O passo seguinte na tentativa de dissimular este tipo de graffiti foi a passagem para uma assinatura feita sobre autocolantes, que pode ser feita em casa, para ficar bem feitinha e para não se demorar mais que dois segundos a deixar a marca na cidade. Se o miúdo for visto por um polícia, no máximo volta a arrancar o autocolante e pronto, não existe praticamente a violência e o acto de vandalismo.
Todos os dias surgem novos autocolantes. Isto é uma expressão muito mais interessante que os restantes graffitis feitos em Portugal por esta nova vaga de "grafiteiros".
O interesse que vejo nesta nova vertente do graffiti é que os miúdos usam muitas vezes autocolantes provenientes já de outros propósitos e criam situações plásticas muito mais interessantes que a anterior fase de simples riscar na parede. Existem mesmo grupos que se esmeram imenso, fazendo já impressões a cores, com figuras, imagens, desenhos, impressões em computador, usando técnicas como o uso de stencils, alguns deixam de assinar e passam a escrever frases, outros passam mesmo a linha da simples assinatura e usam assinaturas abstractas.
segunda-feira, maio 31, 2004
Os tags propagam-se
Ora uma coisa estranha que de repente se passou no nosso país em termos de graffitis é que não há paredes suficientes para serem pintadas facilmente e os riscos de se ser preso são altos, há multas, é uma chatice andar a fugir à polícia com latas na mochila.
A maneira que se arranjou para superar isso, foi usar apenas uma espécie de marcadores gigantes que dão praticamente o mesmo efeito. Escreve-se na parede e vamos embora. O acto de escrever na parede ainda é um pouco complicado, dá muito nas vistas na mesma e acima de tudo pode ficar tudo mal. Com os nervos pode ficar foleiro.
Continuo na mesma a achar a ideia de dar autógrafos às paredes da cidade uma parvoíce. Acho que a ideia, no fundo, é conotar a nossa pessoa com um estilo de assinatura, um certo estilo e claro as costas quentes, respeito pelo grupo de amigos pelo qual estamos a assinar.
A maneira que se arranjou para superar isso, foi usar apenas uma espécie de marcadores gigantes que dão praticamente o mesmo efeito. Escreve-se na parede e vamos embora. O acto de escrever na parede ainda é um pouco complicado, dá muito nas vistas na mesma e acima de tudo pode ficar tudo mal. Com os nervos pode ficar foleiro.
Continuo na mesma a achar a ideia de dar autógrafos às paredes da cidade uma parvoíce. Acho que a ideia, no fundo, é conotar a nossa pessoa com um estilo de assinatura, um certo estilo e claro as costas quentes, respeito pelo grupo de amigos pelo qual estamos a assinar.
domingo, maio 30, 2004
O graffiti em Portugal
A cultura do graffiti fascina-me. É muito curioso imaginar o stress que os miúdos passam só para pintarem um mural. Então mas será que vale a pena?
O que nos foi transmitido pelos antigos graffitis portugueses é a intenção de passar uma mensagem que um partido considerava importante fazer chegar às massas oprimidas pelo antigo regime.
O que me faz confusão é que a maioria do pessoal do graffiti o que faz é seguir as influências dos “grafiteiros” americanos que pintavam os seus nomes por toda a cidade. Ora, eu penso que isto é absolutamente ridículo, onde é que já se viu?... Qual seria o interesse, por exemplo antes do 25 de Abril, que as ruas estivessem cheias de murais a dizer Cunhal? Ou Soares?... Ou o grupo de amigos deles (outra prática comum…).
-Cunhal Crew é a mais lixada de Lisboa - seria uma coisa completamente descabida para se escrever.
O que nos foi transmitido pelos antigos graffitis portugueses é a intenção de passar uma mensagem que um partido considerava importante fazer chegar às massas oprimidas pelo antigo regime.
O que me faz confusão é que a maioria do pessoal do graffiti o que faz é seguir as influências dos “grafiteiros” americanos que pintavam os seus nomes por toda a cidade. Ora, eu penso que isto é absolutamente ridículo, onde é que já se viu?... Qual seria o interesse, por exemplo antes do 25 de Abril, que as ruas estivessem cheias de murais a dizer Cunhal? Ou Soares?... Ou o grupo de amigos deles (outra prática comum…).
-Cunhal Crew é a mais lixada de Lisboa - seria uma coisa completamente descabida para se escrever.
sábado, maio 29, 2004
O verdadeiro perigo dos head phones
Quando um utilizador de headphones "se descuida", mesmo que voluntariamente, é provável que a sua falta de audição provoque situações menos próprias, segundo os padrões da nossa sociedade.
Ao falarmos com os phones postos, temos a tendência a falar muito alto. Ao soltarmos gases o fenómeno também se verifica. Portanto, ao soltarmos um elemento gasoso através do traseiro da nossa pessoa, estamos a fazê-lo com muito mais volume do que seria agradável.
O agradável neste caso é obviamente relativo, pois na minha opinião, os gases humanos não são assim tão "plaserosos" como dizem praí, mas é a minha opinião, e eu posso estar errado.
Ora, ao pensarmos que estamos a libertar um gás mortífero mas silencioso, estamos na realidade a fazer soar um sol maior, que põe a Protecção Civil e algumas milícias populares em alerta vermelho.
Por outro lado, qualquer minúsculo assobio de cão na nossa cabeça, rapidamente se transforma numa sirene de aviso de perigo nuclear, ao som do qual os governos dos países Árabes comparticipados pelo Tio Sam devem estar a desencadear um Inverno nuclear (um Inverno nuclear é o mesmo que um inferno nuclear, mas na estação mais fria do ano).
Isto obviamente é mais grave que os outros perigos, pois destrói a vida social de qualquer pessoa, por isso, nunca use phones na missa, nos funerais, nas aulas, no cinema ou durante as conferências do senado americano. A vida nunca mais vai ser como dantes. Depois não digam que não avisei.
Ao falarmos com os phones postos, temos a tendência a falar muito alto. Ao soltarmos gases o fenómeno também se verifica. Portanto, ao soltarmos um elemento gasoso através do traseiro da nossa pessoa, estamos a fazê-lo com muito mais volume do que seria agradável.
O agradável neste caso é obviamente relativo, pois na minha opinião, os gases humanos não são assim tão "plaserosos" como dizem praí, mas é a minha opinião, e eu posso estar errado.
Ora, ao pensarmos que estamos a libertar um gás mortífero mas silencioso, estamos na realidade a fazer soar um sol maior, que põe a Protecção Civil e algumas milícias populares em alerta vermelho.
Por outro lado, qualquer minúsculo assobio de cão na nossa cabeça, rapidamente se transforma numa sirene de aviso de perigo nuclear, ao som do qual os governos dos países Árabes comparticipados pelo Tio Sam devem estar a desencadear um Inverno nuclear (um Inverno nuclear é o mesmo que um inferno nuclear, mas na estação mais fria do ano).
Isto obviamente é mais grave que os outros perigos, pois destrói a vida social de qualquer pessoa, por isso, nunca use phones na missa, nos funerais, nas aulas, no cinema ou durante as conferências do senado americano. A vida nunca mais vai ser como dantes. Depois não digam que não avisei.
sexta-feira, maio 28, 2004
O perigo dos head phones
Se está a pensar comprar um aparelho portátil para ouvir música, pense duas vezes.
