O Governo não avisa dos perigos para a saúde pública.
Qualquer pessoa que utilize regularmente os transportes públicos deve ser informada que cada pessoa produz e liberta por dia o equivalente ao conteúdo de duas garrafas de Coca-Cola, de gás. Mas que há excepções. O Governo devia avisar que a maioria dos grunhos que estão acima da média, só usam os transportes públicos, e produzem gás suficiente para encher cerca de duas garrafas de Coca-Cola, mas de litro e meio...
O caso pode ficar ainda pior, pois com o acumular de gás existe a possibilidade de uma concentração de tal modo acentuada, que se torne perigosa para os seres vivos que se encontrem por perto.
E assim se explica o facto de ser proibido fumar nos transportes públicos.
quarta-feira, março 31, 2004
terça-feira, março 30, 2004
Etimologia da misericórdia
A palavra misericórdia é com toda a certeza proveniente do latim.
Levanta-se-me sempre uma questão quando penso na palavra misericórdia e na Santa Casa da Misericórdia. Será que a palavra misericórdia provém de miséria ou de mixórdia?
Eu sei que soa esquisito, mas é que sempre que passo no Largo da Misericórdia, sinto sempre que tudo tem um aspecto deplorável. Acho que fico com essa impressão sobretudo devido à inimaginável quantidade de pintura de pombo depositada às camadas durante longos anos.
Bem, ou isso ou o cheiro nauseante do McDonald’s que empesta sem misericórdia o ar do largo e das sete ruas em volta.
Levanta-se-me sempre uma questão quando penso na palavra misericórdia e na Santa Casa da Misericórdia. Será que a palavra misericórdia provém de miséria ou de mixórdia?
Eu sei que soa esquisito, mas é que sempre que passo no Largo da Misericórdia, sinto sempre que tudo tem um aspecto deplorável. Acho que fico com essa impressão sobretudo devido à inimaginável quantidade de pintura de pombo depositada às camadas durante longos anos.
Bem, ou isso ou o cheiro nauseante do McDonald’s que empesta sem misericórdia o ar do largo e das sete ruas em volta.
segunda-feira, março 29, 2004
Cálculo de probabilidades
Meu amigo, eu gostava de saber se estou em segurança a andar pelas ruas de Lisboa.
Por exemplo, quais são as probabilidades de andar 200 metros a pé sem ser bombardeado com tinta de pombo? E quais as probabilidades de ser atingido (quase mortalmente) por um balázio de gaivota, estes sim muito muito perigosos!?
Alguém já pensou que pior que o perigo vindo do céu é o perigo no chão, os presentes canídeos minam qualquer viela e ao mínimo deslize corremos o perigo de deslizar e perder o toque do requinte. Qualquer lindo fato perde o requinte com um simples toque de um destes mal embrulhados presentes. Entrar no emprego de fato novo e com merdum num sapato manda o estilo do Tony imediatamente pela janela.
Por exemplo, quais são as probabilidades de andar 200 metros a pé sem ser bombardeado com tinta de pombo? E quais as probabilidades de ser atingido (quase mortalmente) por um balázio de gaivota, estes sim muito muito perigosos!?
Alguém já pensou que pior que o perigo vindo do céu é o perigo no chão, os presentes canídeos minam qualquer viela e ao mínimo deslize corremos o perigo de deslizar e perder o toque do requinte. Qualquer lindo fato perde o requinte com um simples toque de um destes mal embrulhados presentes. Entrar no emprego de fato novo e com merdum num sapato manda o estilo do Tony imediatamente pela janela.
sábado, março 27, 2004
Imagens de Gays nos maços de Marlboro
Eu acho muito bem que se tente assustar os fumadores com as etiquetazinhas a dizer preto sobre branco que FUMAR MATA, especialmente porque realmente parece que as pessoas que fumam ficam muito surpreendidas quando adoecem...
– Xiii, quem diria... a vida é tão injusta, tão jovem e já com cancro... e ele que só fumava há vinte anos...
Epá toda a gente sabe que quem fuma fica amarelo e morre de cancro... Ainda bem que eles avisam os pobres inocentes fumadores... que realmente se calhar nem sabem mesmo que fumar mata…
Eu realmente acho isto um esforço muito bom... mas para acabar drasticamente com o número de fumadores, a única solução possível é definitivamente, em vez do retrógrado e contraproducente autocolante branco com letras a preto, eles deviam era pôr imagens de gays nos maços de cigarros. Quem era o macho que ia de manhãzinha ao café lá do bairro comprar o belo do pacote de cigarrinhos, com um granda machão de pilinha de fora e rabo rapadinho e chicote na mão?
A solução é simples, não se percebe porque é que o Governo ainda está a perder tempo...
– Xiii, quem diria... a vida é tão injusta, tão jovem e já com cancro... e ele que só fumava há vinte anos...
Epá toda a gente sabe que quem fuma fica amarelo e morre de cancro... Ainda bem que eles avisam os pobres inocentes fumadores... que realmente se calhar nem sabem mesmo que fumar mata…
Eu realmente acho isto um esforço muito bom... mas para acabar drasticamente com o número de fumadores, a única solução possível é definitivamente, em vez do retrógrado e contraproducente autocolante branco com letras a preto, eles deviam era pôr imagens de gays nos maços de cigarros. Quem era o macho que ia de manhãzinha ao café lá do bairro comprar o belo do pacote de cigarrinhos, com um granda machão de pilinha de fora e rabo rapadinho e chicote na mão?
A solução é simples, não se percebe porque é que o Governo ainda está a perder tempo...
sexta-feira, março 26, 2004
Ratos de brasão
Ao lado da Procuradoria-Geral da República existe um edifício vermelho muito pomposo. Tem dois brasões em azulejo muito senhoriais, todos lindos lindos.
O estranho é que por baixo da pintura de um dos brasões, ainda em azulejo, estão representados dois pequenos ratinhos, cada um a fugir para o seu lado.
Não sei se será costume isto acontecer, mas eu se fosse desta família nobre, não me ia sentir muito seguro da minha nobreza, com dois ratinhos no meu brasão.
Aliás, esta roedora situação dá uma ideia da nobreza e da realeza em Portugal neste momento. Se é que existe, nem os ratos dela vivem.
O estranho é que por baixo da pintura de um dos brasões, ainda em azulejo, estão representados dois pequenos ratinhos, cada um a fugir para o seu lado.
Não sei se será costume isto acontecer, mas eu se fosse desta família nobre, não me ia sentir muito seguro da minha nobreza, com dois ratinhos no meu brasão.
Aliás, esta roedora situação dá uma ideia da nobreza e da realeza em Portugal neste momento. Se é que existe, nem os ratos dela vivem.
Durão é uma boa pessonha
Na ombreira da porta do Supremo Tribunal Administrativo alguém escreveu uma mensagem com uma letra muito cordial e com ar de coisa séria.
Entrando no edifício, pode ler-se: Durão é uma boa pessoa.
Ora, isto é uma coisa séria de se dizer, parece sincera e até simpática.
Mas qualquer coisa me diz que assim não é. Tão cordial e lavadinha de asneiras está concebida a mensagem que nos leva a desconfiar. O que só torna a mensagem ainda mais interessante.
Talvez seja mesmo um graffiti de apoio. Mas mesmo que seja um fã de Durão e que o seu coração amoleça com Durão, e que pretenda amansar o nosso abananado rei dos peixes Durão, isto soa em toda e qualquer possibilidade de leitura como uma grande brincadeira cheia de ironia saudável, um humor com bom nível.
De outro modo já há muito que este pequeno graffiti teria sido lavado pelas funcionárias da limpeza do nosso Supremo Tribunal Administrativo, pois claro.
Entrando no edifício, pode ler-se: Durão é uma boa pessoa.
Ora, isto é uma coisa séria de se dizer, parece sincera e até simpática.
Mas qualquer coisa me diz que assim não é. Tão cordial e lavadinha de asneiras está concebida a mensagem que nos leva a desconfiar. O que só torna a mensagem ainda mais interessante.
Talvez seja mesmo um graffiti de apoio. Mas mesmo que seja um fã de Durão e que o seu coração amoleça com Durão, e que pretenda amansar o nosso abananado rei dos peixes Durão, isto soa em toda e qualquer possibilidade de leitura como uma grande brincadeira cheia de ironia saudável, um humor com bom nível.
De outro modo já há muito que este pequeno graffiti teria sido lavado pelas funcionárias da limpeza do nosso Supremo Tribunal Administrativo, pois claro.
quinta-feira, março 25, 2004
Fadista curioso
Tenho visto um senhor muito curioso. Um verdadeiro senhor do mundo. Universal mesmo.
Imaginem a situação. À hora de almoço, ao lado de um café seboso com cheiro a óleo de vinhaça, um senhor de meia-idade está sentado à porta de um prédio.
Com óculos, orelhas bem saídas da cabeça, cigarrinho sempre aceso e uma bela cerveja já começada.
Em tom de fadista, mas baixinho, este senhor canta com saudade o dia mundial que se esteja a viver nesse mesmo dia.
Quem o queira ouvir tem de passar bem pertinho, pois é bem discreta esta personagem. Está sempre bem arranjadinho e muito sorridente e alegre. Não tem de todo um ar pobre ou demente.
Mas o seu bom aspecto de pimpão divertido não só não o impede de cantar em público o dia mundial disto e daquilo como também dá um gostinho mais verdadeiro a este singular fadista alfacinha.
