gritava pelos Champs Ellisés e pelo Montmartre.
Visivelmente embriagado, tentou por algumas vezes apoiar-se numa parede que parecia fugir ás suas mãos.
Falámos com ele uma data de vezes, era muito simpático, era o nosso Ami!
A última vez que o vi, vinha ele no autocarro, embriagado como sempre, a pregar uma grande seca a um senhor de cor que trazia vestidas vestes tradicionais africanas e ele vinha-lhe a contar dos seus amigos argelinos que tinha tido em França.
Pobre senhor que não era argelino. Não conhecia o nosso Ami de lado nenhum e não tinha a paciência da minha malta sempre pronta para a paródia com o “Francês”.
quinta-feira, janeiro 08, 2004
Onde era mesmo?
Um destes dias, perguntava uma senhora ao condutor, se o autocarro passava na Cova… na Cova… mas nem o condutor conhecia nenhuma Cova… nem a senhora se lembrava do nome completo da tal Cova.
Foi muito giro sentir as pessoas no autocarro a tentarem ajudar, toda a gente a tentar adivinhar o nome da terrinha para onde ia a senhora.
Finalmente, ela teve uma recuperação parcial de memória: Cova de Santo Adrião! Na zona por onde o autocarro passa, existe realmente uma Santo Adrião, mas é uma Póvoa e não uma Cova.
Portanto, não esquecer, não tente ir sem saber o nome da terra; as pessoas tentam ajudar, mas pode estar a complicar a vida de 45 pessoas sentadas e 68 pessoas em pé.
Foi muito giro sentir as pessoas no autocarro a tentarem ajudar, toda a gente a tentar adivinhar o nome da terrinha para onde ia a senhora.
Finalmente, ela teve uma recuperação parcial de memória: Cova de Santo Adrião! Na zona por onde o autocarro passa, existe realmente uma Santo Adrião, mas é uma Póvoa e não uma Cova.
Portanto, não esquecer, não tente ir sem saber o nome da terra; as pessoas tentam ajudar, mas pode estar a complicar a vida de 45 pessoas sentadas e 68 pessoas em pé.
quarta-feira, janeiro 07, 2004
O passeio dos presentes
Sugiro que se observe um cão que more num apartamento e que saia à rua, uma ou duas vezes por dia. A vontade sôfrega de ir à rua é incrível, é maior que o cão, chega mesmo a ser maior que a vida.
Um cão a correr e a puxar para sair de um prédio dá a sensação que uma força maior o move…mas o que será?
Diz um tal Bobby desconhecido: - Deixem passar que eu já não cago desde as 7h da manhã – sempre a puxar a trela e consequentemente o dono também - Ena pá, que eu vou cagar isto tudo!...sou um terrorista, esta rua vai parecer um campo minado!
O perigo é tal, que temo muito sinceramente pela integridade dos invisuais.
Um sítio por onde passam cães devia aparecer no mapa do município! Apelo aos nossos autarcas para delimitarem e assinalarem estas zonas de perigo.
Um cão a correr e a puxar para sair de um prédio dá a sensação que uma força maior o move…mas o que será?
Diz um tal Bobby desconhecido: - Deixem passar que eu já não cago desde as 7h da manhã – sempre a puxar a trela e consequentemente o dono também - Ena pá, que eu vou cagar isto tudo!...sou um terrorista, esta rua vai parecer um campo minado!
O perigo é tal, que temo muito sinceramente pela integridade dos invisuais.
Um sítio por onde passam cães devia aparecer no mapa do município! Apelo aos nossos autarcas para delimitarem e assinalarem estas zonas de perigo.
terça-feira, janeiro 06, 2004
O poeta tímido
Há uns tempos, passeava eu na rua do Carmo, quando reparei que ao lado de uma caixa de electricidade, em letrinhas minúsculas escritas em pequenos autocolantes, se contava um enorme número de poemas, pequenos pensamentos, frases soltas, tudo muito reduzido, quase escondido por detrás de um vaso com plantas e da caixa de electricidade, quase com vergonha ou medo de ser lido.
Achei tão curiosa esta tímida expressão, esta necessidade de dizer alguma coisa, com uma certa esperança que alguém leia, que alguém descubra...
Será que mais alguém terá notado? Em tão nobre e frequentada rua, com certeza que este desconhecido já terá sido notado e conta com certeza com alguns fãs!
Pede-se pois agora, que não se retirem de lá os lindos lindos poemas que tanto fascinam quem por lá passa e neles repara.
Achei tão curiosa esta tímida expressão, esta necessidade de dizer alguma coisa, com uma certa esperança que alguém leia, que alguém descubra...
Será que mais alguém terá notado? Em tão nobre e frequentada rua, com certeza que este desconhecido já terá sido notado e conta com certeza com alguns fãs!
Pede-se pois agora, que não se retirem de lá os lindos lindos poemas que tanto fascinam quem por lá passa e neles repara.
Vaso ruim… não quebra
O Vilhena é do caraças, o gajo bate em tudo e em todos. Eu cá tenho medo dele.
Orgulho-me do velhote que não verga nem amolece, só rosna e morde.
Esse gajo é como o George Grosz português, que mesmo durante o regime nazi e em plena Alemanha nazi, continuou sempre a dizer tudo o que tinha lá dentro para dizer. Assim é que é, porra!!
Depois do 25 de Abril, esperaríamos que a fúria corrosiva se fosse com os ventos vermelhos a derrubarem o velho regime.
Qual quê! Continuou sempre a cascar à esquerda e à direita, como um valoroso Dom Quixote, que vê sempre os podres do sistema ainda por decepar.