Para além dos habituais perigos que estas coisinhas apresentam, foi recentemente descoberto mais um gigantesco perigo para a vida humana. Um estudo recente realizado pela minha pessoa comprova que mais valia um gajo trabalhar nas obras de reconstrução de Chernobyl como voluntário, do que usar estas coisas nos abanos.
Qualquer pessoa sabe que estando envolto na nuvem auditiva de um par de head phones existe um acréscimo de perigo de se ser atropelado ou de ir, com o passar do tempo, perdendo capacidades a nível da audição.
O que eu descobri é muito, muito mais grave e perigoso. Qualquer pessoa consegue sobreviver a ficar sem audição ou a ter mais cuidado a atravessar a rua. Mas não há fuga deste perigo…(to be continued)
Para além dos habituais perigos que estas coisinhas apresentam, foi recentemente descoberto mais um gigantesco perigo para a vida humana. Um estudo recente realizado pela minha pessoa comprova que mais valia um gajo trabalhar nas obras de reconstrução de Chernobyl como voluntário, do que usar estas coisas nos abanos.
Qualquer pessoa sabe que estando envolto na nuvem auditiva de um par de head phones existe um acréscimo de perigo de se ser atropelado ou de ir, com o passar do tempo, perdendo capacidades a nível da audição.
O que eu descobri é muito, muito mais grave e perigoso. Qualquer pessoa consegue sobreviver a ficar sem audição ou a ter mais cuidado a atravessar a rua. Mas não há fuga deste perigo…(to be continued)
quinta-feira, maio 27, 2004
Figuras tristes na Mtv
Só um aparte. Pela primeira vez vou falar numa personagem mundialmente ridícula.
Se repararmos bem, as pessoas que usam coisas que lhes fazem confusão acabam por fazer figuras tristes. Um dos melhores exemplos que eu conheço é o teledisco “The Voice Within” da Christina Aguilera, no qual ela usa extensões de cabelo, ou uma cabeleira, ou então é simplesmente uma dantesca falta de banho. Isto porque durante um teledisco de 5 minutos e 5 segundos, ela mexe 17 vezes no cabelo, o que para uma pessoa que não tenha piolhos não é definitivamente normal.
Um conselho para a vida desta triste moça: ou uma bela rapadela da cabeça ou então uma lavagem com Quitoso.
Se repararmos bem, as pessoas que usam coisas que lhes fazem confusão acabam por fazer figuras tristes. Um dos melhores exemplos que eu conheço é o teledisco “The Voice Within” da Christina Aguilera, no qual ela usa extensões de cabelo, ou uma cabeleira, ou então é simplesmente uma dantesca falta de banho. Isto porque durante um teledisco de 5 minutos e 5 segundos, ela mexe 17 vezes no cabelo, o que para uma pessoa que não tenha piolhos não é definitivamente normal.
Um conselho para a vida desta triste moça: ou uma bela rapadela da cabeça ou então uma lavagem com Quitoso.
quarta-feira, maio 26, 2004
Aqui fica o aviso à navegação
Sabe tão bem ler o Blog do Perplexo. É muito catita, os textos ultimamente têm sempre uma frasezinha como remate final, como um pregão do dia. Dá-me o mesmo tipo de gozo que ler um graffiti do bloco de esquerda, com ironia, com firmeza e com os pés bem assentes na terra.
Por isso aqui fica uma homenagem pouco ou nada abichanada ao Sr. Perplexo:
Aos Americanos só falta anexar a Polónia e produzirem fornos para gente, porque de resto…
Por isso aqui fica uma homenagem pouco ou nada abichanada ao Sr. Perplexo:
Aos Americanos só falta anexar a Polónia e produzirem fornos para gente, porque de resto…
segunda-feira, maio 24, 2004
Será uma boca ao processo Casa Pia?
Hoje pude ler na estação do Campo Grande um autocolante, acho que dos Abk, que dizia, vá-se lá saber porquê: - “Sexo, Drogas e Nestum”.
Isto não é natural… alguém que escreve isto só pode ter marrado com a parte da frente da cabeça contra um cilindro hidráulico.
Muito bom. O humor nos transportes públicos dificilmente fica mais rico que isto. O nível de divertimento é geral, contínuo e fervilhante como a primeira festa de LSD num lar de idosos.
Muito bom pessoal, continuem que só vos faz é bem, mas não se metam nessas coisas do sexo que isso dá cabo da flora intestinal dum gajo. Pelo menos não abusem sem um bom lubrificante.
Isto não é natural… alguém que escreve isto só pode ter marrado com a parte da frente da cabeça contra um cilindro hidráulico.
Muito bom. O humor nos transportes públicos dificilmente fica mais rico que isto. O nível de divertimento é geral, contínuo e fervilhante como a primeira festa de LSD num lar de idosos.
Muito bom pessoal, continuem que só vos faz é bem, mas não se metam nessas coisas do sexo que isso dá cabo da flora intestinal dum gajo. Pelo menos não abusem sem um bom lubrificante.
domingo, maio 23, 2004
Pede-se o favor
Há alguém em Lisboa que anda a colar umas fotocópias, de uma fotografia de um cartaz colocado, ao que parece, numa tasca.
O cartaz diz: “Pede-se aos nossos clientes que não discutam política.”
Não diz mais nada, é muito enigmático, sugestivo, despretensioso, bem-humorado e diferente da maior parte dos cartazes e autocolantes colados nas ruas de Lisboa.
De tal ordem é catita que peço ao autor que se despache a colar mais trabalhos. Este foi muito interessante.
O cartaz diz: “Pede-se aos nossos clientes que não discutam política.”
Não diz mais nada, é muito enigmático, sugestivo, despretensioso, bem-humorado e diferente da maior parte dos cartazes e autocolantes colados nas ruas de Lisboa.
De tal ordem é catita que peço ao autor que se despache a colar mais trabalhos. Este foi muito interessante.
O casal coxo
Vejo muitas vezes uma “cena macaca” na baixa de Lisboa, um casal que se insulta constantemente ao almoço ao partilharem uma sanduíche no restaurante. Nessa altura, são duas pessoas completamente normais, sem qualquer tipo de deficiência ou dificuldade física. São de etnia cigana e vestem-se e falam exactamente como são parodiados nos Malucos do Riso.
O engraçado nesta situação é que ao acabarem de almoçar, saem e começam imediatamente a cambalear, completamente contorcidos, trôpegos, a fazer caretas para poderem pedir e causarem uma “boa” impressão de pobrezinhos doentinhos.
O melhor momento do meu almoço nesse restaurante é exactamente essa repentina transformação, tal como um actor entra numa personagem. É lindo de ver, sinceramente.
São personagens muito interessantes de observar e tenho muito gosto de os poder ver a fazer pela sua vida, de uma forma tão bem estudada e tão bem actuada. Não posso deixar de sorrir ao vê-los a pedir pelas ruas de Lisboa. Não paro de pensar: eu sei a verdade, o pequeno segredo, a tal manha… enfim.