Imaginem a situação. À hora de almoço, ao lado de um café seboso com cheiro a óleo de vinhaça, um senhor de meia-idade está sentado à porta de um prédio.
Com óculos, orelhas bem saídas da cabeça, cigarrinho sempre aceso e uma bela cerveja já começada.
Em tom de fadista, mas baixinho, este senhor canta com saudade o dia mundial que se esteja a viver nesse mesmo dia.
Quem o queira ouvir tem de passar bem pertinho, pois é bem discreta esta personagem. Está sempre bem arranjadinho e muito sorridente e alegre. Não tem de todo um ar pobre ou demente.
Mas o seu bom aspecto de pimpão divertido não só não o impede de cantar em público o dia mundial disto e daquilo como também dá um gostinho mais verdadeiro a este singular fadista alfacinha.
quarta-feira, março 24, 2004
The Invisible Kid
Hoje reparei num rapaz a colar um tag amarelo nos Restauradores.
Todo gingão, armado em "very-nice" a colar um tag assim todo girinho com letras pretas como se fossem do logótipo de um filme. Cheguei-me perto e pude ler: The Invisible Kid.
Hmm… não sei se vou cometer uma inconfidência, mas ele não é assim muito invisível.
Ás vezes a publicidade é enganosa, mas isto é incrível. Aonde é que isto vai parar? Já contactei a Deco, eles disseram que ele vai mudar os tags. Parece que a partir de agora só vai assinar como: The almost Invisible Kid.
Não é tão giro, mas também é catita.
Todo gingão, armado em "very-nice" a colar um tag assim todo girinho com letras pretas como se fossem do logótipo de um filme. Cheguei-me perto e pude ler: The Invisible Kid.
Hmm… não sei se vou cometer uma inconfidência, mas ele não é assim muito invisível.
Ás vezes a publicidade é enganosa, mas isto é incrível. Aonde é que isto vai parar? Já contactei a Deco, eles disseram que ele vai mudar os tags. Parece que a partir de agora só vai assinar como: The almost Invisible Kid.
Não é tão giro, mas também é catita.
terça-feira, março 23, 2004
A grande bruxa
Vi hoje provavelmente o nome mais estranho que já li escrito numa parede lisboeta.
Por favor alguém me explique que eu sinceramente não percebo. Mas porque é que alguém há de querer ser conhecido na sua zona como: BRUXA DA TUSA.
É discutível se alguém tem o direito de escrever numa parede o seu nome ou outra coisa qualquer, mas, de certeza que não há discussão acerca deste assunto - toda a gente está de acordo sem dúvida que não é normal alguém achar uma boa ideia querer-se chamar Bruxa da Tusa,
O meu conselho para a Bruxa da Tusa é o seguinte: antes de assinar mais bancos de jardim pense primeiro, escute o que lhe diz o Senhor Bom Senso… e de preferência não assine mais esse seu nome estranho de proveniência duvidosa e de significado… intrigante.
Por favor alguém me explique que eu sinceramente não percebo. Mas porque é que alguém há de querer ser conhecido na sua zona como: BRUXA DA TUSA.
É discutível se alguém tem o direito de escrever numa parede o seu nome ou outra coisa qualquer, mas, de certeza que não há discussão acerca deste assunto - toda a gente está de acordo sem dúvida que não é normal alguém achar uma boa ideia querer-se chamar Bruxa da Tusa,
O meu conselho para a Bruxa da Tusa é o seguinte: antes de assinar mais bancos de jardim pense primeiro, escute o que lhe diz o Senhor Bom Senso… e de preferência não assine mais esse seu nome estranho de proveniência duvidosa e de significado… intrigante.
segunda-feira, março 22, 2004
Transformar pombos em perus
Nem sempre nos orgulhamos de escolhas que fizemos outrora. Pelo seguinte relato sinto remorso e arrependimento, pelo que peço desculpa a quem se possa ofender.
Ora nos idos de noventas, eu passava umas férias em regime de tortura desportiva do mais saudável possível. A caminho do almoço e de volta aos treinos praticava em conjunto com o resto da equipa o nojento desporto de transformar os pombos de Lisboa em perus do campo. Para praticar esta actividade extracurricular é preciso somente uma boa pontaria e um escarro valente. O primeiro desportista a conseguir que um pombo se pareça com um peru do campo é o vencedor.
A juventude é cheia destas pequenas coisas que não queremos que os nossos filhos saibam.
Ora nos idos de noventas, eu passava umas férias em regime de tortura desportiva do mais saudável possível. A caminho do almoço e de volta aos treinos praticava em conjunto com o resto da equipa o nojento desporto de transformar os pombos de Lisboa em perus do campo. Para praticar esta actividade extracurricular é preciso somente uma boa pontaria e um escarro valente. O primeiro desportista a conseguir que um pombo se pareça com um peru do campo é o vencedor.
A juventude é cheia destas pequenas coisas que não queremos que os nossos filhos saibam.
domingo, março 21, 2004
Ataque castiço
Eu acho que seria muito interessante para o nosso país que de vez em quando fossemos surpreendidos na hora de ponta da televisão por uma emissão pirata que atacasse de rompante as emissões de todos os canais.
Sugiro que uma vez por ano, em vez de termos os nossos lindos telejornais a aborrecerem de morte os espectadores, surja para júbilo das massas, um agradável vídeo-clip dos bonitos e simpáticos Ena Pá 2000 com a catita música Piça de Metal, na qual se podem ouvir as sábias palavras:- Tenho uma piça de metal, sei que não é nada mal!
Uma vez na vida seria agradável sentir a comunhão dos diferentes grupos etários, unidos a escutar uma tocante melodia que interrompia por momentos a sua aborrecida emissão habitual.
Este grupo terrorista, sem intenção de qualquer espécie, viria mostrar por exemplo ao Médio Oriente, que se podem exercer ataques terroristas simpáticos e castiços!
Sugiro que uma vez por ano, em vez de termos os nossos lindos telejornais a aborrecerem de morte os espectadores, surja para júbilo das massas, um agradável vídeo-clip dos bonitos e simpáticos Ena Pá 2000 com a catita música Piça de Metal, na qual se podem ouvir as sábias palavras:- Tenho uma piça de metal, sei que não é nada mal!
Uma vez na vida seria agradável sentir a comunhão dos diferentes grupos etários, unidos a escutar uma tocante melodia que interrompia por momentos a sua aborrecida emissão habitual.
Este grupo terrorista, sem intenção de qualquer espécie, viria mostrar por exemplo ao Médio Oriente, que se podem exercer ataques terroristas simpáticos e castiços!
sábado, março 20, 2004
Media Merdia
Parece-me a mim muito estranho como funciona a selecção de pessoas importantes para as revistas da alta sociedade.
Por exemplo, será que existe uma importância dada à inteligência, qualidades intelectuais, estudos ou coisa que o valha? Será pela medida da conta bancária? Será que pesam os cartões de crédito de cada um que se candidate a aparecer entrevistado numa dessas Caras ou coisa parecida?
Na minha opinião, eu acho que o constante destaque mediático dado a certas pessoas é um facto digno de um episódio dos ficheiros secretos. É totalmente misterioso e inexplicável.
O facto de por exemplo, a Senhora Lili Caneças surgir continuamente nos media, é como o cotão ao canto da sala. Não sabemos como, mas está sempre lá.
Por exemplo, será que existe uma importância dada à inteligência, qualidades intelectuais, estudos ou coisa que o valha? Será pela medida da conta bancária? Será que pesam os cartões de crédito de cada um que se candidate a aparecer entrevistado numa dessas Caras ou coisa parecida?
Na minha opinião, eu acho que o constante destaque mediático dado a certas pessoas é um facto digno de um episódio dos ficheiros secretos. É totalmente misterioso e inexplicável.
O facto de por exemplo, a Senhora Lili Caneças surgir continuamente nos media, é como o cotão ao canto da sala. Não sabemos como, mas está sempre lá.
quinta-feira, março 18, 2004
O amigo imaginário
Muito recentemente fiquei muito satisfeito por conhecer mais uma personagem bizarra das ruas de Lisboa - um senhor com cerca de 30 anos, fardado a rigor de “sem abrigo”, com aspecto muito sujo, cor de fuligem nas barbas, calças, face e boné.
Quando o vi, ele vinha pela rua muito divertido, a fingir que falava ao telemóvel, com a mão vazia ao pé da orelha como um verdadeiro gentleman bem integrado e “com abrigo” na sociedade. O detalhe desta situação que me divertiu verdadeiramente foi sem dúvida fora do comum - sempre que este senhor se cruzava com outra pessoa, desatava a gritar: Vai pró Kralh!
Supostamente estes berros seriam destinados ao intercomunicador telefónico imaginário e realmente assustavam os transeuntes que consigo se cruzavam.
Muito bem me soube levar também um grito bem alto em tom de ordem para ir para o tal sítio… muito agradável este divertido personagem, de longe bem mais divertido que os outros transeuntes que usam telemóveis. É tão fácil insultar toda a gente com um pretexto tão simples.
Mas enfim, nem toda a gente pode ver a vida com estes olhos tão diferentes.
Quando o vi, ele vinha pela rua muito divertido, a fingir que falava ao telemóvel, com a mão vazia ao pé da orelha como um verdadeiro gentleman bem integrado e “com abrigo” na sociedade. O detalhe desta situação que me divertiu verdadeiramente foi sem dúvida fora do comum - sempre que este senhor se cruzava com outra pessoa, desatava a gritar: Vai pró Kralh!