Este Robert Crumb português é uma das personagens mais rijas e teimosas que Portugal já conheceu. Imaginamo-lo facilmente a desenhar o São Pedro em conversas menos próprias com meninas de trabalhos menos próprios, quando estiver já no raio do purgatório.
Não verga e é disso que o pessoal precisa. Aprendamos com este resistente a remexer o lodo, mesmo quando aparentemente não vemos mais que água limpinha e peixinhos simpáticos… como o cherne por exemplo.
Orgulho-me do velhote que não verga nem amolece, só rosna e morde.
Esse gajo é como o George Grosz português, que mesmo durante o regime nazi e em plena Alemanha nazi, continuou sempre a dizer tudo o que tinha lá dentro para dizer. Assim é que é, porra!!
Depois do 25 de Abril, esperaríamos que a fúria corrosiva se fosse com os ventos vermelhos a derrubarem o velho regime.
Qual quê! Continuou sempre a cascar à esquerda e à direita, como um valoroso Dom Quixote, que vê sempre os podres do sistema ainda por decepar.
Este Robert Crumb português é uma das personagens mais rijas e teimosas que Portugal já conheceu. Imaginamo-lo facilmente a desenhar o São Pedro em conversas menos próprias com meninas de trabalhos menos próprios, quando estiver já no raio do purgatório.
Não verga e é disso que o pessoal precisa. Aprendamos com este resistente a remexer o lodo, mesmo quando aparentemente não vemos mais que água limpinha e peixinhos simpáticos… como o cherne por exemplo.
segunda-feira, janeiro 05, 2004
O maior fanático do Sporting
O grande fã do Sporting é um senhor de meia-idade que tive o privilégio de ver por várias vezes no Metro.
Este senhor tem um aspecto perfeitamente normal, usa invariavelmente um cachecol do seu clube e faz-se sempre acompanhar por mais ou menos duas dezenas de revistas. O curioso nesta personagem é que ele passa o tempo todo a oferecer uma das suas revistas do Sporting, a ler aos restantes passageiros.
É muito efusivo com o que lê e relê nas suas revistas do Sporting e curiosamente uma das vezes em que o vi, ele repetia constantemente: – “As mulheres do Sporting são as mais bonitas, isso toda a gente sabe!”
Este senhor é muito interessante; se alguém o vir, tente reparar na quantidade incrível de revistas que ele faz gosto de trazer sempre consigo.
Este senhor tem um aspecto perfeitamente normal, usa invariavelmente um cachecol do seu clube e faz-se sempre acompanhar por mais ou menos duas dezenas de revistas. O curioso nesta personagem é que ele passa o tempo todo a oferecer uma das suas revistas do Sporting, a ler aos restantes passageiros.
É muito efusivo com o que lê e relê nas suas revistas do Sporting e curiosamente uma das vezes em que o vi, ele repetia constantemente: – “As mulheres do Sporting são as mais bonitas, isso toda a gente sabe!”
Este senhor é muito interessante; se alguém o vir, tente reparar na quantidade incrível de revistas que ele faz gosto de trazer sempre consigo.
sábado, janeiro 03, 2004
Curtir a nite em Bagdad
Todos temos a impressão que sabemos de tudo o que se passa no Iraque.
Sabemos que os soldados são muitos, que dormem juntinhos e que não estão autorizados a sair à noite. Ora, se eles são muitos, são homens e quando voltam têm muito mais doenças sexualmente transmissíveis, algo se passa! Ou os soldaditos aprendem a gostar de “jogar ao macaco que esconde a banana” ou então as saídas à noite não são somente para ir ao jantar de acção de graças com o chefe do estado-maior do exército do seu país!
Obviamente que se acontece sempre o mesmo em cada “visita de estudo texana”, é claro que também nesta operação militar existem já imensas casas menos próprias visitadas frequentemente por militares com as hormonas em pulgas por apanhar vírus esquisitos!
Alguém nos mostra as casas de meninas que surgiram ao redor das bases militares americanas no Iraque?
Por favor, que ninguém se convença que daqui a 6 meses não estará a Internet atafulhada com montanhas de filmes porno feitos por soldaditos americanóides com brasileiras, russas e afins!
Sabemos que os soldados são muitos, que dormem juntinhos e que não estão autorizados a sair à noite. Ora, se eles são muitos, são homens e quando voltam têm muito mais doenças sexualmente transmissíveis, algo se passa! Ou os soldaditos aprendem a gostar de “jogar ao macaco que esconde a banana” ou então as saídas à noite não são somente para ir ao jantar de acção de graças com o chefe do estado-maior do exército do seu país!
Obviamente que se acontece sempre o mesmo em cada “visita de estudo texana”, é claro que também nesta operação militar existem já imensas casas menos próprias visitadas frequentemente por militares com as hormonas em pulgas por apanhar vírus esquisitos!
Alguém nos mostra as casas de meninas que surgiram ao redor das bases militares americanas no Iraque?
Por favor, que ninguém se convença que daqui a 6 meses não estará a Internet atafulhada com montanhas de filmes porno feitos por soldaditos americanóides com brasileiras, russas e afins!
Loira finge Erasmus
Um Erasmus é um projecto de troca temporária de alunos por essa Europa fora que procura preencher o vazio de experiências únicas de vida!