O engraçado nesta situação é que ao acabarem de almoçar, saem e começam imediatamente a cambalear, completamente contorcidos, trôpegos, a fazer caretas para poderem pedir e causarem uma “boa” impressão de pobrezinhos doentinhos.
O melhor momento do meu almoço nesse restaurante é exactamente essa repentina transformação, tal como um actor entra numa personagem. É lindo de ver, sinceramente.
São personagens muito interessantes de observar e tenho muito gosto de os poder ver a fazer pela sua vida, de uma forma tão bem estudada e tão bem actuada. Não posso deixar de sorrir ao vê-los a pedir pelas ruas de Lisboa. Não paro de pensar: eu sei a verdade, o pequeno segredo, a tal manha… enfim.
sexta-feira, maio 21, 2004
Má estratégia de marketing
Há algum tempo as lojas de roupa feminina Bsk e Zara começaram a ter uma secção também para homem.
Meninos e meninas, isto é o exemplo de uma coisa muito mal pensada. Isto porque todos os homens sabem que as roupas de homem nessas lojas são muito abichanadas. São apertadinhas, têm o estilo meio… gay, é preciso dizê-lo com frontalidade.
Uma secção de homem numa Bershka chega mesmo a ser uma contradição de termos. Toda a gente sabe que os gays sempre compraram roupa na Bershka, mas na secção de rapariga. E isso não vai mudar.
Isto é uma má estratégia de marketing. As roupas das novas secções para homem são simplesmente demasiado másculas para os gays e não são suficientemente másculas para o resto do pessoal.
Meninos e meninas, isto é o exemplo de uma coisa muito mal pensada. Isto porque todos os homens sabem que as roupas de homem nessas lojas são muito abichanadas. São apertadinhas, têm o estilo meio… gay, é preciso dizê-lo com frontalidade.
Uma secção de homem numa Bershka chega mesmo a ser uma contradição de termos. Toda a gente sabe que os gays sempre compraram roupa na Bershka, mas na secção de rapariga. E isso não vai mudar.
Isto é uma má estratégia de marketing. As roupas das novas secções para homem são simplesmente demasiado másculas para os gays e não são suficientemente másculas para o resto do pessoal.
quinta-feira, maio 20, 2004
Pintar tomates
Falo a sério quando digo que há um grande amigo meu que foi trabalhar para uma estufa na Holanda e que está encarregue de pintar à pistola os tomates que são produzidos na estufa. Juro por Deus.
Esperemos que ele não fume os ordenados todos nos coffee-shops de Amsterdão.
Volta Goibniu, que estás perdoado.
Esperemos que ele não fume os ordenados todos nos coffee-shops de Amsterdão.
Volta Goibniu, que estás perdoado.
quarta-feira, maio 19, 2004
Resultado de Bichos parecidos
No dia seguinte de manhã, voltei a passar nesse sítio.
O gato, ou se tinha safado ou alguém o tinha levado dali.
Fixe.
O gato, ou se tinha safado ou alguém o tinha levado dali.
Fixe.
terça-feira, maio 18, 2004
Bichos parecidos
Há alguns meses, a casa da minha namorada começou a ter um novo habitante, desta vez um felino malhado que foi adoptado.
Passado relativamente pouco tempo de eu começar a conviver com o gato, aconteceu-me uma situação muito desconfortável. A altas horas da noite, voltava eu a pé para minha casa, quando reparo num gato estendido no meio da estrada, exactamente igual ao gato da minha namorada, só que já adulto.
A situação perturbou-me tanto que eu não me conseguia ir embora. Notava-se que o gato tinha sido atropelado há pouco tempo, talvez ainda se safasse, mas estava inconsciente, no meio da estrada. Talvez não sobrevivesse a um segundo atropelamento. Para me conseguir ir embora, eu tinha, eu precisava de tirar o gato da estrada. Eu sou uma pessoa da cidade, nunca tive nenhum cão nem nenhum gato, isto fazia-me muita confusão.
Ao fim de mais ou menos quinze minutos, fui até ao meio da estrada e arrastei o bicho até à berma da estrada.
Ainda estava quente e senti que respirava.
Passado relativamente pouco tempo de eu começar a conviver com o gato, aconteceu-me uma situação muito desconfortável. A altas horas da noite, voltava eu a pé para minha casa, quando reparo num gato estendido no meio da estrada, exactamente igual ao gato da minha namorada, só que já adulto.
A situação perturbou-me tanto que eu não me conseguia ir embora. Notava-se que o gato tinha sido atropelado há pouco tempo, talvez ainda se safasse, mas estava inconsciente, no meio da estrada. Talvez não sobrevivesse a um segundo atropelamento. Para me conseguir ir embora, eu tinha, eu precisava de tirar o gato da estrada. Eu sou uma pessoa da cidade, nunca tive nenhum cão nem nenhum gato, isto fazia-me muita confusão.
Ao fim de mais ou menos quinze minutos, fui até ao meio da estrada e arrastei o bicho até à berma da estrada.
Ainda estava quente e senti que respirava.
Melhore a sua vida
Um conselho de amigo. Melhore o seu dia soprando velas de aniversário.
Faça como eu. Sempre que passo por uma casa de frangos, entro, digo bom dia, entro para trás do balcão e sopro o lume, apagando-o, método de levantar o moral através do conceito de que uma festa de aniversário é óptima para uma pessoa se sentir revigorada!
Pode também tentar melhorar o seu dia desembrulhando presentes, utilizando a mesma teoria. Para isto, simplesmente acerque-se de um contentor de lixo, passando a desembrulhar os maravilhosos presentes que todas as pessoas da cidade lhe deixam todos os dias. Isto vai fazer com que se sinta muito muito melhor, que tenha muitos amigos, bom sexo e sem o inconveniente de fazer mais anos do que os que efectivamente tem. Portanto só há coisas positivas a retirar deste método.
Faça como eu. Sempre que passo por uma casa de frangos, entro, digo bom dia, entro para trás do balcão e sopro o lume, apagando-o, método de levantar o moral através do conceito de que uma festa de aniversário é óptima para uma pessoa se sentir revigorada!
Pode também tentar melhorar o seu dia desembrulhando presentes, utilizando a mesma teoria. Para isto, simplesmente acerque-se de um contentor de lixo, passando a desembrulhar os maravilhosos presentes que todas as pessoas da cidade lhe deixam todos os dias. Isto vai fazer com que se sinta muito muito melhor, que tenha muitos amigos, bom sexo e sem o inconveniente de fazer mais anos do que os que efectivamente tem. Portanto só há coisas positivas a retirar deste método.
segunda-feira, maio 17, 2004
Cervejagate
Cerca de 150 agentes passaram os últimos 6 meses em 16 tascas de todo o país. Examinando cerca de 16 copos de água cheios de cerveja, por hora.
Estranhamente, esta notícia foi confundida por um jornal gay, tal como tinha já acontecido à notícia sobre o caso da operação do “Homem do apito dourado”, surgindo assim no matutino Gay News (Gay Nus – traduzido foneticamente para toinos que não percebem inglês).
Ambas estas histórias foram também confundidas com notícias, quando na realidade são só acontecimentos desportivos sem o menor interesse para o bem público.
Estranhamente, esta notícia foi confundida por um jornal gay, tal como tinha já acontecido à notícia sobre o caso da operação do “Homem do apito dourado”, surgindo assim no matutino Gay News (Gay Nus – traduzido foneticamente para toinos que não percebem inglês).