Supostamente estes berros seriam destinados ao intercomunicador telefónico imaginário e realmente assustavam os transeuntes que consigo se cruzavam.
Muito bem me soube levar também um grito bem alto em tom de ordem para ir para o tal sítio… muito agradável este divertido personagem, de longe bem mais divertido que os outros transeuntes que usam telemóveis. É tão fácil insultar toda a gente com um pretexto tão simples.
Mas enfim, nem toda a gente pode ver a vida com estes olhos tão diferentes.
Tag com acidente feliz
Alguns dos meus tags preferidos são os que sofrem acidentes e que por isso ficam alterados.
Um dos mais interessantes que já vi foi feito num corrimão de borracha de uma escada rolante. Como a tinta não adere facilmente àquele suporte de borracha e como as escadas não param por ninguém, a tinta da assinatura foi arrastada, deixando apenas as bordas do desenho que já tinham secado um nadinha e que tinham menos quantidade de tinta. Criou uma situação que nenhum tagger alguma vez se lembrou - retirar a tinta em excesso deixando ficar apenas os contornos.
Vale a pena ficar atento às escadas rolantes da estação da Baixa-Chiado que foi onde eu pude observar esta assinatura em azul escorrido.
Um dos mais interessantes que já vi foi feito num corrimão de borracha de uma escada rolante. Como a tinta não adere facilmente àquele suporte de borracha e como as escadas não param por ninguém, a tinta da assinatura foi arrastada, deixando apenas as bordas do desenho que já tinham secado um nadinha e que tinham menos quantidade de tinta. Criou uma situação que nenhum tagger alguma vez se lembrou - retirar a tinta em excesso deixando ficar apenas os contornos.
Vale a pena ficar atento às escadas rolantes da estação da Baixa-Chiado que foi onde eu pude observar esta assinatura em azul escorrido.
terça-feira, março 16, 2004
Resina escorrendo
Há alguns dias pude visitar uma exposição muito interessante.
Uma rapariga passou 3 meses a juntar 150 quilos de resina de pinheiro.
Isto já por si é uma coisa que não lembra a ninguém, mas enfim.
O que a moça fez foi aquecer a resina até derreter, depois vazou-a líquida para formas de pedra para criar paralelepípedos de resina.
A exposição consistia em observar as alterações da resina. Os vários blocos de resina eram pendurados por fios. Alguns pendiam, ficavam moles, pareciam querer pingar mas sem conseguir.
Era lindo. Fantástico. Que coisa maravilhosa. Uma óptima ideia, com uma distribuição no espaço muito bem pensada.
Os vários blocos estavam pendurados em várias alturas e o espectador podia-se relacionar com os objectos de várias perspectivas, mais acima, mais abaixo e ao nível dos olhos. Merece uma visita se ainda por lá estiver.
Transforma - de Hana Perinova. No espaço da Associação de Estudantes da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
Uma rapariga passou 3 meses a juntar 150 quilos de resina de pinheiro.
Isto já por si é uma coisa que não lembra a ninguém, mas enfim.
O que a moça fez foi aquecer a resina até derreter, depois vazou-a líquida para formas de pedra para criar paralelepípedos de resina.
A exposição consistia em observar as alterações da resina. Os vários blocos de resina eram pendurados por fios. Alguns pendiam, ficavam moles, pareciam querer pingar mas sem conseguir.
Era lindo. Fantástico. Que coisa maravilhosa. Uma óptima ideia, com uma distribuição no espaço muito bem pensada.
Os vários blocos estavam pendurados em várias alturas e o espectador podia-se relacionar com os objectos de várias perspectivas, mais acima, mais abaixo e ao nível dos olhos. Merece uma visita se ainda por lá estiver.
Transforma - de Hana Perinova. No espaço da Associação de Estudantes da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
segunda-feira, março 15, 2004
A Cara do Rocket
O tagger de autocolante “Rocket” deu a cara no seu novo autocolante.
Tem uma cara triste, inscrita num alvo como não podia deixar de ser.
Tá bonito, tá catita, tá diferente.
Faz lembrar uma foto de passe do rapaz. Ainda não percebi o que quer ele dizer com isto, mas pelo menos esforça-se por fazer alguma coisa original e alterar o estado e o aspecto das ruas da baixa lisboeta.
Força moço!
E não deixem por favor de reparar também nos seus novos rockets, mais aguçados com impressão melhorzinha e aspecto a mandar prós velhinhos Transformers.
Tem uma cara triste, inscrita num alvo como não podia deixar de ser.
Tá bonito, tá catita, tá diferente.
Faz lembrar uma foto de passe do rapaz. Ainda não percebi o que quer ele dizer com isto, mas pelo menos esforça-se por fazer alguma coisa original e alterar o estado e o aspecto das ruas da baixa lisboeta.
Força moço!
E não deixem por favor de reparar também nos seus novos rockets, mais aguçados com impressão melhorzinha e aspecto a mandar prós velhinhos Transformers.
A importância do clítoris
Na revista Visão de 11 de Março existe uma citação de tal ordem bárbara e despropositada que merece um comentário e uma eventual chapada com um cação.
Parece que um tal senhor de seu nome Miguel (o Rabo) Paiva, deputado pelo CDS/PP, disse isto: “ [A importância do clítoris] é algo subjectiva. Tem uma função essencial no prazer sexual mas, para além disso, a sua mutilação não afecta nenhuma função vital [nomeadamente] a função reprodutiva.”
Antes de mais eu sei que sendo um membro do CDS/PP as pessoas não esperam postas de pescada melhorezinhas, mas bolas, este gajo merece uma resposta.
Antes de mais, este Sr. Tola de Pilinha, não sabe que todos os anos morrem centenas de crianças submetidas a estas excisões brutais, devido a processos antigos de corte e costura sem condições nenhumas, com lâminas sujas e ferrugentas.
Antes de este abrunho poder dizer tal parvoeira, é preciso ter a noção de que o Homem tem o prazer como uma parte muito importante da sua existência.
Muito antes de este homo sapiens de cuecas apertadas poder dizer seja o que for, é preciso que se disponibilize para que um bruto do talho perto da sua casa, lhe corte a sangue frio a sua glande. Isso não tem mal nenhum visto que, à parte das dores insuportáveis no dia e nos dias a seguir ao corte, e de que todas a relações sexuais que tiver vão ser uma autêntica tortura, isso não lhe afecta nomeadamente a função reprodutiva.
Isto, claro está, muito antes de ele poder decidir pelo corte ou não da sua inútil glande. Antes claro de ele saber se vai sobreviver ou não, à infecção.
Este Sr. Miguel (o Rabo) Paiva devia estar calado.
Sr. Miguel (o Rabo) Paiva, o direito à escolha, o direito à vida e o direito ao prazer são aspectos fundamentais da vida humana. Por favor chegue o Rabo à recepção e tire a cabeça do seu ânus, respire ar fresco. Acho muito bem que defenda as coisas em que acredita, mas este pormenor do seu discurso é descabido, mal informado, despropositado e inumano.
Parece que um tal senhor de seu nome Miguel (o Rabo) Paiva, deputado pelo CDS/PP, disse isto: “ [A importância do clítoris] é algo subjectiva. Tem uma função essencial no prazer sexual mas, para além disso, a sua mutilação não afecta nenhuma função vital [nomeadamente] a função reprodutiva.”
Antes de mais eu sei que sendo um membro do CDS/PP as pessoas não esperam postas de pescada melhorezinhas, mas bolas, este gajo merece uma resposta.
Antes de mais, este Sr. Tola de Pilinha, não sabe que todos os anos morrem centenas de crianças submetidas a estas excisões brutais, devido a processos antigos de corte e costura sem condições nenhumas, com lâminas sujas e ferrugentas.
Antes de este abrunho poder dizer tal parvoeira, é preciso ter a noção de que o Homem tem o prazer como uma parte muito importante da sua existência.
Muito antes de este homo sapiens de cuecas apertadas poder dizer seja o que for, é preciso que se disponibilize para que um bruto do talho perto da sua casa, lhe corte a sangue frio a sua glande. Isso não tem mal nenhum visto que, à parte das dores insuportáveis no dia e nos dias a seguir ao corte, e de que todas a relações sexuais que tiver vão ser uma autêntica tortura, isso não lhe afecta nomeadamente a função reprodutiva.
Isto, claro está, muito antes de ele poder decidir pelo corte ou não da sua inútil glande. Antes claro de ele saber se vai sobreviver ou não, à infecção.
Este Sr. Miguel (o Rabo) Paiva devia estar calado.
Sr. Miguel (o Rabo) Paiva, o direito à escolha, o direito à vida e o direito ao prazer são aspectos fundamentais da vida humana. Por favor chegue o Rabo à recepção e tire a cabeça do seu ânus, respire ar fresco. Acho muito bem que defenda as coisas em que acredita, mas este pormenor do seu discurso é descabido, mal informado, despropositado e inumano.
sábado, março 13, 2004
O punk da crista
Certo dia num bonito concerto dos lindos Tara Perdida surgiu no meio da multidão uma personagem bem engraçada.
Bem no alto dos seus quinze aninhos erguia-se uma crista à boa moda punk, bem espetadinha e estaladiça como manda a regra.