As coisas que as pessoas fazem para agradarem aos seus parceiros! Surgiu neste período escolar uma estudante loira que estranhamente fingiu um erasmus lá na escola. Com os seus parceiros escolares a contarem que ela viesse com eles num erasmus, a estudante não teve como evitar, teve que fingir…
As coisas que as pessoas fazem para agradarem aos seus parceiros! Surgiu neste período escolar uma estudante loira que estranhamente fingiu um erasmus lá na escola. Com os seus parceiros escolares a contarem que ela viesse com eles num erasmus, a estudante não teve como evitar, teve que fingir…
quinta-feira, janeiro 01, 2004
O glamour dos cartazes
Um menino vivia numa barraca, num bairro de lata perto de um viaduto. Tudo em volta era sujo e porco: nas ruas havia cães, lixo e pessoas sujas a escarafunchar nos caixotes.
Para fugir a tudo isso, este rapaz forrou todo o interior do seu barraco com enormes cartazes arrancados das paredes da cidade, com estrelas de cinema, concertos de rock, temporadas de bailado, tudo em cores berrantes e chamativas. Todas as improvisadas paredes ficaram espectacularmente preenchidas e brilhantes... tudo isto criava um ambiente de sala de espectáculo, dentro do abrigo deste rapaz...
Não sei se esta história tem um final feliz... Gosto só de imaginar como seria maravilhoso este espaço, decorado de uma forma tão solta e espontânea.
Lições? Aprendemos o que queremos quando queremos...
Para fugir a tudo isso, este rapaz forrou todo o interior do seu barraco com enormes cartazes arrancados das paredes da cidade, com estrelas de cinema, concertos de rock, temporadas de bailado, tudo em cores berrantes e chamativas. Todas as improvisadas paredes ficaram espectacularmente preenchidas e brilhantes... tudo isto criava um ambiente de sala de espectáculo, dentro do abrigo deste rapaz...
Não sei se esta história tem um final feliz... Gosto só de imaginar como seria maravilhoso este espaço, decorado de uma forma tão solta e espontânea.
Lições? Aprendemos o que queremos quando queremos...
quarta-feira, dezembro 31, 2003
Campanha ecologista
Em 2004 pense no meio ambiente… pense no mundo que vai deixar aos seus filhos!
A percentagem de água potável é de 0,01 por cento, do total existente na Terra!
Poupe água, beba whisky!
A percentagem de água potável é de 0,01 por cento, do total existente na Terra!
Poupe água, beba whisky!
terça-feira, dezembro 30, 2003
Matrox, coça-me as costas!
Eu sinto que é um bocado triste e que é um atentado à integridade psicológica do pobre Bill Gates o que se passa no meu computador...
Será que é possível que depois de tantos avanços na electrónica e na computorização do mundo, todo eu ainda prefira por exemplo jogar o Tetris e usar o Paint em vez do Final Fantasy XXII e o Fireworks Xp ou coisa que o valha?!
Opá, uma coisa é um programa de computador que nos faça sentir que estamos a ser ajudados pela tecnologia, outra coisa é um programa que insistentemente nos relembre que não percebemos absolutamente nada de computadores e que nos devíamos ficar pelo lindo Spectrum e a linda imagem de nós próprios na primária a contar pelos dedos!
Queria ver qualquer entendido de computadores, a fazer uma coisa mesmo importante, como coçar onde nos dá comichão, com uma Matrox, ou sentir os pés a queimar na areia, como no primeiro dia que se chega à praia, com uma Mother Board novinha em folha!
Felizmente que ainda há coisas que podemos apreciar, sem precisarmos de apoio técnico especializado num qualquer site da especialidade!
Será que é possível que depois de tantos avanços na electrónica e na computorização do mundo, todo eu ainda prefira por exemplo jogar o Tetris e usar o Paint em vez do Final Fantasy XXII e o Fireworks Xp ou coisa que o valha?!
Opá, uma coisa é um programa de computador que nos faça sentir que estamos a ser ajudados pela tecnologia, outra coisa é um programa que insistentemente nos relembre que não percebemos absolutamente nada de computadores e que nos devíamos ficar pelo lindo Spectrum e a linda imagem de nós próprios na primária a contar pelos dedos!
Queria ver qualquer entendido de computadores, a fazer uma coisa mesmo importante, como coçar onde nos dá comichão, com uma Matrox, ou sentir os pés a queimar na areia, como no primeiro dia que se chega à praia, com uma Mother Board novinha em folha!
Felizmente que ainda há coisas que podemos apreciar, sem precisarmos de apoio técnico especializado num qualquer site da especialidade!
segunda-feira, dezembro 29, 2003
A gravata de Reagan
Pode ter sido apenas impressão minha, mas um destes dias pareceu-me ter visto um símbolo subliminar numa imagem do ex-presidente Ronald Reagan.
O que se passava nessa imagem é que a sua gravata tinha dois padrões inocentes. O nó da gravata tinha pontinhos brancos sobre o fundo escuro, enquanto que a gravata em si, tinha pontinhos um nadinha mais alongados. Quando eu olhava para a gravata em si, não via nada de estranho, mas ao olhar a cara do ex-presidente, a minha visão periférica “lia” os inocentes pontinhos da gravata como uma bandeira americana ao alto.
Isto, se é verdade, foi feito para um público dos anos 80.
Se isto for verdade, que mensagens subliminares nos quererão passar neste momento os bem-intencionadinhos defensores da liberdade mundial?
O que se passava nessa imagem é que a sua gravata tinha dois padrões inocentes. O nó da gravata tinha pontinhos brancos sobre o fundo escuro, enquanto que a gravata em si, tinha pontinhos um nadinha mais alongados. Quando eu olhava para a gravata em si, não via nada de estranho, mas ao olhar a cara do ex-presidente, a minha visão periférica “lia” os inocentes pontinhos da gravata como uma bandeira americana ao alto.