Ambas estas histórias foram também confundidas com notícias, quando na realidade são só acontecimentos desportivos sem o menor interesse para o bem público.
domingo, maio 16, 2004
A revista Maria intriga-me
Todos as noites ao final do jantar eu estou incumbido de me levantar da mesa e ir buscar a fruta.
O que se passa depois disso é para mim um acto falhado. Assim que chego à cozinha tenho o acto reflexo de abrir automaticamente o frigorífico e ficar minutos a fio a observar o seu interior. Todos os dias eu fico, de costas para a fruta, a olhar para o frigorífico e a tentar lembrar-me do que ia buscar …
Será que devo escrever para a revista Maria a pedir ajuda?
-Querida revista Maria, não me consigo lembrar do que vou buscar à cozinha… o que devo fazer? Será que estou senil?
Ora, obviamente que eles lá na revista já estão muito habituados a este tipo de cartas, com certeza… e está claro que assumiam a minha pergunta como uma pergunta de foro sexual, com algum tipo de disfunção dissimulado. Está pois claro que a minha fixação no frio armário seria pois interpretado como falta de erecção ante o objecto de desejo e daí a minha resposta ser um tanto ou quanto estranha.
-Caro leitor, não se preocupe, tente relaxar, experimente coisas diferentes, sugerimos algemas e olhos vendados, se isso não funcionar, então vá ao seu médico, não se preocupe, a maioria das pessoas passa por essa sensação de armário frio. Acima de tudo não continue a tentar dissimular o seu problema, como fez nesta carta, que felizmente nós aqui na revista Maria conseguimos descodificar.
O que se passa depois disso é para mim um acto falhado. Assim que chego à cozinha tenho o acto reflexo de abrir automaticamente o frigorífico e ficar minutos a fio a observar o seu interior. Todos os dias eu fico, de costas para a fruta, a olhar para o frigorífico e a tentar lembrar-me do que ia buscar …
Será que devo escrever para a revista Maria a pedir ajuda?
-Querida revista Maria, não me consigo lembrar do que vou buscar à cozinha… o que devo fazer? Será que estou senil?
Ora, obviamente que eles lá na revista já estão muito habituados a este tipo de cartas, com certeza… e está claro que assumiam a minha pergunta como uma pergunta de foro sexual, com algum tipo de disfunção dissimulado. Está pois claro que a minha fixação no frio armário seria pois interpretado como falta de erecção ante o objecto de desejo e daí a minha resposta ser um tanto ou quanto estranha.
-Caro leitor, não se preocupe, tente relaxar, experimente coisas diferentes, sugerimos algemas e olhos vendados, se isso não funcionar, então vá ao seu médico, não se preocupe, a maioria das pessoas passa por essa sensação de armário frio. Acima de tudo não continue a tentar dissimular o seu problema, como fez nesta carta, que felizmente nós aqui na revista Maria conseguimos descodificar.
sexta-feira, maio 14, 2004
Cuidado
Passei um dia destes por um café em jeito de tasca que tinha um cartaz normalíssimo, mas que me chamou à atenção.
Rezava a tabuleta: Há pregos no pão.
Apeteceu-me chamar a Defesa do Consumidor. Se há pregos no pão ainda alguém se magoa. Eu sei que eles espetam o aviso no vidro da tasca mesmo para avisar o pessoal mais distraído, mas mesmo assim... convinha chamar mais a atenção: Cuidado – Há pregos no pão
Rezava a tabuleta: Há pregos no pão.
Apeteceu-me chamar a Defesa do Consumidor. Se há pregos no pão ainda alguém se magoa. Eu sei que eles espetam o aviso no vidro da tasca mesmo para avisar o pessoal mais distraído, mas mesmo assim... convinha chamar mais a atenção: Cuidado – Há pregos no pão
Cadeados e cofres-fortes
Uma casa que comercializa portas blindadas foi assaltada.
Ora se uma casa de cadeados, portas e cofres-fortes não é capaz de garantir a segurança das suas instalações, obviamente que devia abrir falência e declarar incompetência...
Ora se uma casa de cadeados, portas e cofres-fortes não é capaz de garantir a segurança das suas instalações, obviamente que devia abrir falência e declarar incompetência...
quinta-feira, maio 13, 2004
Boa ideia
Uma boa ideia, em jeito de coisa oficial e organizada, mas com uma política bem mais dentro do espírito da “coisa”, é um evento a ter lugar em breve, no Bairro Alto.
O conceito é uma parede para grafs, legal. E os organizadores sugerem que o pessoal intervenha nesta parede. Parece que é mesmo ao lado da Galeria Zé dos Bois.
Então o que se passa é que é sugerido que se façam tags, grafs, que se apliquem autocolantes, stenciles e tudo o mais que apetecer ao pessoal que conseguir encontrar o tal sítio, mesmo ao lado da Zé dos Bois.
Isto sim é uma boa ideia. Um concurso, faria desta ideia uma bela m*rda de uma boa ideia!
O conceito é uma parede para grafs, legal. E os organizadores sugerem que o pessoal intervenha nesta parede. Parece que é mesmo ao lado da Galeria Zé dos Bois.
Então o que se passa é que é sugerido que se façam tags, grafs, que se apliquem autocolantes, stenciles e tudo o mais que apetecer ao pessoal que conseguir encontrar o tal sítio, mesmo ao lado da Zé dos Bois.
Isto sim é uma boa ideia. Um concurso, faria desta ideia uma bela m*rda de uma boa ideia!
quarta-feira, maio 12, 2004
Concurso de graffiti
Passei por um sítio em Odivelas, onde se realizou um concurso de graffiti.
Não sei o que é pior, se o facto de ser um concurso, se o resultado da graffitada em si. É uma palhaçada pegada, são feios, são horríveis e não fazem sentido.
Foram feitos imbuídos do espírito do 25 de Abril, mas ficaram tão fracos que dão tonturas aos mais abrunhos e inexperientes graffiteiros.
Que tristeza, que triste ideia. Bem, talvez a ideia até seja boa, mas o que resultou da pintura foram uma data de soldados com ar estúpido, uma chaimite que mete medo e um bando de hippies hiper hinfantis!
Não sei o que é pior, se o facto de ser um concurso, se o resultado da graffitada em si. É uma palhaçada pegada, são feios, são horríveis e não fazem sentido.
Foram feitos imbuídos do espírito do 25 de Abril, mas ficaram tão fracos que dão tonturas aos mais abrunhos e inexperientes graffiteiros.
Que tristeza, que triste ideia. Bem, talvez a ideia até seja boa, mas o que resultou da pintura foram uma data de soldados com ar estúpido, uma chaimite que mete medo e um bando de hippies hiper hinfantis!
terça-feira, maio 11, 2004
Sacha Vôr e o caraças
Muito recentemente tive o grande privilégio de poder andar no elevador de um prédio já bem velhote, mas com muita graça.
No elevador podia-se ler um diminuto cartaz que rezava: Roga-se o obséquio de fechar bem as portas.
Será que isto é normal?
Mais um ‘cadinho tão a servir scones com chá e a fazer beicinho quando é pra um gajo sair da porqueira do elevadeiro!