No meio da saudável porrada e pancadaria, que não pode faltar num concerto que se preze, este rapazito conseguiu com a ajuda de um amigo saltar para cima da multidão e nela navegar por momentos. Tudo certo até ao momento em que este "crowd surfer" perdeu o equilíbrio e se puderam ver os seus pés a apontar para os céus, desaparecendo imediatamente a seguir no meio da animada rambóia ali instalada.
A aparição seguinte deste engraçado moço foi deveras interessante, pois a orgulhosa crista tradicional de punk estava agora mais ao estilo de um peru, em que a crista pende pastosamente para um dos lados da cabeça.
Tal foi o tombo, que o agressivo penteado não resistiu e cedeu à violenta pancada, sentida nas tábuas do chão até aonde eu me encontrava, alguns quinze ou vinte metros atrás!
Bem no alto dos seus quinze aninhos erguia-se uma crista à boa moda punk, bem espetadinha e estaladiça como manda a regra.
No meio da saudável porrada e pancadaria, que não pode faltar num concerto que se preze, este rapazito conseguiu com a ajuda de um amigo saltar para cima da multidão e nela navegar por momentos. Tudo certo até ao momento em que este "crowd surfer" perdeu o equilíbrio e se puderam ver os seus pés a apontar para os céus, desaparecendo imediatamente a seguir no meio da animada rambóia ali instalada.
A aparição seguinte deste engraçado moço foi deveras interessante, pois a orgulhosa crista tradicional de punk estava agora mais ao estilo de um peru, em que a crista pende pastosamente para um dos lados da cabeça.
Tal foi o tombo, que o agressivo penteado não resistiu e cedeu à violenta pancada, sentida nas tábuas do chão até aonde eu me encontrava, alguns quinze ou vinte metros atrás!
A senhora dos sacos-----2
Durante a noite, a senhora dispunha os sacos de plástico em círculo e sentava-se no meio. Criando a sensação de ilha numa aparente busca de intimidade. A privacidade possível para uma pessoa que viva desta forma.
Já outras vezes observei este comportamento em outras pessoas sem abrigo, esta criação de um espaço íntimo, que afasta as outras pessoas de si.
Nesta situação de privacidade esta senhora já de idade desaparecia por completo no meio da imensidão dos sacos. A senhora tinha uma corcunda e era perfeitamente imperceptível do exterior. Dava a sensação que se misturava, parecia ser mais um saco no meio dos outros.
Já outras vezes observei este comportamento em outras pessoas sem abrigo, esta criação de um espaço íntimo, que afasta as outras pessoas de si.
Nesta situação de privacidade esta senhora já de idade desaparecia por completo no meio da imensidão dos sacos. A senhora tinha uma corcunda e era perfeitamente imperceptível do exterior. Dava a sensação que se misturava, parecia ser mais um saco no meio dos outros.
sexta-feira, março 12, 2004
A senhora dos sacos-----1
Uma senhora sem abrigo passou alguns dias na zona em que eu moro. O curioso nesta senhora era que possuía mais ou menos 25 ou 30 sacos de plástico de grandes dimensões. Sacos com roupas, tralhas, lixo. Os pertences de alguém, mesmo que de um sem abrigo são imensos.
Era muito curioso vê-la lidar com os seus sacos. Para serem transportados requeriam uma grande habilidade. A senhora transportava-os um por um, formando uma fila pela rua toda. Parecia uma autêntica instalação, um tomar conta da rua como um verdadeiro artista plástico.
A situação tornava-se caricata ao atravessar uma estrada. A senhora já de idade avançada juntava primeiro os sacos todos de um lado da estrada e depois um por um, iam sendo passados para o outro lado.
Era muito curioso vê-la lidar com os seus sacos. Para serem transportados requeriam uma grande habilidade. A senhora transportava-os um por um, formando uma fila pela rua toda. Parecia uma autêntica instalação, um tomar conta da rua como um verdadeiro artista plástico.
A situação tornava-se caricata ao atravessar uma estrada. A senhora já de idade avançada juntava primeiro os sacos todos de um lado da estrada e depois um por um, iam sendo passados para o outro lado.
quinta-feira, março 11, 2004
Graffiti num vidro
Mais uma vez pude observar uma alteração inadvertida de um graffiti que melhorou em muito as suas qualidades.
A verdade é que o moço que decidiu fazer este graffiti não fez a melhor opção em termos de durabilidade para a sua obra. Uma pintura sobre vidro está sempre sujeita a levar uma pedrada valente. Um graffiti igual a todos os outros mas com a diferença de ter um buraco e um estilhaçado de uma vidraça é lindo. Ficou fabuloso. Está soberbo. Foi para mim muito surpreendente o que este acidente criou. Mesmo na aparente destruição de um vidro partido, existiu uma criação muito muito positiva e original. Quase que a seguir o exemplo do vidro partido do Duchamp, este vidro acidentado criou uma situação inesperada mas com um aspecto final muito aprazível. Que o melhorou imensamente.
Nenhum miúdo pintor de paredes conseguia idealizar esta pintura.
A minha sugestão para quem quiser fazer graffitis por aí é, esforcem-se por fazer diferente do resto. Outro estilo. Experimentem porra! Vejam livros. Passem 10 minutos na secção de arte da Fnac. Era um favor que faziam a vocês e ao graffiti português!
A verdade é que o moço que decidiu fazer este graffiti não fez a melhor opção em termos de durabilidade para a sua obra. Uma pintura sobre vidro está sempre sujeita a levar uma pedrada valente. Um graffiti igual a todos os outros mas com a diferença de ter um buraco e um estilhaçado de uma vidraça é lindo. Ficou fabuloso. Está soberbo. Foi para mim muito surpreendente o que este acidente criou. Mesmo na aparente destruição de um vidro partido, existiu uma criação muito muito positiva e original. Quase que a seguir o exemplo do vidro partido do Duchamp, este vidro acidentado criou uma situação inesperada mas com um aspecto final muito aprazível. Que o melhorou imensamente.
Nenhum miúdo pintor de paredes conseguia idealizar esta pintura.
A minha sugestão para quem quiser fazer graffitis por aí é, esforcem-se por fazer diferente do resto. Outro estilo. Experimentem porra! Vejam livros. Passem 10 minutos na secção de arte da Fnac. Era um favor que faziam a vocês e ao graffiti português!
terça-feira, março 09, 2004
MEC 2
Miguel Esteves Cardoso é fantástico, grandioso, a sua escrita não cabe nas palavras. É a prova viva que alguém com um defeito de fabrico na zona das orelhas pode ter ouvido para a música e escrever magistralmente sobre o que ouve.
A única coisa que lhe posso apontar de estranho é que ele só dá exemplos de bandas do tempo do arco-da-velha, velhas como os cornos e que ninguém com menos que a idade de reforma se lembra.
A verdade é que este gajo se tornou de uma semana para a outra no melhor artigo do Blitz e que é a milhas o melhor crítico que já tive a sorte de poder ler. Qualquer que seja o assunto até agora tem sido a melhor surpresa do ano no nosso querido BULLITZ. Apesar da idade avançada este senhor tem todo o virtuosismo literário, ouvidinho aguçado e estaleca para continuar a mandar postas de pescada da melhor qualidade.
Força MEC, estamos contigo, vais conseguir o dinheiro para a operação aos defeituosos abanos que te impediram de entrar na escola de aviação por desequilibrar os aparelhos!!!
A única coisa que lhe posso apontar de estranho é que ele só dá exemplos de bandas do tempo do arco-da-velha, velhas como os cornos e que ninguém com menos que a idade de reforma se lembra.
A verdade é que este gajo se tornou de uma semana para a outra no melhor artigo do Blitz e que é a milhas o melhor crítico que já tive a sorte de poder ler. Qualquer que seja o assunto até agora tem sido a melhor surpresa do ano no nosso querido BULLITZ. Apesar da idade avançada este senhor tem todo o virtuosismo literário, ouvidinho aguçado e estaleca para continuar a mandar postas de pescada da melhor qualidade.
Força MEC, estamos contigo, vais conseguir o dinheiro para a operação aos defeituosos abanos que te impediram de entrar na escola de aviação por desequilibrar os aparelhos!!!
Mec 1
Posso dizer que fiquei absolutamente estupefacto quando li que o ex-Má Língua Esteves Cardoso ia fazer crítica musical no Blitz. Eu fiquei parvo, mas resolvi dar uma hipótese ao "velhote".
Só o conhecia daquele programa e realmente ele e o Pipi-Zink eram realmente os mais fortes e os que mais me divertiam.
Mas será que este velho tem alguma coisa a dizer sobre música? Toda a gente sabe que uma pessoa com mais de 25 anos morre musicalmente e devia ser enterrada juntamente com os seus vinis ou lá o que é que se ouvia na idade média (anos 80).
A verdade é que este dinossauro é velho comós cornos, provavelmente confunde as bandas novas umas com as outras, pronuncia mal o nome do vocalista dos System of a Down e nunca pôs os ouvidos em cima dos Fantômas.
Os problemas de um gajo idoso a escrever sobre música são mais que muitos e dificilmente ele pode escrever sobre algo mais do que o que se passou na sua altura ou o que lhe receitam na farmácia e o que lhe atiram os miúdos quando sai do hospital.
Decidi ler o seu artigo, falava de coisas velhas, a sua relação com a música e tem o hábito dos velhos de falar do percurso da sua vida.
Mas, ai Jesus que vem tudo abaixo, ele escreve bem até dizer chega.
Grandes máximas, diz o que é preciso saber sobre a música hoje em dia.