Isto, se é verdade, foi feito para um público dos anos 80.
Se isto for verdade, que mensagens subliminares nos quererão passar neste momento os bem-intencionadinhos defensores da liberdade mundial?
domingo, dezembro 28, 2003
Robbie coça ego perante a realeza!
Coisa mais incrível nunca se viu! Robbie Williams coçou o seu ego perante a rainha e milhões de espectadores à volta do mundo. (Roberto Carlos chocado).
O cantor já afirmou não ter remorsos sobre o sucedido e mostrou-se confiante na sua posição, realçando ainda que se voltasse a ter comichão no ego, de novo, à frente da rainha, não hesitaria em voltar a roçar com veemência e garra o dito cujo… ego.
Que coisa feia para se coçar, Robbie! Aonde é que isso vai parar? Daqui a pouco ainda te apanhamos a fumar!
Não liguem a isto. Às vezes faz impressão a sobranceria das estrelas de rock, mal agradecidas. Este, cá pra mim, era capaz de pôr a mãe na penhora, para não ter que parar a limusina para pôr gasóleo.
O cantor já afirmou não ter remorsos sobre o sucedido e mostrou-se confiante na sua posição, realçando ainda que se voltasse a ter comichão no ego, de novo, à frente da rainha, não hesitaria em voltar a roçar com veemência e garra o dito cujo… ego.
Que coisa feia para se coçar, Robbie! Aonde é que isso vai parar? Daqui a pouco ainda te apanhamos a fumar!
Não liguem a isto. Às vezes faz impressão a sobranceria das estrelas de rock, mal agradecidas. Este, cá pra mim, era capaz de pôr a mãe na penhora, para não ter que parar a limusina para pôr gasóleo.
sábado, dezembro 27, 2003
Canibalismo na Blogolândia
Será que já alguém reparou que, por exemplo, o mundo da arte vive muito de uma situação de canibalismo que enferruja as engrenagens e que faz estagnar a energia criadora? O que acontece é que os artistas produzem uns para os outros. Quem vai às exposições e feiras são praticamente só os artistas. Isto é canibalismo!
Será que já alguém reparou que o mesmo, provavelmente, acontece também aqui mesmo na “blogoesfera”? Alguém conhece algum leitor do seu blog que não alimente também um blog seu?
Todo este canibalismo, não deve ser lá muito saudável. Não será indigesto para os demais comparsas "internéticos"?
Ajudem a acabar com este mal! Contribuam para uma causa justa!
Não ao canibalismo na blogolândia!
Será que já alguém reparou que o mesmo, provavelmente, acontece também aqui mesmo na “blogoesfera”? Alguém conhece algum leitor do seu blog que não alimente também um blog seu?
Todo este canibalismo, não deve ser lá muito saudável. Não será indigesto para os demais comparsas "internéticos"?
Ajudem a acabar com este mal! Contribuam para uma causa justa!
Não ao canibalismo na blogolândia!
sexta-feira, dezembro 26, 2003
A clareira
Certo dia, encontrava-me eu a assistir a um concerto dos grandiosos Ena Pá 2000, e no meio da enorme multidão, de repente criou-se um espaço vazio, coisa rara num sítio com tanta gente e com tão pouco espaço.
No meio de talvez umas 2000 pessoas, estava um rapaz aparentemente bêbado que nem um cacho, talvez pelos copos de plástico cheios de cerveja que já teria bebido nessa noite..., que muito divertido estava a urinar para o chão, para desagrado dos demais espectadores, que portanto abriram prontamente uma espaçosa clareira, para dar espaço de manobra ao inesperado e inebriado acto.
O toque que faltava, para estabelecer um bom ambiente, num espectáculo de luz, som e algo mais...
No meio de talvez umas 2000 pessoas, estava um rapaz aparentemente bêbado que nem um cacho, talvez pelos copos de plástico cheios de cerveja que já teria bebido nessa noite..., que muito divertido estava a urinar para o chão, para desagrado dos demais espectadores, que portanto abriram prontamente uma espaçosa clareira, para dar espaço de manobra ao inesperado e inebriado acto.
O toque que faltava, para estabelecer um bom ambiente, num espectáculo de luz, som e algo mais...
quinta-feira, dezembro 25, 2003
Coracõezinhos de papel
Nem todas a incríveis personagens que há na cidade de Lisboa são meus desconhecidos.
Uma pessoa que me é muito querida, diverte-se por vezes a deixar em sítios estratégicos e muito inocentemente, uns diminutos coraçõezinhos de papel colorido. Sabe-lhe bem semear estas pequenas sementezinhas… nos bancos de jardim, estações de metro, autocarros e afins, como que a tentar espalhar amor com um gesto bonito.
Eu sei que eu havia de sorrir se encontrasse um coraçãozinho muito bem recortadinho.
O que será que leva uma pessoa a querer transmitir boa disposição ao próximo? Querer fazer uma boa acção a alguém que não se conhece e não querer sequer estar presente…? É muito curioso e muito agradável de se sentir… Ainda há pessoas assim.
Sem dúvida de louvar.
Uma pessoa que me é muito querida, diverte-se por vezes a deixar em sítios estratégicos e muito inocentemente, uns diminutos coraçõezinhos de papel colorido. Sabe-lhe bem semear estas pequenas sementezinhas… nos bancos de jardim, estações de metro, autocarros e afins, como que a tentar espalhar amor com um gesto bonito.