Aonde é que o mundo vai parar?
A maior parte dos elevadores em que eu ando diz: Faxa vôr de nã mijar nus cantos que fas poça! Quais roga-se e óbzéquio e o caraças!
Nos elevadores em que eu ando nem há portas, quais portas! Se tiver sorte, há um risco de queda mínimo e consequente morte de 80%, e é se não tiver na pastinha mais que um ou dois livros de quadradinhos do Patinhas!
No elevador podia-se ler um diminuto cartaz que rezava: Roga-se o obséquio de fechar bem as portas.
Será que isto é normal?
Mais um ‘cadinho tão a servir scones com chá e a fazer beicinho quando é pra um gajo sair da porqueira do elevadeiro!
Aonde é que o mundo vai parar?
A maior parte dos elevadores em que eu ando diz: Faxa vôr de nã mijar nus cantos que fas poça! Quais roga-se e óbzéquio e o caraças!
Nos elevadores em que eu ando nem há portas, quais portas! Se tiver sorte, há um risco de queda mínimo e consequente morte de 80%, e é se não tiver na pastinha mais que um ou dois livros de quadradinhos do Patinhas!
domingo, maio 09, 2004
Faça uma pausa com…
Alguém na nossa linda cidade assina com o tag: Faça uma pausa com pudim d’atum!
Ora cá está mais um caso de pura insanidade mental.
O autocolante deste menzinho tem um aspecto muito catita, muito profissional É muito pequenino mas é muito interessante. É uma coisinha a preto e branco todo very design muito criativo, sinceramente uma delícia… tal qual um belo dum pudim d’atum.
A minha sugestão para este senhor tagger extraordinnaire, é que não se fique pelas duas propostas de autocolante. O seu futuro nesta área sem qualquer futuro é … de alguma forma estranha… brilhante.
Ora cá está mais um caso de pura insanidade mental.
O autocolante deste menzinho tem um aspecto muito catita, muito profissional É muito pequenino mas é muito interessante. É uma coisinha a preto e branco todo very design muito criativo, sinceramente uma delícia… tal qual um belo dum pudim d’atum.
A minha sugestão para este senhor tagger extraordinnaire, é que não se fique pelas duas propostas de autocolante. O seu futuro nesta área sem qualquer futuro é … de alguma forma estranha… brilhante.
sábado, maio 08, 2004
Política de enganos nos autocarros
Um amigo meu é condutor de autocarros da Carris. Durante toda a semana faz muitas carreiras diferentes, todas no mesmo bairro e que se cruzam em muitos pontos.
Quando a empresa lhe deu instrução, avisou-o que até se habituar completamente, se iria enganar muitas vezes nas rotas dos autocarros.
Ora, toda a gente sabe que quando um autocarro não vai pelo caminho normal, todos os passageiros começam a mandar vir com o condutor. O que é curioso nesta história é que os condutores têm ordens da chefia para manter a compostura e dizer aos passageiros que o autocarro tem que provisoriamente tomar um caminho novo, pois o caminho normal está cortado.
Obviamente que isto é muito engraçado, todos os novatos a enganarem-se nos primeiros dias de serviço e a voltarem-se para os utentes dizendo muito sérios:
-Senhores passageiros, o caminho está cortado e o autocarro terá de fazer um pequeno desvio.
Quantas coisas no nosso país serão encobertas, como na Carris? Esperemos que não muitas. Ou pelo menos, coisas não muito importantes...
Quando a empresa lhe deu instrução, avisou-o que até se habituar completamente, se iria enganar muitas vezes nas rotas dos autocarros.
Ora, toda a gente sabe que quando um autocarro não vai pelo caminho normal, todos os passageiros começam a mandar vir com o condutor. O que é curioso nesta história é que os condutores têm ordens da chefia para manter a compostura e dizer aos passageiros que o autocarro tem que provisoriamente tomar um caminho novo, pois o caminho normal está cortado.
Obviamente que isto é muito engraçado, todos os novatos a enganarem-se nos primeiros dias de serviço e a voltarem-se para os utentes dizendo muito sérios:
-Senhores passageiros, o caminho está cortado e o autocarro terá de fazer um pequeno desvio.
Quantas coisas no nosso país serão encobertas, como na Carris? Esperemos que não muitas. Ou pelo menos, coisas não muito importantes...
sexta-feira, maio 07, 2004
Mensagem subliminar totó
Alguém por favor repare no novo anúncio da agência de viagens Abreu!
Mas haverá por acaso possibilidade de um publicitário fazer uma imagem com uma mensagem subliminar mais totó?
O que se vê é o mestre brunho Jorge Gabriel com as mãos no planeta “Abreu”. Por detrás do planeta sai uma fileira de bolas sombreadas. Essa linha de esferas dá a volta ao planeta azul e dirige-se directamente para a zona dos genitais do catita apresentador.
A leitura que se tem da imagem, apesar de discreta, é de que o sorridente Jorge Gabriel está a ter relações com o planeta. Viaje com a Abreu e tenha uma valente erecção e melhore a sua vida sexual. Abreu abre o Mundo e lá vou eu.
Isto é claro como a água… bem… ou então é só mesmo a minha mente perversa!
Mas haverá por acaso possibilidade de um publicitário fazer uma imagem com uma mensagem subliminar mais totó?
O que se vê é o mestre brunho Jorge Gabriel com as mãos no planeta “Abreu”. Por detrás do planeta sai uma fileira de bolas sombreadas. Essa linha de esferas dá a volta ao planeta azul e dirige-se directamente para a zona dos genitais do catita apresentador.
A leitura que se tem da imagem, apesar de discreta, é de que o sorridente Jorge Gabriel está a ter relações com o planeta. Viaje com a Abreu e tenha uma valente erecção e melhore a sua vida sexual. Abreu abre o Mundo e lá vou eu.
Isto é claro como a água… bem… ou então é só mesmo a minha mente perversa!
quinta-feira, maio 06, 2004
O fabuloso fenómeno da polícia, dos media, da política e do futebol
150 gajos da PJ a tratar de um simples caso de corrupção e coisas parecidas, que toda a gente sabe que se passam? Por favor!
Então mas quantas centenas de esforçados agentes são precisas para prenderem 16 gajos, por crimes ridículos? Então e quantos milhares deles estarão a preparar uma rusga a uma quadrilha, sei lá, que cometa crimes violentos, que mate, que roube? Será que algum dos 16 palhaços que foram presos por 150 agentes da PJ, alguma vez fez parte de uma gang de assaltantes? Alguma vez assaltou outro cidadão com a ameaça de um pitbull?
Para mim, dizer que 150 agentes da PJ estão a investigar um caso de 16 corruptos no futebol é o mesmo que dizer que todos eles entram no edifício da PJ com a Bola e o Record debaixo do braço, dão uma vista de olhos geral e se acharem algo de suspeito dizem ao chefe, mas só depois da sesta. Tudo isto, claro, sem passar um só segundo na rua, não vá ser preciso assegurar a segurança dos cidadãos, Deus nos livre de tal indigno fardo.
E com isto me benzo… as prioridades estarão trocadas ou será impressão d’agente?
O futebol é o menor dos nossos problemas, por favor alguém repare que o futebol é só um jogo de merda. Qualquer jogo é só um jogo.