As bandas velhas só fazem merda... é preciso dizê-lo!!
Só o conhecia daquele programa e realmente ele e o Pipi-Zink eram realmente os mais fortes e os que mais me divertiam.
Mas será que este velho tem alguma coisa a dizer sobre música? Toda a gente sabe que uma pessoa com mais de 25 anos morre musicalmente e devia ser enterrada juntamente com os seus vinis ou lá o que é que se ouvia na idade média (anos 80).
A verdade é que este dinossauro é velho comós cornos, provavelmente confunde as bandas novas umas com as outras, pronuncia mal o nome do vocalista dos System of a Down e nunca pôs os ouvidos em cima dos Fantômas.
Os problemas de um gajo idoso a escrever sobre música são mais que muitos e dificilmente ele pode escrever sobre algo mais do que o que se passou na sua altura ou o que lhe receitam na farmácia e o que lhe atiram os miúdos quando sai do hospital.
Decidi ler o seu artigo, falava de coisas velhas, a sua relação com a música e tem o hábito dos velhos de falar do percurso da sua vida.
Mas, ai Jesus que vem tudo abaixo, ele escreve bem até dizer chega.
Grandes máximas, diz o que é preciso saber sobre a música hoje em dia.
As bandas velhas só fazem merda... é preciso dizê-lo!!
segunda-feira, março 08, 2004
O MARAVILHOSO MUNDO DO VIDRO ACRÍLICO
Um destes dias passou por mim um camião de uma empresa com um nome meio estranho. Alguém se ia lembrar de chamar à sua empresa O MARAVILHOSO MUNDO DO VIDRO ACRÍLICO?
Isto não é normal! Mas alguém acha que o vidro acrílico tem na realidade uma aura de beleza suficiente para se poder dizer que pertence a um mundo maravilhoso?
Isso é um nome terrível! Que horror, que decadência, que tristeza… que pobre sítio onde esta empresa foi desencantar um nome tão feio.
Isto parece um gozo, um nome a gozar com a era científica, aonde nos tentam vender petróleo com um nome de conchinha amiga do ambiente como faz a Shell, como se fosse uma empresa ecológica de amigos do ambiente que só querem melhorar o mundo.
Enfim, mais um dia mais uma coisa estranha que me passou à frente dos olhos.
Isto não é normal! Mas alguém acha que o vidro acrílico tem na realidade uma aura de beleza suficiente para se poder dizer que pertence a um mundo maravilhoso?
Isso é um nome terrível! Que horror, que decadência, que tristeza… que pobre sítio onde esta empresa foi desencantar um nome tão feio.
Isto parece um gozo, um nome a gozar com a era científica, aonde nos tentam vender petróleo com um nome de conchinha amiga do ambiente como faz a Shell, como se fosse uma empresa ecológica de amigos do ambiente que só querem melhorar o mundo.
Enfim, mais um dia mais uma coisa estranha que me passou à frente dos olhos.
domingo, março 07, 2004
O pesadelo dos dentes
Tenho um pesadelo recorrente que me persegue, já há imenso tempo: sonho que me olho ao espelho e que reparo que tenho os dentes diferentes do habitual.
Já me aconteceu sonhar que tinha os dentes todos podres, que tinha os dentes desalinhados, que me olhava e que me caíam uns quantos dentes nesse preciso momento... a última foi... estranha no mínimo... sonhei que tinha três filas de dentes, o número era o mesmo mas não estavam no sítio certo, estavam perfeitamente alinhados, em três filas...debaixo da língua...!!
Serei normal? Será que devo escrever para a revista Maria?
E o meu dentista deverá ser avisado?
Estou num dilema... enfim...
Já me aconteceu sonhar que tinha os dentes todos podres, que tinha os dentes desalinhados, que me olhava e que me caíam uns quantos dentes nesse preciso momento... a última foi... estranha no mínimo... sonhei que tinha três filas de dentes, o número era o mesmo mas não estavam no sítio certo, estavam perfeitamente alinhados, em três filas...debaixo da língua...!!
Serei normal? Será que devo escrever para a revista Maria?
E o meu dentista deverá ser avisado?
Estou num dilema... enfim...
sábado, março 06, 2004
Corta e cola cliché
Vi esta noite o filme de terror totó Cold Creek Mansion.
É uma ridícula cópia rasca do Shining, misturado com o Silence of the Lambs. Ora, o Shining está presente na personagem que mata toda a família porque dá em louco em casa. E claro está, a sua figura física é em tudo parecida, abre portas e janelas à martelada, uma óbvia alteração do famoso machado do pai do «REDRUM kid». No meio de tudo isto está a história do assassino, que em pequenino viveu no meio de matanças gigantescas de ovelhas.
Tudo neste filme é feito à risca através dos métodos descritos no manual do bom seguidor de clichés.
Desculpem eu não traduzir o nome destes três filmes, mas eles têm nomes muito mais conhecidos, adequados e agradáveis do que em português.
É uma ridícula cópia rasca do Shining, misturado com o Silence of the Lambs. Ora, o Shining está presente na personagem que mata toda a família porque dá em louco em casa. E claro está, a sua figura física é em tudo parecida, abre portas e janelas à martelada, uma óbvia alteração do famoso machado do pai do «REDRUM kid». No meio de tudo isto está a história do assassino, que em pequenino viveu no meio de matanças gigantescas de ovelhas.
Tudo neste filme é feito à risca através dos métodos descritos no manual do bom seguidor de clichés.
Desculpem eu não traduzir o nome destes três filmes, mas eles têm nomes muito mais conhecidos, adequados e agradáveis do que em português.
sexta-feira, março 05, 2004
Conversas privadas dos condutores de transportes públicos
Há dias de manhã no Metro passou-se uma coisa fora do vulgar. De uma maneira muito simples posso dizer que se podia ouvir a conversa de intercomunicador entre os condutores do metropolitano, nos altifalantes da carruagem do metro. O condutor do metro da parte da frente e o da parte de trás iam na galhofa a falar um com o outro - a comentar a bola, a dizer asneiras, mas sobretudo a comentar as raparigas que viam entrar.
Os passageiros iam muito divertidos a ouvir a conversa, coravam com os muitos palavrões. Alguém imagina que o metropolitano contrata homens das obras para conduzir as carruagens!?
E lá seguiram os condutores sem se aperceberem que estavam a transformar uma centena de passageiros em verdadeiros voyeurs, cuscos metediços, a delirar com as parvoeiras pessoais dos condutores.
Os passageiros iam muito divertidos a ouvir a conversa, coravam com os muitos palavrões. Alguém imagina que o metropolitano contrata homens das obras para conduzir as carruagens!?
E lá seguiram os condutores sem se aperceberem que estavam a transformar uma centena de passageiros em verdadeiros voyeurs, cuscos metediços, a delirar com as parvoeiras pessoais dos condutores.
quarta-feira, março 03, 2004
Caixa de sapatos de Pandora
Um dia destes tive acesso a um armazém de perdidos e achados duma biblioteca. O objecto que mais me deixou estupefacto foi uma caixinha, muito pequena, de metal muito trabalhado. Muito bonita. No seu interior havia dezenas de unhas religiosamente guardadinhas. Unhas das mãos, unhas dos pés, umas pequenininhas outras faziam inveja a costelas de mamute de tão grandes.
Mas será isto normal? Será que toda a gente tem tesouros esquisitos como estes? Eu sei que eu me impressiono com pouco, mas bolas, isto é estranho até dizer chega.
E eu o que guardaria? Cabelos de familiares, cabelos que apanhe do chão, pelos de cão? Coisinhas que fiquem coladas aos meus sapatos?
Tenho de começar uma colecção estranha. Sim, definitivamente – colocar na lista.
- Plantar uma árvore.
- Escrever um livro.
- Ter um filho.
- Coleccionar coisas estranhas.
Mas será isto normal? Será que toda a gente tem tesouros esquisitos como estes? Eu sei que eu me impressiono com pouco, mas bolas, isto é estranho até dizer chega.
E eu o que guardaria? Cabelos de familiares, cabelos que apanhe do chão, pelos de cão? Coisinhas que fiquem coladas aos meus sapatos?
Tenho de começar uma colecção estranha. Sim, definitivamente – colocar na lista.
- Plantar uma árvore.
- Escrever um livro.
- Ter um filho.
- Coleccionar coisas estranhas.
terça-feira, março 02, 2004
Colecção incomum
Um amigo meu diz que todas as pessoas que têm colecções de moedas de euro têm uma coisa em comum – nenhuma encontra moedas de Portugal. Ora claro está que se moramos cá, não faz sentido coleccionarmos as nossas próprias moedas.
O que faz parte do nosso dia-a-dia nunca faz parte das nossas colecções. Uma colecção precisa de conter em si coisas fora do comum, certo?
Imagine-se uma colecção de objectos hiper banais, um conjunto de coisas prás quais ninguém olha, ninguém sente a sua presença… Que colecção poderá ser essa? Isso será de certeza um conjunto de bom design. O bom design caracteriza-se por passar despercebido.
O que faz parte do nosso dia-a-dia nunca faz parte das nossas colecções. Uma colecção precisa de conter em si coisas fora do comum, certo?
Imagine-se uma colecção de objectos hiper banais, um conjunto de coisas prás quais ninguém olha, ninguém sente a sua presença… Que colecção poderá ser essa? Isso será de certeza um conjunto de bom design. O bom design caracteriza-se por passar despercebido.
segunda-feira, março 01, 2004
O crime não compensa
Muito recentemente fui vítima de uma micro burla!