Eu sei que eu havia de sorrir se encontrasse um coraçãozinho muito bem recortadinho.
O que será que leva uma pessoa a querer transmitir boa disposição ao próximo? Querer fazer uma boa acção a alguém que não se conhece e não querer sequer estar presente…? É muito curioso e muito agradável de se sentir… Ainda há pessoas assim.
Sem dúvida de louvar.
quarta-feira, dezembro 24, 2003
Uma sugestão natalícia
Neste Natal faça um gesto de caridade.
Uma importante associação de pessoas com problemas na fala pede aos portugueses que façam um esforço para acabar com a discriminação destas pessoas.
Passe esta quadra com um disléxico e tenha um feliz Nhatal…
Uma importante associação de pessoas com problemas na fala pede aos portugueses que façam um esforço para acabar com a discriminação destas pessoas.
Passe esta quadra com um disléxico e tenha um feliz Nhatal…
Pensem nos pobres homens – parte 2
Quer-me parecer que as multinacionais de moda feminina, que invadem com o seu sotaque espanhol as nossas superfícies comercialóides, deviam de uma vez por todas solucionar o problema dos muitos homens, que como eu, passam muito tempo dentro das Bershkas e Zaras. O que é preciso é que estas multinacionais construam espaços de lazer para o sexo masculino, tal como acontece com os parques infantis nos restaurantes MacDonalds…
As vendas subiriam imenso se à entrada de cada casa destas houvesse uma tasca. As vendas subiriam se cada cliente feminina se fizesse acompanhar por um moço desejoso de passar o tempo de espera a ver a bola, comer tremoços e jogar matraquilhos.
Um oásis masculino, junto destes espaços inconcebíveis para a mente masculina e que muito traumatizam um gajo, é tudo o que eu peço! Não há nada como partilhar uma jola, tagarelar sobre o nosso Benfica e coçar o rabo ao som dos matraquilhos, enquanto a nossa namorada compra as suas muito desejadas roupas lindas lindas!
As vendas subiriam imenso se à entrada de cada casa destas houvesse uma tasca. As vendas subiriam se cada cliente feminina se fizesse acompanhar por um moço desejoso de passar o tempo de espera a ver a bola, comer tremoços e jogar matraquilhos.
Um oásis masculino, junto destes espaços inconcebíveis para a mente masculina e que muito traumatizam um gajo, é tudo o que eu peço! Não há nada como partilhar uma jola, tagarelar sobre o nosso Benfica e coçar o rabo ao som dos matraquilhos, enquanto a nossa namorada compra as suas muito desejadas roupas lindas lindas!
terça-feira, dezembro 23, 2003
Pensem nos pobres homens – parte 1
Vamos todos fazer um esforço para acabar com os amontoados de homens com ar patético, à porta das lojas de roupa de mulher. Que triste… todos a segurar casacos cor-de-rosa e malinhas efeminadas… todos com medo que alguém ache que são deles aquelas coisas ameninadas!: Eu cá sou muito macho! Não uso nada cor-de-rosa! Não pensem que isto é meu… estou só à espera que a minha namorada saia da loja. Como eu conheço bem esse olhar! Parecem grupos de condenados, à espera da chegada dos soldados americanos para os soltarem da sua ditadura… Só as multinacionais conseguem provocar este tipo de degradação humana… pobres moços… pais de filhos… esposos extremosos… o que fazem eles para merecer tal tormenta?
Ao menos no Natal, há tantos deles à porta das lojas, que já ninguém acha estranho ver um homem com uma malinha cor-de-rosa e um cachecol com lantejoulas. Pelo menos é isso que eles querem acreditar…
Ao menos no Natal, há tantos deles à porta das lojas, que já ninguém acha estranho ver um homem com uma malinha cor-de-rosa e um cachecol com lantejoulas. Pelo menos é isso que eles querem acreditar…
segunda-feira, dezembro 22, 2003
O primeiro dia de escola do menino Bushezinho
Bushezinho foi ao Iraque.
Bushezinho entrou na sala dos matulões. Nenhum deles tinha ainda idade para votar nele, mas lá estavam eles de braços no ar a emitir sons de macacos, na hora da paparoca lá no zoo.
Buxezito emocionou-se e não se conteve. No mais quente momento da noite, os assessores coraram quando viram o presidentinho em apuro emocional. Tal como quando o viram a dar os primeiros passitos em direcção à guerra mundial ou quando o ouviram dizer as suas primeiras palavrinhas de ódio por outra nação, Bush lacrimejou-se todo, perante os que hão-de morrer pela sua administração.
Bushezinho entrou na sala dos matulões. Nenhum deles tinha ainda idade para votar nele, mas lá estavam eles de braços no ar a emitir sons de macacos, na hora da paparoca lá no zoo.
Buxezito emocionou-se e não se conteve. No mais quente momento da noite, os assessores coraram quando viram o presidentinho em apuro emocional. Tal como quando o viram a dar os primeiros passitos em direcção à guerra mundial ou quando o ouviram dizer as suas primeiras palavrinhas de ódio por outra nação, Bush lacrimejou-se todo, perante os que hão-de morrer pela sua administração.
domingo, dezembro 21, 2003
Quem tem olhos vai... para recepcionista
Para entrar no Pavilhão Desportivo da Cidade Universitária, é preciso mostrar identificação. Para alguns atletas é mesmo obrigatório deixar um comprovativo de identificação na recepção, até terminar o treino que lá se fizer.
Existem entre os atletas, alguns cegos que praticam atletismo.