Então mas quantas centenas de esforçados agentes são precisas para prenderem 16 gajos, por crimes ridículos? Então e quantos milhares deles estarão a preparar uma rusga a uma quadrilha, sei lá, que cometa crimes violentos, que mate, que roube? Será que algum dos 16 palhaços que foram presos por 150 agentes da PJ, alguma vez fez parte de uma gang de assaltantes? Alguma vez assaltou outro cidadão com a ameaça de um pitbull?
Para mim, dizer que 150 agentes da PJ estão a investigar um caso de 16 corruptos no futebol é o mesmo que dizer que todos eles entram no edifício da PJ com a Bola e o Record debaixo do braço, dão uma vista de olhos geral e se acharem algo de suspeito dizem ao chefe, mas só depois da sesta. Tudo isto, claro, sem passar um só segundo na rua, não vá ser preciso assegurar a segurança dos cidadãos, Deus nos livre de tal indigno fardo.
E com isto me benzo… as prioridades estarão trocadas ou será impressão d’agente?
O futebol é o menor dos nossos problemas, por favor alguém repare que o futebol é só um jogo de merda. Qualquer jogo é só um jogo.
quarta-feira, maio 05, 2004
Pau Santo
Nas famosas Escadinhas do Duque, encontra-se um estranho tag.
Lê-se Pau Santo. Até aqui tudo bem. É uma variedade de madeira brasileira. Mas a ilustração do nome deste writer é um membro masculino estilizado, o chamado “Pau” (nome técnico muito especializado da medicina), com duas asinhas e uma auréola.
Realmente isto é um “Pau Santo”, mas o meu Diácono Remédios, cá bem no fundo, está a dizer muito timidamente que "não havia necessidade".
Mais um espertinho, engraçadinho com uma mensagem muito profunda, com certeza.
Lê-se Pau Santo. Até aqui tudo bem. É uma variedade de madeira brasileira. Mas a ilustração do nome deste writer é um membro masculino estilizado, o chamado “Pau” (nome técnico muito especializado da medicina), com duas asinhas e uma auréola.
Realmente isto é um “Pau Santo”, mas o meu Diácono Remédios, cá bem no fundo, está a dizer muito timidamente que "não havia necessidade".
Mais um espertinho, engraçadinho com uma mensagem muito profunda, com certeza.
terça-feira, maio 04, 2004
Estejamos todos à vontade
Não sou um gajo vaidoso, não passo o dia a olhar-me ao espelho nas montras das lojas, das ruas por onde passo. Nem sequer me olho ao espelho em casa. Aliás, só me olho ao espelho uma vez por dia, numa determinada montra, de uma determinada loja. Aonde, consequentemente, aproveito para me pentear, fazer a barba e ajeitar a gola da camisa e pôr a fralda para dentro das calças.
Não é o que toda a gente faz? E a sua loja qual é? Aonde fica? E tem uma montra suficientemente larga que dê para ver se os sapatos ficam bem com as calças?
Não é o que toda a gente faz? E a sua loja qual é? Aonde fica? E tem uma montra suficientemente larga que dê para ver se os sapatos ficam bem com as calças?
Linha de Metro maior, placa de sinalização maior
O novo placard com as novas estações da linha amarela da estação do Rato é estranho.
Ela, a linha, é realmente maior! E ainda bem. Mas será que os abrunhos do Metro não podiam ter medido o placard antes de o colocar ao lado do lindo painel da Vieira da Silva? É que o novo placard é 15 ou 20 centímetros maior do que o anterior. E acredite-se ou não, esta nova placa tapa 10 centímetros do painel de azulejos da nossa querida Vieirita da Silva.
Mas que raio de broncos mais toinos, estes que concebem e colocam os painéis dos mapas de Metro!
Ela, a linha, é realmente maior! E ainda bem. Mas será que os abrunhos do Metro não podiam ter medido o placard antes de o colocar ao lado do lindo painel da Vieira da Silva? É que o novo placard é 15 ou 20 centímetros maior do que o anterior. E acredite-se ou não, esta nova placa tapa 10 centímetros do painel de azulejos da nossa querida Vieirita da Silva.
Mas que raio de broncos mais toinos, estes que concebem e colocam os painéis dos mapas de Metro!
domingo, maio 02, 2004
Puxão de orelhas à Emel
Hoje reparei num carro da empresa Emel, que se dedica a multar toda a gente. Qual não foi o meu espanto, quando reparo que era o único carro estacionado naquele sítio habitualmente tão concorrido, no preciso espaço aonde já tenho visto dezenas de carros, mal estacionados e multados pela Emel.
Mal estacionado, um carro da Emel!?
Mas o que é que estes abrunhos mereciam? Uma multa? Uns ferros de prender os pneus? Algo mais chato? Algo mais irritante?
Ou quem sabe, estes tristes trabalhadores da Emel simplesmente mereçam um uniforme de uma cor menos irritante e que não os perturbe a ponto de os levar a estacionar em sítios proibidos.
Mal estacionado, um carro da Emel!?
Mas o que é que estes abrunhos mereciam? Uma multa? Uns ferros de prender os pneus? Algo mais chato? Algo mais irritante?
Ou quem sabe, estes tristes trabalhadores da Emel simplesmente mereçam um uniforme de uma cor menos irritante e que não os perturbe a ponto de os levar a estacionar em sítios proibidos.
sábado, maio 01, 2004
Os aparelhómetros do Demónio
Divirto-me muito a observar os estranhos comportamentos das pessoas que usam telemóveis.
Há algum tempo, pude observar um casal que subia a rua do Carmo falando cada um no seu telemóvel, sem ligar absolutamente à sua companhia, discursando em alto e bom som, como se mais nada importasse. O meu espanto subiu em flecha quando a senhora do casal, sentiu qualquer coisa dentro da sua mala, que a alarmou. Procurou, parada no meio da rua, não parando de falar ao telemóvel e escarafunchando com a segunda mão na sua bolsa. Assim que conseguiu tirar da mala um segundo aparelho e atender uma segunda chamada, a situação tornou-se de repente ainda mais espantosa, na qual, o marido, sem ligar nenhuma à esposa, conversava distraído com uma terceira pessoa e a sua esposa por um ouvido conversava com uma quarta pessoa e no outro ouvido, com uma quinta.
Não é preciso comentar, isto não será nunca um comportamento normal... andar pela rua do Carmo com um telemóvel em cada ouvido.
Pede-se a alguém que me explique isto... não pode ser normal... sinceramente eu fiquei absolutamente estupefacto.
Há algum tempo, pude observar um casal que subia a rua do Carmo falando cada um no seu telemóvel, sem ligar absolutamente à sua companhia, discursando em alto e bom som, como se mais nada importasse. O meu espanto subiu em flecha quando a senhora do casal, sentiu qualquer coisa dentro da sua mala, que a alarmou. Procurou, parada no meio da rua, não parando de falar ao telemóvel e escarafunchando com a segunda mão na sua bolsa. Assim que conseguiu tirar da mala um segundo aparelho e atender uma segunda chamada, a situação tornou-se de repente ainda mais espantosa, na qual, o marido, sem ligar nenhuma à esposa, conversava distraído com uma terceira pessoa e a sua esposa por um ouvido conversava com uma quarta pessoa e no outro ouvido, com uma quinta.