O que hei-de fazer? Por favor alguém me diga o que fazer.
Recebi no meio de um emaranhado de trocos portugueses uma moeda de 5 cêntimos muito ligeiramente diferente. Quis reparar de que país europeu era, de forma a poder talvez acabar a minha colecção de moedas de euro. Qual foi o meu espanto quando leio nos meus 5 cêntimos de euro: BRASIL. Dizia 5 centavos de um lado e do outro dizia Brasil.
Ora isto é uma burla, uma micro burla, mas é uma burla.
Obviamente que já pus o SIS a tratar do assunto e estão neste momento prestes a deter o suspeito numa aparatosa operação como as que são noticiadas nos telejornais.
Se o crime já por si não compensa, então o crime que tem de rendimento pouco mais de 3 cêntimos muito muito menos.
O crime não compensa, especialmente o micro crime.
O que hei-de fazer? Por favor alguém me diga o que fazer.
Recebi no meio de um emaranhado de trocos portugueses uma moeda de 5 cêntimos muito ligeiramente diferente. Quis reparar de que país europeu era, de forma a poder talvez acabar a minha colecção de moedas de euro. Qual foi o meu espanto quando leio nos meus 5 cêntimos de euro: BRASIL. Dizia 5 centavos de um lado e do outro dizia Brasil.
Ora isto é uma burla, uma micro burla, mas é uma burla.
Obviamente que já pus o SIS a tratar do assunto e estão neste momento prestes a deter o suspeito numa aparatosa operação como as que são noticiadas nos telejornais.
Se o crime já por si não compensa, então o crime que tem de rendimento pouco mais de 3 cêntimos muito muito menos.
O crime não compensa, especialmente o micro crime.
domingo, fevereiro 29, 2004
Teoria da Conspiração
Seguindo a lógica de raciocínio dos livros de quadradinhos do Super Homem, eu proponho a seguinte teoria sobre a estranha paragem de publicação de textos por parte do grande “O meu Pipi”, à semelhança do que acontecia com o repórter Clark Kent e o Super Homem que eram a mesma pessoa e a quem nunca vimos juntos.
Correndo o risco de pisar o risco do mau gosto (e da cacofonia) e ferindo susceptibilidades, eu sugiro que haja uma ligação entre a trágica e lamentável morte do jovem jogador Féher e a misteriosa interrupção da publicação do mais famoso blogger em Portugal.
Eu diria então que “O meu Pipi” e o jogador Miklos Féher são estranhamente a mesma pessoa. Eu cá não vejo outra explicação. Desde o fatídico dia que o blogger não escreve nada.
Não percebo como ainda nenhum jornal mais sensacionalóide se lembrou de mandar esta posta de pescada mediática para o charco jornalístico português!
Mais um post de mau gosto sem pretender ofender ninguém… não liguem, podia-me dar para pior.
Imaginem se me punha a fazer um blog com os ensinamentos do Paulo Portas ou coisa do género! Antes assim…
Correndo o risco de pisar o risco do mau gosto (e da cacofonia) e ferindo susceptibilidades, eu sugiro que haja uma ligação entre a trágica e lamentável morte do jovem jogador Féher e a misteriosa interrupção da publicação do mais famoso blogger em Portugal.
Eu diria então que “O meu Pipi” e o jogador Miklos Féher são estranhamente a mesma pessoa. Eu cá não vejo outra explicação. Desde o fatídico dia que o blogger não escreve nada.
Não percebo como ainda nenhum jornal mais sensacionalóide se lembrou de mandar esta posta de pescada mediática para o charco jornalístico português!
Mais um post de mau gosto sem pretender ofender ninguém… não liguem, podia-me dar para pior.
Imaginem se me punha a fazer um blog com os ensinamentos do Paulo Portas ou coisa do género! Antes assim…
O viciado em autocarros
Pelos nossos bonitos transportes públicos deambula frequentemente um moço com os seus vinte e muitos anos que aparenta sofrer de uma anomalia psíquica e um enormíssimo volume ao nível da barriga... esta personagem pode-se mesmo dizer que se não é maior que a vida é pelo menos mais avantajada que os demais seres vivos.
A particularidade que distingue esta curiosa personagem é o seu comportamento - ele aparenta deliciar-se com a experiência de viajar de autocarro. É incrível a quantidade de vezes que o encontro em qualquer que seja o autocarro, para qualquer que seja o destino...
A sua presença é assustadora para muitas pessoas:- esta personagem é incrivelmente grande, é enorme, parece ter sido fabricado com um molde diferente dos demais humanos. A sua presença e atitude de regozijo com os transportes públicos é algo em que todos nós devíamos basear as nossas vidas... quem pode honestamente dizer que não tem vontade de passar os dias a apanhar autocarros atrás de autocarros??
A particularidade que distingue esta curiosa personagem é o seu comportamento - ele aparenta deliciar-se com a experiência de viajar de autocarro. É incrível a quantidade de vezes que o encontro em qualquer que seja o autocarro, para qualquer que seja o destino...
A sua presença é assustadora para muitas pessoas:- esta personagem é incrivelmente grande, é enorme, parece ter sido fabricado com um molde diferente dos demais humanos. A sua presença e atitude de regozijo com os transportes públicos é algo em que todos nós devíamos basear as nossas vidas... quem pode honestamente dizer que não tem vontade de passar os dias a apanhar autocarros atrás de autocarros??
sexta-feira, fevereiro 27, 2004
World Medic Foto - 2
Numa perspectiva mais fria e distante destas fotografias, de histórias de vida tortuosa, podemos sentir que a moda de tirar fotos deste género começou na World Press Foto, passou pelo Sebastião Salgado e francamente já devem estar a passar de moda.
Acho que o seu equivalente na arte portuguesa deve ser o quadro O Almoço do Trolha.
Na minha opinião muito pessoal, depois de ver tantas fotos tão tristes só me apetece perguntar aos fotógrafos porque não intervêm, porque raio lá estão e não se envolvem? Como conseguem? Têm a sensibilidade para achar as cenas tocantes, mas não têm o ímpeto de fazer alguma coisa? Mas que raio?
Acho que o seu equivalente na arte portuguesa deve ser o quadro O Almoço do Trolha.
Na minha opinião muito pessoal, depois de ver tantas fotos tão tristes só me apetece perguntar aos fotógrafos porque não intervêm, porque raio lá estão e não se envolvem? Como conseguem? Têm a sensibilidade para achar as cenas tocantes, mas não têm o ímpeto de fazer alguma coisa? Mas que raio?
World Medic Foto - 1
Acabei de ver uma exposição de fotografias na estação do Rossio. Fotos de um prémio qualquer dos Médicos Sem Fronteiras. Fotos de gente, só gente.
O que marca a diferença são as suas histórias, histórias de êxodos, prisões, problemas políticos.
No bem-bom em que vivemos, mal nos apercebemos que as condições em que nós vivemos são absolutamente lindas, fantásticas e os nossos problemas são irrisórios em relação aos daquelas pessoas que surgem nas fotos.
Gerações inteiras atingidas por males contra os quais não podem lutar é uma coisa que nos põe o sangue a ferver…
O que marca a diferença são as suas histórias, histórias de êxodos, prisões, problemas políticos.
No bem-bom em que vivemos, mal nos apercebemos que as condições em que nós vivemos são absolutamente lindas, fantásticas e os nossos problemas são irrisórios em relação aos daquelas pessoas que surgem nas fotos.
Gerações inteiras atingidas por males contra os quais não podem lutar é uma coisa que nos põe o sangue a ferver…
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
Ai meu Deus Kinorm!
Já alguém reparou que o ex-baterista dos Ornatos Violeta se chama Kinorm?
Mas isto é nome que se dê a alguém? Será que o notário estava meio a dormir e deu o maior erro ortográfico desde que baptizaram o Arnold Schwarzenegger? Ou será que isto é alcunha dada por alguma namorada espantada nalgum momento mais íntimo?! Ou este moço foi o primeiro imigrante de leste a vir para Portugal, obviamente trazido pelas máfias russas, que já não o conseguiam ouvir a praticar na sala em que ele ensaiava, que por ironia do destino ficava mesmo por cima da empresa Máfia de Leste S.A.- tratamos da saúde a quem nos tem ofendido -onde os pobres e honestos homens trabalhavam?
Kinorm, meu filho por favor fala lá com o Manuel Cruz que já faz falta uma peça ao puzzle do Cão e do Monstro que precisa de amigos.
Mas isto é nome que se dê a alguém? Será que o notário estava meio a dormir e deu o maior erro ortográfico desde que baptizaram o Arnold Schwarzenegger? Ou será que isto é alcunha dada por alguma namorada espantada nalgum momento mais íntimo?! Ou este moço foi o primeiro imigrante de leste a vir para Portugal, obviamente trazido pelas máfias russas, que já não o conseguiam ouvir a praticar na sala em que ele ensaiava, que por ironia do destino ficava mesmo por cima da empresa Máfia de Leste S.A.- tratamos da saúde a quem nos tem ofendido -onde os pobres e honestos homens trabalhavam?
Kinorm, meu filho por favor fala lá com o Manuel Cruz que já faz falta uma peça ao puzzle do Cão e do Monstro que precisa de amigos.