Certo dia, não pude deixar de ouvir uma conversa, que por ser estranha e não identificar ninguém em particular, relato com gosto:
Parece que um destes dias, tal era a “atenção” do segurança, que deu uma carta de condução de um atleta a um outro, que tem a particularidade de ser na verdade cego. Pensando tratar-se do seu passe social, este rapaz, passou toda a semana a utilizar uma carta de condução, como passe, em todos os autocarros em que andou. Esta situação é no mínimo curiosa.
Quando na semana seguinte soube do sucedido, ao voltar ao pavilhão, o rapaz zangou-se com o dito recepcionista e disse que não se sabe neste país quem é o cego em toda aquela história.
Estranho mas verdadeiro, bem aqui no bum-bum da Europa.
Existem entre os atletas, alguns cegos que praticam atletismo.
Certo dia, não pude deixar de ouvir uma conversa, que por ser estranha e não identificar ninguém em particular, relato com gosto:
Parece que um destes dias, tal era a “atenção” do segurança, que deu uma carta de condução de um atleta a um outro, que tem a particularidade de ser na verdade cego. Pensando tratar-se do seu passe social, este rapaz, passou toda a semana a utilizar uma carta de condução, como passe, em todos os autocarros em que andou. Esta situação é no mínimo curiosa.
Quando na semana seguinte soube do sucedido, ao voltar ao pavilhão, o rapaz zangou-se com o dito recepcionista e disse que não se sabe neste país quem é o cego em toda aquela história.
Estranho mas verdadeiro, bem aqui no bum-bum da Europa.
sábado, dezembro 20, 2003
Música paquistanesa
Eu sou um grande apreciador de música e mesmo por cima do meu quarto vive um pequeno grupo de paquistaneses que preferem fumar cachimbos de água em vez de ouvirem música.
Por vezes, devo confessar que me apetecia poder ouvir a música dos meus vizinhos... É óptimo poder ter a possibilidade de ouvir sons de origem tão remota.
A única forma de conseguir ouvir os lindos álbuns de música paquistanesa, é pôr a minha aparelhagem em altos berros por uns meros 5 minutos e logo começa a esperada retaliação numa agradável melodia de tom oriental.
Esta é uma forma muito subtil de conseguir saciar a minha musical fome, aproveitando o facto de os meus caros vizinhos não se conseguirem expressar o suficiente na nossa língua para me baterem à porta e pedirem o silêncio suficiente para fumarem à vontade os seus cachimbos de água.
Algo me diz que tem de haver uma forma mais simples... Enfim... A boa vizinhança é uma coisa bonita...!
Por vezes, devo confessar que me apetecia poder ouvir a música dos meus vizinhos... É óptimo poder ter a possibilidade de ouvir sons de origem tão remota.
A única forma de conseguir ouvir os lindos álbuns de música paquistanesa, é pôr a minha aparelhagem em altos berros por uns meros 5 minutos e logo começa a esperada retaliação numa agradável melodia de tom oriental.
Esta é uma forma muito subtil de conseguir saciar a minha musical fome, aproveitando o facto de os meus caros vizinhos não se conseguirem expressar o suficiente na nossa língua para me baterem à porta e pedirem o silêncio suficiente para fumarem à vontade os seus cachimbos de água.
Algo me diz que tem de haver uma forma mais simples... Enfim... A boa vizinhança é uma coisa bonita...!
sexta-feira, dezembro 19, 2003
O honrado e talentoso aposentado
Uma personagem muito poética costuma marcar presença frequentemente na Rua do Ouro, à porta da loja de uma multinacional de roupa feminina.
É um senhor cego, muito bem vestido, já de idade. Toca guitarra tradicional portuguesa.
É agradável vê-lo tocar. Tem uma aura de poeta, de acreditar no tempo da honra e do talento.
Treme como varas verdes, devido à idade; o cabelo branco que o diga.
É das minhas personagens lisboetas preferidas, merece sem dúvida uma visita. Este sim, merece menção e visita e generoso contributo monetário, porque este senhor tem uma postura nada deplorável, muito sério, compenetrado e solene.
Debita notas como um gramofone antigo, mas mais que a sua musicalidade, a sua presença impõe respeito. Faz-me ficar orgulhoso do raio dos velhos que “vêem” este país crescer.
Merecia um lugar mais silencioso. É realmente muito frustrante sentir que só a dois passos dele se conseguem distinguir as notas, porque ele está sentado na Rua do Ouro a três passos da estrada. Apetecia ouvi-lo na Bica, na Mouraria ou na entrada dos Jerónimos… desde que tivesse cuidado para não apanhar alguma gripe esquisita dos orientais que por lá passam todos os dias!
É um senhor cego, muito bem vestido, já de idade. Toca guitarra tradicional portuguesa.
É agradável vê-lo tocar. Tem uma aura de poeta, de acreditar no tempo da honra e do talento.
Treme como varas verdes, devido à idade; o cabelo branco que o diga.
É das minhas personagens lisboetas preferidas, merece sem dúvida uma visita. Este sim, merece menção e visita e generoso contributo monetário, porque este senhor tem uma postura nada deplorável, muito sério, compenetrado e solene.
Debita notas como um gramofone antigo, mas mais que a sua musicalidade, a sua presença impõe respeito. Faz-me ficar orgulhoso do raio dos velhos que “vêem” este país crescer.