Não é preciso comentar, isto não será nunca um comportamento normal... andar pela rua do Carmo com um telemóvel em cada ouvido.
Pede-se a alguém que me explique isto... não pode ser normal... sinceramente eu fiquei absolutamente estupefacto.
sexta-feira, abril 30, 2004
Entrada proibida a estranhos e a descrentes
Na porta de uma igreja na rua da Escola Politécnica, junto ao Rato, os homens das obras – quais Richard Serra – colocaram uma barreira improvisada, evitando assim a entrada de estranhos à obra.
Curioso é que o objecto escolhido para servir de barreira, na porta de uma igreja, seja uma cruz enorme, de madeira. Muito dramática, mais ou menos do tamanho que aparece nos filmes do cristianismo, mais impressionante que muitas instalações armadas, de muitos prafrentex.
Mais um ponto a favor dos homens das obras, que no percurso da arte moderna, muitas boas ideias têm vindo a desenvolver.
Curioso é que o objecto escolhido para servir de barreira, na porta de uma igreja, seja uma cruz enorme, de madeira. Muito dramática, mais ou menos do tamanho que aparece nos filmes do cristianismo, mais impressionante que muitas instalações armadas, de muitos prafrentex.
Mais um ponto a favor dos homens das obras, que no percurso da arte moderna, muitas boas ideias têm vindo a desenvolver.
Ex-Senhor descalço com fetiche – 3
Por fim, um outro dia, voltei a ver esta personagem ex-pé descalço.
Desta vez, para meu espanto, mais uma vez, o senhor trazia uns sapatos todos rotos, todos ranhosos, de aspecto nojento, a verem-se as meias, com fita adesiva a tentar que a sola não fugisse, e de cor cinzento-velho, no qual já se duvidava que os átomos ainda girassem.
Qual não é o meu espanto quando reparo que o senhor, transportava um enorme saco de plástico transparente, absolutamente a abarrotar de sapatos. Sapatos velhos, novos, de criança, de senhora, de montes de cores diferentes. Ténis, botas, chinelos e pantufas, tudo com aspecto de ter sido encontrado num contentor do lixo, numa rua de sapatarias.
Fabuloso, eu nem queria acreditar que pudesse ser isto. Este menzinho deve ter uma granda pancada com sapatos ou então levou muita pancada com sapatos quando era mais miúdo e daí desenvolveu uma espécie de pancada Freudiana.
Há pessoas que se esforçam por serem originais e surpreenderem constantemente e depois existe este senhor, que sinceramente ultrapassa qualquer estilista marado da cabeça!
Desta vez, para meu espanto, mais uma vez, o senhor trazia uns sapatos todos rotos, todos ranhosos, de aspecto nojento, a verem-se as meias, com fita adesiva a tentar que a sola não fugisse, e de cor cinzento-velho, no qual já se duvidava que os átomos ainda girassem.
Qual não é o meu espanto quando reparo que o senhor, transportava um enorme saco de plástico transparente, absolutamente a abarrotar de sapatos. Sapatos velhos, novos, de criança, de senhora, de montes de cores diferentes. Ténis, botas, chinelos e pantufas, tudo com aspecto de ter sido encontrado num contentor do lixo, numa rua de sapatarias.
Fabuloso, eu nem queria acreditar que pudesse ser isto. Este menzinho deve ter uma granda pancada com sapatos ou então levou muita pancada com sapatos quando era mais miúdo e daí desenvolveu uma espécie de pancada Freudiana.
Há pessoas que se esforçam por serem originais e surpreenderem constantemente e depois existe este senhor, que sinceramente ultrapassa qualquer estilista marado da cabeça!
quinta-feira, abril 29, 2004
Senhor descalço já bem calçado – 2
No dia seguinte, cruzei-me de novo com aquela intrigante e descalça figura. Desta vez, o senhor de aspecto paupérrimo, trazia calçados
uns sapatos de senhor, todos bem engraxadinhos, de aspecto caro e fino. Muito limpinhos e com bom aspecto.
A minha imaginação disparou. Será que os encontrou? Será que lhos deram? Será que andava a mendigar há imensos anos só para ter dinheiro para comprar aqueles sapatos tão catitas?
Destoavam tanto os sapatos que era a única cor brilhante e pura, no seu fato, barba e tom de pele cinzenta-acastanhada e baça.
Era uma personagem maravilhosa!
Eu já tinha uma óptima história para contar ao almoço à minha namorada!
uns sapatos de senhor, todos bem engraxadinhos, de aspecto caro e fino. Muito limpinhos e com bom aspecto.
A minha imaginação disparou. Será que os encontrou? Será que lhos deram? Será que andava a mendigar há imensos anos só para ter dinheiro para comprar aqueles sapatos tão catitas?
Destoavam tanto os sapatos que era a única cor brilhante e pura, no seu fato, barba e tom de pele cinzenta-acastanhada e baça.
Era uma personagem maravilhosa!
Eu já tinha uma óptima história para contar ao almoço à minha namorada!
quarta-feira, abril 28, 2004
Senhor Descalço – 1
Por três vezes pude ver um senhor sem abrigo que me marcou muito.
A primeira vez que o vi, estava um frio horrível, tinha estado a chover, eu estava todo encasacado e tiritava por todos os lados.
Cruzei-me com um senhor mal agasalhado, camisola e casaco de aspecto leve. Fiquei sobressaltado quando notei que este senhor estava descalço. Passeava-se pela cidade de pés descalços. A minha vontade foi oferecer-lhe as minhas meias, pelo menos podia ser que se aquecesse uma bekita.
Tinha um olhar sereno e não parecia sequer notar que estava uma temperatura polar. Estava mais ou menos como numa reunião da ONU, tudo a tentar permanecer sereno mas com uma sensação que o ambiente está pesado porque estão com os pés frios.
A primeira vez que o vi, estava um frio horrível, tinha estado a chover, eu estava todo encasacado e tiritava por todos os lados.
Cruzei-me com um senhor mal agasalhado, camisola e casaco de aspecto leve. Fiquei sobressaltado quando notei que este senhor estava descalço. Passeava-se pela cidade de pés descalços. A minha vontade foi oferecer-lhe as minhas meias, pelo menos podia ser que se aquecesse uma bekita.
Tinha um olhar sereno e não parecia sequer notar que estava uma temperatura polar. Estava mais ou menos como numa reunião da ONU, tudo a tentar permanecer sereno mas com uma sensação que o ambiente está pesado porque estão com os pés frios.
terça-feira, abril 27, 2004
Cartão Lisboa +iva
Por cada novo cartão Lisboa Viva, o Metropolitano cobra mais 5 euros.
É dos poucos objectos que não têm longevidade e não têm qualquer tipo de garantia.
Se um cartão deixar de funcionar uma semana depois de ser adquirido, a responsabilidade monetária de o pagar novamente é inteiramente do utilizador.
Aonde anda a Deco? Aonde anda o bom senso do Metro? Desde quando é que eles querem chular pura e simplesmente os utilizadores dos transportes?
Será que custa muito oferecerem um cartão novo se um cartão se estragar com apenas um ou dois meses de utilização?