Eu parti muita coisa
Parti um bibelot, parti o estrado da cama por três vezes, parti dois dentes, parti o meu afia-lápis de loiça, parti um copo e um ovo, parti um osso do tornozelo e o meu chapéu de plástico de cowboy.
Ainda bem que não foi tudo no mesmo dia.
Seria um azar do caraças… mas… há dias assim com certeza…
Ainda bem que não foi tudo no mesmo dia.
Seria um azar do caraças… mas… há dias assim com certeza…
segunda-feira, fevereiro 23, 2004
Esta agora é prás crianças!
Mocito, se tu e os teus amigos andam aborrecidos, façam um jogo que eu gosto muito.
Experimenta como é engraçado colocar cartazes nos carros estacionados a dizer, "Vende-se barato".
Nas vezes seguintes, podes aumentar o espanto do dono do carro, quando na manhã seguinte o vir, aumentando o nível de sinceridade no cartaz... "Vende-se barato porque o carro é feio".
Outras alternativas são também possíveis: sugerir o envolvimento do carro com máfias chinesas e maus tratos a rinocerontes com chicotes e collants apertados...
Experimenta também a colagem deste tipo de cartaz em carros azuis e brancos que dizem "www.psp.com", nas portas e ajuda a melhorar o sentido de humor da rapaziada fardada lá da tua zona!
Experimenta como é engraçado colocar cartazes nos carros estacionados a dizer, "Vende-se barato".
Nas vezes seguintes, podes aumentar o espanto do dono do carro, quando na manhã seguinte o vir, aumentando o nível de sinceridade no cartaz... "Vende-se barato porque o carro é feio".
Outras alternativas são também possíveis: sugerir o envolvimento do carro com máfias chinesas e maus tratos a rinocerontes com chicotes e collants apertados...
Experimenta também a colagem deste tipo de cartaz em carros azuis e brancos que dizem "www.psp.com", nas portas e ajuda a melhorar o sentido de humor da rapaziada fardada lá da tua zona!
domingo, fevereiro 22, 2004
Anti-infecção Crew
Já que acho piada a reparar nos autocolantes que o pessoal deixa nos transportes, acho que faz sentido reparar também noutros autocolantes deixados em exposição.
Acho que a coisa mais estranha que eu já vi colada num transporte público foi sem dúvida um penso rápido com animaizinhos coloridos. Quero eu acreditar que não se trata de uma nova crew que por aí anda a sarar o que de mal está neste nosso país!
O próximo passo será uma crew dedicada a ler cartas e a lançar os búzios.
Talvez até, quem sabe, comece a distribuir por aí papelinhos a dizer: Professor Mamadu grande curandeiro primeira consulta grátis Crew!Espera lá, isto já existe, que avanços científicos brilhantes consegue atingir a nossa ciência!
Acho que a coisa mais estranha que eu já vi colada num transporte público foi sem dúvida um penso rápido com animaizinhos coloridos. Quero eu acreditar que não se trata de uma nova crew que por aí anda a sarar o que de mal está neste nosso país!
O próximo passo será uma crew dedicada a ler cartas e a lançar os búzios.
Talvez até, quem sabe, comece a distribuir por aí papelinhos a dizer: Professor Mamadu grande curandeiro primeira consulta grátis Crew!Espera lá, isto já existe, que avanços científicos brilhantes consegue atingir a nossa ciência!
Tou nos Moonspell não tava?
Posso orgulhar-me de conhecer um rapaz que diz ter sido um baterista dos Moonspell (a grande banda do metal portuga), quando os moços do metal ainda não se chamavam assim. Aparentemente foi mandado passear porque faltava muito aos ensaios. Quando lhe perguntei quanto tempo tinha feito parte da banda ele disse: uma semana.
Isto será normal? Mas, quantas vezes terá este gajo faltado aos ensaios nessa semana? Será que existe alguém mais cortes? Mais baldas? Mais tretas?
Bem, é melhor não responder a isto ou metade dos meus professores da escola iam ficar mal vistos, visto que essa metade passou metade dos anos lectivos, conhecidos dos alunos apenas como professores asterisco, por ainda não estarem atribuídos. Sendo portanto, sem culpa, ainda mais baldas que este meu conhecido!
Isto será normal? Mas, quantas vezes terá este gajo faltado aos ensaios nessa semana? Será que existe alguém mais cortes? Mais baldas? Mais tretas?
Bem, é melhor não responder a isto ou metade dos meus professores da escola iam ficar mal vistos, visto que essa metade passou metade dos anos lectivos, conhecidos dos alunos apenas como professores asterisco, por ainda não estarem atribuídos. Sendo portanto, sem culpa, ainda mais baldas que este meu conhecido!
sexta-feira, fevereiro 20, 2004
Ciclo de cinema a horas indecentes
Um destes dias adorei um cartaz que anunciava um festival de cinema muito peculiar. O título desta mostra era: Filmes que ninguém quer ver a horas que ninguém vai ver.
A imagem do cartaz apresentava um jovem Schwarzenneger no filme Comando, os restantes filmes eram o Rambo e o Assalto ao Arranha-céus.
Todos os filmes iam ser passados às 8h15 da manhã e nada faria prever um fracasso mais publicitado. Uma espécie de canal de televendas mas sem fins lucrativos.
Não é possível ser mais ridículo que isto.
Muito boa ideia, fazer pouco dos ciclos de cinema em Portugal. A sério um cartaz muito divertido e muito diferente, dos melhores que tenho visto por estas paragens.
A imagem do cartaz apresentava um jovem Schwarzenneger no filme Comando, os restantes filmes eram o Rambo e o Assalto ao Arranha-céus.
Todos os filmes iam ser passados às 8h15 da manhã e nada faria prever um fracasso mais publicitado. Uma espécie de canal de televendas mas sem fins lucrativos.
Não é possível ser mais ridículo que isto.
Muito boa ideia, fazer pouco dos ciclos de cinema em Portugal. A sério um cartaz muito divertido e muito diferente, dos melhores que tenho visto por estas paragens.
quinta-feira, fevereiro 19, 2004
Lugares reservados
O mais prolífico Tagger é sem margem para dúvidas um maníaco. Não existe nenhum autocarro, carruagem de metro ou elevador que não tenha um autocolante deste tresloucado.
A mensagem é uma clara e distinta evidência de desejo de marcar o território, marcar o seu espaço. Podemos mesmo afirmar que este moço reserva um lugar sentado para grávidas, deficientes físicos e acompanhantes de crianças de colo.
O seu típico autocolante vermelho é conhecido por todo o país e se não tivermos cuidado até no parlamento este rapaz vai deixar a sua marca.
Por favor, se alguém souber a identidade desta demente criatura contacte imediatamente as autoridades.
Se este gajo não pertencer a nenhuma organização terrorista é que eu muito me espanto…
A mensagem é uma clara e distinta evidência de desejo de marcar o território, marcar o seu espaço. Podemos mesmo afirmar que este moço reserva um lugar sentado para grávidas, deficientes físicos e acompanhantes de crianças de colo.
O seu típico autocolante vermelho é conhecido por todo o país e se não tivermos cuidado até no parlamento este rapaz vai deixar a sua marca.
Por favor, se alguém souber a identidade desta demente criatura contacte imediatamente as autoridades.
Se este gajo não pertencer a nenhuma organização terrorista é que eu muito me espanto…
quarta-feira, fevereiro 18, 2004
Informação de grande interesse Histórico
O Alentejo é o sítio do mundo com maior número de antas do mundo!
Será possível um gajo não se rir ao ouvir esta afirmação numa aula de História? Mas é verdade, não há outro sítio no mundo onde existam mais destas construções pré-históricas.
Mas bolas, que soa estranho soa!
Será possível um gajo não se rir ao ouvir esta afirmação numa aula de História? Mas é verdade, não há outro sítio no mundo onde existam mais destas construções pré-históricas.
Mas bolas, que soa estranho soa!
terça-feira, fevereiro 17, 2004
Miss Van
No número 7 da revista Umbigo pude ler recentemente uma entrevista a uma moça que se dedica a fazer tags em Espanha.
Tem realmente um trabalho muito interessante e salta facilmente à vista. Ela cola nas paredes, enormes pin-ups muito sexys, gorduchinhas, meio manga e muito bem pintadinhas, por cima de outros grafs. Tem trabalhos muito graciosos e femininos. Algo invulgar na cena underground.
Gostei sobretudo de ler sobre o seu percurso e sobre o que a motiva a investir neste campo. Se puderem passem no seu site www.missvan.com
Gostava também de pedir à revista Umbigo e a outras, que se esforcem por entrevistar artistas de graf português, que não ficam atrás do pessoal dos outros países, nem nada que se pareça!
Tem realmente um trabalho muito interessante e salta facilmente à vista. Ela cola nas paredes, enormes pin-ups muito sexys, gorduchinhas, meio manga e muito bem pintadinhas, por cima de outros grafs. Tem trabalhos muito graciosos e femininos. Algo invulgar na cena underground.
Gostei sobretudo de ler sobre o seu percurso e sobre o que a motiva a investir neste campo. Se puderem passem no seu site www.missvan.com
Gostava também de pedir à revista Umbigo e a outras, que se esforcem por entrevistar artistas de graf português, que não ficam atrás do pessoal dos outros países, nem nada que se pareça!
Mónica mais Auberto
Na cidade em que vivo é célebre um pequeno graffiti já muito antigo: - Em letras garrafais lê-se perfeitamente MÓNICA + AUBERTO! A tal Mónica gostava do tal Alberto e quis que toda a gente na cidade tomasse conhecimento, mas a coisa saiu-lhe um bocado torta. Já ninguém sabe quem é a Mónica nem o Auberto, mas a frase mítica ficou marcada até hoje.