Merecia um lugar mais silencioso. É realmente muito frustrante sentir que só a dois passos dele se conseguem distinguir as notas, porque ele está sentado na Rua do Ouro a três passos da estrada. Apetecia ouvi-lo na Bica, na Mouraria ou na entrada dos Jerónimos… desde que tivesse cuidado para não apanhar alguma gripe esquisita dos orientais que por lá passam todos os dias!
quinta-feira, dezembro 18, 2003
Um graf desmontado
Em mais uma alteração posterior feita a um graffiti, aconteceu uma coisa muito curiosa. Imagine-se que durante umas obras na cidade de Lisboa, da noite para o dia, surge como que por magia, um enorme graffiti nos tapumes que vedam o perímetro da obra.
Como? Passados uns meses, os trabalhos de construção terminam e os tapumes que exibiam um grande graffiti são desmontados. E são remontados noutro lugar, onde um outro edifício precisa de obras. Obviamente que os pobres trabalhadores, querem é trabalhar e nem reparam na ordem pela qual montam as secções dos tapumes. Muito menos dão atenção, se o graffiti se encontra "sprayado" na face de fora.
O resultado desta má montagem, tornou este graffiti numa obra muito mais interessante, porque completamente diferente do resto das "sprayadas" por esse mundo fora. Estava tudo trocado, era lindo, não se lia, não condizia, parecia o resultado do trabalho de um jovem Basquiat, se este não tivesse já sido tirado da sua vida de pintor de rua. Digno de uma exibição no Museu Berardo. Dos melhores trabalhos que já vi. Superava em muito os cânones americanóides de como um graffiti deve ser composto. Não parecia ter sido concebido por mente humana. Será que alguém pôde não reparar?
Provavelmente o autor da obra ficou muito desgostoso por lhe terem desmontado a pintura, mas o resultado foi fabuloso.
Como? Passados uns meses, os trabalhos de construção terminam e os tapumes que exibiam um grande graffiti são desmontados. E são remontados noutro lugar, onde um outro edifício precisa de obras. Obviamente que os pobres trabalhadores, querem é trabalhar e nem reparam na ordem pela qual montam as secções dos tapumes. Muito menos dão atenção, se o graffiti se encontra "sprayado" na face de fora.
O resultado desta má montagem, tornou este graffiti numa obra muito mais interessante, porque completamente diferente do resto das "sprayadas" por esse mundo fora. Estava tudo trocado, era lindo, não se lia, não condizia, parecia o resultado do trabalho de um jovem Basquiat, se este não tivesse já sido tirado da sua vida de pintor de rua. Digno de uma exibição no Museu Berardo. Dos melhores trabalhos que já vi. Superava em muito os cânones americanóides de como um graffiti deve ser composto. Não parecia ter sido concebido por mente humana. Será que alguém pôde não reparar?
Provavelmente o autor da obra ficou muito desgostoso por lhe terem desmontado a pintura, mas o resultado foi fabuloso.
quarta-feira, dezembro 17, 2003
Os Homens das Obras
Os Homens das Obras são os seres humanos mais felizes e isto acontece porque não existe aparentemente um controlo exercido pelo cérebro sobre o órgão da fala. Não existe um adulto, a nível cerebral, que iniba um palavreado que possa ser ofensivo, como nas pessoas normais. O Homem das Obras mediano pensa algo e imediatamente isso é posto em palavras.
Quem quer que seja a pessoa do sexo feminino que passe a menos de 3 quilómetros do raio do prédio em construção e imediatamente se conseguem ouvir os gritos obscenos dos vários homens encavalitados nos altos andaimes, livres de qualquer tipo de inibições...
O pormenor que os faz ser diferentes, não sei qual será. Só sei que são os seres humanos mais avançados e que não se preocupam com absolutamente nada que possam dizer de mal. Fazem-me sempre pensar... epá, eu quero ser assim quando for mais grandinho.
Livremo-nos dos preconceitos que nos impedem a todos de dizer exactamente o que pensamos, porque realmente toda a gente pensa aquelas coisas... mas só os Homens das Obras é que as dizem!!
Quem quer que seja a pessoa do sexo feminino que passe a menos de 3 quilómetros do raio do prédio em construção e imediatamente se conseguem ouvir os gritos obscenos dos vários homens encavalitados nos altos andaimes, livres de qualquer tipo de inibições...
O pormenor que os faz ser diferentes, não sei qual será. Só sei que são os seres humanos mais avançados e que não se preocupam com absolutamente nada que possam dizer de mal. Fazem-me sempre pensar... epá, eu quero ser assim quando for mais grandinho.
Livremo-nos dos preconceitos que nos impedem a todos de dizer exactamente o que pensamos, porque realmente toda a gente pensa aquelas coisas... mas só os Homens das Obras é que as dizem!!
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Bin Laden capturou Bush
Qual seria a mais espectacular notícia que neste momento podia aparecer nos nossos pedofilizados telejornais? Seria sem dúvida, a estranha mas agradável notícia de que o Bin Laden tinha capturado o Bush num dos buracos de 10 metros que têm surgido em Lisboa…
O nosso tio Bin antigamente era patrocinado pelo governo americano, como toda a gente sabe… mas aparentemente os Estados Unidos já não patrocinam terroristas, só votam neles para presidentes…
Qual será a diferença, à luz da convenção de Genebra, entre mostrar 3 ou 4 prisioneiros americanos a serem entrevistados na al Jazira e mostrar o ex-ditador de um país a ser catado? Obviamente que a grande diferença é que se está neste caso a falar de uma acção americana e isso faz toda a diferença…!
Saddam não era um menino de coro (acho eu), mas será que vai ser julgado como gente? Ou será que vai ser agrupado como um bicho, com os outros residentes e tornado (à força) um Guantanamense?
Ah… Guantanamo… esse Estado que nenhuma relação tem com a nação americana! Que saudades de um bom campo de concentração… O cheiro a tortura é outra coisa.
Os ditadores mudam, mas a tortura e os direitos humanos continuam a não ser compatíveis…
O nosso tio Bin antigamente era patrocinado pelo governo americano, como toda a gente sabe… mas aparentemente os Estados Unidos já não patrocinam terroristas, só votam neles para presidentes…
Qual será a diferença, à luz da convenção de Genebra, entre mostrar 3 ou 4 prisioneiros americanos a serem entrevistados na al Jazira e mostrar o ex-ditador de um país a ser catado? Obviamente que a grande diferença é que se está neste caso a falar de uma acção americana e isso faz toda a diferença…!
Saddam não era um menino de coro (acho eu), mas será que vai ser julgado como gente? Ou será que vai ser agrupado como um bicho, com os outros residentes e tornado (à força) um Guantanamense?
Ah… Guantanamo… esse Estado que nenhuma relação tem com a nação americana! Que saudades de um bom campo de concentração… O cheiro a tortura é outra coisa.
Os ditadores mudam, mas a tortura e os direitos humanos continuam a não ser compatíveis…
Blogs de música
Toda a gente sabe que o Blitz e a Mondo Bizarre são os jornais mais catitas, em termos de música, cá no nosso microcosmos tacanho de Bolas e Recordes. Aquelas duas publicações são indispensáveis para qualquer pessoa que goste e se delicie com um bom enxovalhanço musical ou uma bajulação desmedida. Muito sinceramente, considero-as as leituras a nível nacional que melhor caracterizam a situação do país e dos hábitos e gostos do pessoal “totil” juvenil.
Do que eu sinto falta nestes dois pasquins melódicos, é de menções a bons blogs de música… Por exemplo, seria muito interessante saber de blogs mantidos por músicos e afins. Acho muito estranho, essas coisas não serem referidas. Iam fazer um sucesso e tanto. Acho eu.
Será que existem estas coisas?; Estes misteriosos blogs das estrelas que interessam?; Estes canais directos de comunicação com as pessoas que têm contratos discográficos e que nos arrastam para os pavilhões e arenas em peregrinação carneiresca? Ou serão apenas mitos?
Alguém no lindo “Bullitz” e na “Underdog Bizarre” se lembre que a blogoesfera precisa de miminhos e atenção!
Do que eu sinto falta nestes dois pasquins melódicos, é de menções a bons blogs de música… Por exemplo, seria muito interessante saber de blogs mantidos por músicos e afins. Acho muito estranho, essas coisas não serem referidas. Iam fazer um sucesso e tanto. Acho eu.
Será que existem estas coisas?; Estes misteriosos blogs das estrelas que interessam?; Estes canais directos de comunicação com as pessoas que têm contratos discográficos e que nos arrastam para os pavilhões e arenas em peregrinação carneiresca? Ou serão apenas mitos?
Alguém no lindo “Bullitz” e na “Underdog Bizarre” se lembre que a blogoesfera precisa de miminhos e atenção!
domingo, dezembro 14, 2003
Os saudosos arrumadores
Será que alguém já reparou que os arrumadores de carros estão a ser arrasados, arruinados e de certa forma arrumados pela terrível raça de perfeitos e inócuos parquímetros? Que é feito do cheiro intenso e pesado? O look carocho irá passar de moda? E as gerações vindouras, será que não vão poder conhecer os grandiosos arrumadores...?
Serei o único a sentir a falta de ver os sinais da noite dormida contra um carro, as marcas dos limpa-pára-brisas marcados nas testas dos valentes e prestáveis profissionais da arrumação?
Por favor, não ajudem a acabar de vez com o convívio e a interacção que aconteciam entre o saudoso maltrapilho piolhoso arrumador e o pobre detentor de carro, que agora se vê limitado a ter uma relação extra-fria com uma máquina de trocos... que nem peidos, nem arrotos dá...
Serei o único a sentir a falta de ver os sinais da noite dormida contra um carro, as marcas dos limpa-pára-brisas marcados nas testas dos valentes e prestáveis profissionais da arrumação?
Por favor, não ajudem a acabar de vez com o convívio e a interacção que aconteciam entre o saudoso maltrapilho piolhoso arrumador e o pobre detentor de carro, que agora se vê limitado a ter uma relação extra-fria com uma máquina de trocos... que nem peidos, nem arrotos dá...
sexta-feira, dezembro 12, 2003
Portuguesa Peluda procura-se
No site que se encarrega de contar as entradas neste blog, apareceu uma busca no Google que me chamou a atenção. Por alguma razão desconhecida para mim, alguém encontrou este sítio da net através de uma pesquisa das palavras-chave: PORTUGUESA PELUDA.
Pergunto-me eu se isto será normal! Um dia destes, dão um prémio aqui ao je, por receber as visitas dos freaks mais destravados e com os mais estranhos fetiches da net.
E ainda bem que assim seja! Ainda começo a ser local de encontro para os aficionados de pilosidades corporais.
"Mulheres barbudas excitam-te? Então lê o blog do Peludo e Azul".
Pergunto-me eu se isto será normal! Um dia destes, dão um prémio aqui ao je, por receber as visitas dos freaks mais destravados e com os mais estranhos fetiches da net.
E ainda bem que assim seja! Ainda começo a ser local de encontro para os aficionados de pilosidades corporais.
"Mulheres barbudas excitam-te? Então lê o blog do Peludo e Azul".
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