Toda a minha geração aqui na zona conhece a famosa frase de amor escrita na parede. Deve ter sido muito romântica realmente, mas com um erro ortográfico ficou para a história.
Conselho para futuras demonstrações afectivas: - impressiona bastante mais a pessoa amada se conseguirmos escrever correctamente o seu nome! Vá-se lá saber porquê!
Toda a minha geração aqui na zona conhece a famosa frase de amor escrita na parede. Deve ter sido muito romântica realmente, mas com um erro ortográfico ficou para a história.
Conselho para futuras demonstrações afectivas: - impressiona bastante mais a pessoa amada se conseguirmos escrever correctamente o seu nome! Vá-se lá saber porquê!
segunda-feira, fevereiro 16, 2004
Bershka Crew
Na zona em que resido existe uma crew, da qual nada há a dizer de bom… que se dedica a fazer uns graffitis e uns tags muitos pobrezinhos. O que me tocou foi que eles têm as mesmas iniciais que a loja de roupa Bershka!
Má escolha de letras! BSK?! Mas que raio de crew mais efeminada! Só faltava fazerem a José Castelo Branco Crew! Já consigo ver a secundária toda cheia de letras pintadas a “silver”: JCBK is in da house! Por amor de Deus pensem antes de assinarem com um nome estúpido!
A atitude de tomar conscientemente essa sigla e usá-la de propósito para gozar uma empresa é muito interessante e seria muito divertido de ver… mas da maneira infantil como é usada é só ridícula e impensada!
Aposto que mais ninguém dá importância à cena dos grafs e tags em Portugal… mas se eles todos os dias aparecem é porque alguém sente necessidade de os fazer e pensa nisso!
Estou agora a pensar que a multinacional que comanda a Bershka, se calhar quer estabelecer ainda mais fundo o seu império e formou mesmo uma crew para tomar de assalto também o underground suburbano!
Isto está a ficar estranho por estas partes!
Má escolha de letras! BSK?! Mas que raio de crew mais efeminada! Só faltava fazerem a José Castelo Branco Crew! Já consigo ver a secundária toda cheia de letras pintadas a “silver”: JCBK is in da house! Por amor de Deus pensem antes de assinarem com um nome estúpido!
A atitude de tomar conscientemente essa sigla e usá-la de propósito para gozar uma empresa é muito interessante e seria muito divertido de ver… mas da maneira infantil como é usada é só ridícula e impensada!
Aposto que mais ninguém dá importância à cena dos grafs e tags em Portugal… mas se eles todos os dias aparecem é porque alguém sente necessidade de os fazer e pensa nisso!
Estou agora a pensar que a multinacional que comanda a Bershka, se calhar quer estabelecer ainda mais fundo o seu império e formou mesmo uma crew para tomar de assalto também o underground suburbano!
Isto está a ficar estranho por estas partes!
sábado, fevereiro 14, 2004
Café, sim se faz favor
Parece que no Instituto de Medicina Legal as máquinas de café ao terminarem de deitar o café não dizem como normalmente: Por favor retirar o copo. Um espertinho qualquer conseguiu que a máquina mostrasse no visor a quem o quiser ler: Por favor retirar o CORPO.
Não sei se alguém acha isto normal… mas ainda alguém se sente ofendido…
Não sei se alguém acha isto normal… mas ainda alguém se sente ofendido…
O desejo de requinte
No alto da mansão da madame Ferrero Rocher uma cordial conversa toma lugar.
Madame: -Ambrósio apetecia-me algo!
Ambrósio: -Vou pedir que lhe preparem alguma coisa, senhora.
Madame: -Não Ambrósio, o que eu queria, era algo … bom….
Ambrósio: -Ferrero Rocher? Tomei a liberdade de pensar nisso, senhora.
Madame: -Não Ambrósio, eu queria era algo mesmo, mesmo bom…
Ambrósio: -Mon Chéri?
Madame: -Não Ambrósio…
Ambrósio: -Bacci?
Madame: -Não!
Ambrósio: -Requeijão tostado?
Madame: -Sexo Ambrósio, sexo!...
Madame: -Ambrósio apetecia-me algo!
Ambrósio: -Vou pedir que lhe preparem alguma coisa, senhora.
Madame: -Não Ambrósio, o que eu queria, era algo … bom….
Ambrósio: -Ferrero Rocher? Tomei a liberdade de pensar nisso, senhora.
Madame: -Não Ambrósio, eu queria era algo mesmo, mesmo bom…
Ambrósio: -Mon Chéri?
Madame: -Não Ambrósio…
Ambrósio: -Bacci?
Madame: -Não!
Ambrósio: -Requeijão tostado?
Madame: -Sexo Ambrósio, sexo!...
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
A boneca violentada
Num viaduto perto da minha cidade, num local conspurcado, minado de graffitis, lixo e cheiro a lodo, avisto da estrada mais próxima uma intervenção artística espontânea, colocada talvez por um dos duvidosos utilizadores deste espaço de inacessível acesso, que etilizados por lá passam em horas menos aconselháveis e que num dia mais inspirado lá colocou uma violentada cabeça de boneca, de faces ranhosas e cabelo desgrenhado, com os olhos arrancados e que na boca foi forçado um objecto que de longe se assemelha a um enorme charuto de proveniência estranha que mais se parece com um presente canídeo do que de um charuto.
O impacto que este objecto causa nesta já de si devastada paisagem é impressionante... alguém resumiu com este objecto toda a desolação daquele lugar que parece carregar o peso de um deserto pós-nuclear mais apropriado aos lugares bombardeados do Médio Oriente.
Arte de ponta ou vandalismo? Não serei eu que tomarei os caminhos dessas mais complicadas decisões, apenas sabemos e apreciamos o que nos toca...
O impacto que este objecto causa nesta já de si devastada paisagem é impressionante... alguém resumiu com este objecto toda a desolação daquele lugar que parece carregar o peso de um deserto pós-nuclear mais apropriado aos lugares bombardeados do Médio Oriente.
Arte de ponta ou vandalismo? Não serei eu que tomarei os caminhos dessas mais complicadas decisões, apenas sabemos e apreciamos o que nos toca...
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
Tecidos de qualidade para acalmar a coceira!
O cão da minha namorada é muito fino! Juro por deus que este bicho de Deus só lhe falta aparecer nas capas das revistas do social.
Quando um cão coça o rabo a um sítio, liberta a expressividade do seu traço e traça realmente um enorme risco castanho.
É uma coisa incrível, este cão só esfrega o rabo em colchas de qualidade ou em boas alcatifas, roupa nova ou acabada de lavar! A comichão é tal que os esfíncteres devem gritar por um tecido macio e agradável ao toque. Nada de abrasivo ou de fricção áspera… Por isso se alguém tem este problema com o seu cão… por favor seja compreensivo. Se você não tivesse papel higiénico também havia de gostar de se roçar pelas mantas e cortinas do melhor tecido que encontrasse.
Post de grande interesse? Post de alto gabarito intelectual? Post de merda? Decida você!
Quando um cão coça o rabo a um sítio, liberta a expressividade do seu traço e traça realmente um enorme risco castanho.
É uma coisa incrível, este cão só esfrega o rabo em colchas de qualidade ou em boas alcatifas, roupa nova ou acabada de lavar! A comichão é tal que os esfíncteres devem gritar por um tecido macio e agradável ao toque. Nada de abrasivo ou de fricção áspera… Por isso se alguém tem este problema com o seu cão… por favor seja compreensivo. Se você não tivesse papel higiénico também havia de gostar de se roçar pelas mantas e cortinas do melhor tecido que encontrasse.
Post de grande interesse? Post de alto gabarito intelectual? Post de merda? Decida você!
terça-feira, fevereiro 10, 2004
Experiência urinária
Nos armazéns do Chiado, aqui em Lisboa, existem as casas de banho com a melhor vista da Europa. Uma das faces do edifício está voltada para a cidade, e foi para essa bela vista que os senhores arquitectos abriram uma enorme janela nas casas de banho. É possível uma pessoa estar muito confortável a aliviar a bexiga, num belo urinol à moda antiga, a observar Lisboa velha, o Castelo, a Sé… e tudo isto sem que nada nos impeça de prosseguir a nossa descarga de líquidos.
Não há nada mais estranho do que mudar a água já estagnada, ás azeitonas, enquanto se aprecia a vista sobre a cidade. Aconselho vivamente, sem dúvida é a experiência urinária mais rica, embora um nadinha embaraçante para as pessoas mais tímidas… pois como se consegue ver a cidade enquanto se despeja os detritos líquidos pessoais e intransmissíveis também a cidade nos pode observar… O último urinol não tem nada a resguardar, entre a pessoa que urina e a janela.
Vale mesmo a pena uma visita.
Não há nada mais estranho do que mudar a água já estagnada, ás azeitonas, enquanto se aprecia a vista sobre a cidade. Aconselho vivamente, sem dúvida é a experiência urinária mais rica, embora um nadinha embaraçante para as pessoas mais tímidas… pois como se consegue ver a cidade enquanto se despeja os detritos líquidos pessoais e intransmissíveis também a cidade nos pode observar… O último urinol não tem nada a resguardar, entre a pessoa que urina e a janela.
Vale mesmo a pena uma visita.
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