O Metro está ganancioso! Daqui a nada começa a pôr os pica bilhetes a render nas esquinas do Metro!
É dos poucos objectos que não têm longevidade e não têm qualquer tipo de garantia.
Se um cartão deixar de funcionar uma semana depois de ser adquirido, a responsabilidade monetária de o pagar novamente é inteiramente do utilizador.
Aonde anda a Deco? Aonde anda o bom senso do Metro? Desde quando é que eles querem chular pura e simplesmente os utilizadores dos transportes?
Será que custa muito oferecerem um cartão novo se um cartão se estragar com apenas um ou dois meses de utilização?
O Metro está ganancioso! Daqui a nada começa a pôr os pica bilhetes a render nas esquinas do Metro!
domingo, abril 25, 2004
Loja do Cidadão paciente
Eu, cidadão, espero 55 minutos em pé, numa sala quente, cheia de pessoas com stress a pingar da nuca. 55 minutos para uma conversa de 2 minutos, para tratar de um papel na Loja do Cidadão.
O cidadão é paciente. Que remédio tem ele!?
O cidadão é paciente. Que remédio tem ele!?
sábado, abril 24, 2004
Triste e sujo
Já por diversas vezes observei uma personagem que às vezes está sentada nos bancos de determinadas estações do metro...
De cabelo desgrenhado e barba por fazer, este senhor tem simplesmente um ar triste... de todas as vezes que o pude observar não reparei em mais nada senão na sua grande apatia... ele parece apenas triste.
Sentado, sujo, muito sujo, de enorme barriga a encher a esticada t-shirt. Sem falar sozinho, sem pedir, sem defender as suas posses... despreocupado, olhando o nada, sempre muito calmo e tristonho.
A única coisa que noto é que nos assentos em que esta personagem se senta nas estações, tudo fica completamente sujo, mascarrado, este homem deixa uma marca por onde passa, exala um cheiro a podre completamente insuportável...
Apetece dar-lhe uma companhia, amigos, uma casa, um trabalho, um objectivo na vida e uma barra de sabão azul e branco do tamanho de um pequeno apartamento.
De cabelo desgrenhado e barba por fazer, este senhor tem simplesmente um ar triste... de todas as vezes que o pude observar não reparei em mais nada senão na sua grande apatia... ele parece apenas triste.
Sentado, sujo, muito sujo, de enorme barriga a encher a esticada t-shirt. Sem falar sozinho, sem pedir, sem defender as suas posses... despreocupado, olhando o nada, sempre muito calmo e tristonho.
A única coisa que noto é que nos assentos em que esta personagem se senta nas estações, tudo fica completamente sujo, mascarrado, este homem deixa uma marca por onde passa, exala um cheiro a podre completamente insuportável...
Apetece dar-lhe uma companhia, amigos, uma casa, um trabalho, um objectivo na vida e uma barra de sabão azul e branco do tamanho de um pequeno apartamento.
Peso do saber
Durante a minha vida de estudante a expressão: “Tiraste-me um peso de cima”, ganhava vida.
Aquando a proximidade de um teste, eu forçava-me a carregar sempre e para todo o lado, os livros, os apontamentos e os textos da matéria que tinha de estudar.
Assim que fazia o teste, era realmente um peso que me tiravam de cima.
Aquando a proximidade de um teste, eu forçava-me a carregar sempre e para todo o lado, os livros, os apontamentos e os textos da matéria que tinha de estudar.
Assim que fazia o teste, era realmente um peso que me tiravam de cima.
sexta-feira, abril 23, 2004
Canção do alto
Melhor que todas as intervenções dos empreiteiros nas ruas de Lisboa, só mesmo uma coisa. No tal prédio por onde passei, algo me surpreendeu. Por debaixo dos panos monumentais, um dos operários cantava. Mas cantava com toda a força, descontraidamente, como se ninguém o ouvisse, como no duche. Cantava em crioulo, muito catita, num misto de peixeirada urbana com laivos de Cesária Évora.
Toda a rua tomava o sabor da música, meio triste, meio parva, muito saloia e muito relaxada. E ainda bem.
Foi muito curioso, porque eu não o consegui ver, estava completamente escondido pelos panos do prédio. Só faltavam os críticos e os convidados, para esta instalação cantante ser uma bela obra de arte.
Toda a rua tomava o sabor da música, meio triste, meio parva, muito saloia e muito relaxada. E ainda bem.
Foi muito curioso, porque eu não o consegui ver, estava completamente escondido pelos panos do prédio. Só faltavam os críticos e os convidados, para esta instalação cantante ser uma bela obra de arte.
quinta-feira, abril 22, 2004
Cristo em Lisboa
Passei muito recentemente por um prédio em obras, todo enfaixado, qual projecto do artista plástico Cristo. Muito bonito, muito forte na paisagem.
Gosto imenso do bom gosto dos empreiteiros, sobretudo na escolha das cores fortes com que forram os seus prédios!
Muitas vezes podemos mesmo antever o que aconteceria se Cristo deixasse os seus projectos ao abandono. Muitas casas em Lisboa, ao fim de uns quantos anos tapadas, passam a ser muito fantasmagóricas, os panos rasgam-se todos com a acção dos elementos. Ficam cenários idílicos para os filmes totós do Scooby-Doo e para as intrusões mais anarcas.
Viva a câmara de Lisboa!
Gosto imenso do bom gosto dos empreiteiros, sobretudo na escolha das cores fortes com que forram os seus prédios!
Muitas vezes podemos mesmo antever o que aconteceria se Cristo deixasse os seus projectos ao abandono. Muitas casas em Lisboa, ao fim de uns quantos anos tapadas, passam a ser muito fantasmagóricas, os panos rasgam-se todos com a acção dos elementos. Ficam cenários idílicos para os filmes totós do Scooby-Doo e para as intrusões mais anarcas.
Viva a câmara de Lisboa!
terça-feira, abril 20, 2004
Correr por gosto é bom de ver
Já poucas pessoas correm por gosto. Eu estimo muito as pessoas que correm por gosto. Existe qualquer coisa muito sincera e “boa onda” neste tipo de actividade.
Para mim os CTT e os alfarrabistas são muito engraçados. Parece impossível como alguém pode viver de vender selos e ser bom camarada o suficiente para nos ir entregar as cartas a kilómetros e kilómetros de distância.
E depois há os alfarrabistas... que com afinco disputam por mais 40 cêntimos uma revista toda rota de 86.
Apesar disto, sempre que passo por uma estação dos CTT penso sempre que é bom poder mandar cartas ao pessoal, mas acabo por nunca mandar.
E sempre que passo por um alfarrabista tenho ganas de comprar meio mundo, nunca deixo de dar uma espreitada e derreto-me com os estranhos lugares e pessoas que estes sítios são. Mas acabo por nunca levar nada, pelo menos nada que valha a pena dar 40 cêntimos, é por isso que regatear é lindo. E todos os estabelecimentos deviam ser mais assim, baratinhos e de preço negociável.
Para mim os CTT e os alfarrabistas são muito engraçados. Parece impossível como alguém pode viver de vender selos e ser bom camarada o suficiente para nos ir entregar as cartas a kilómetros e kilómetros de distância.
E depois há os alfarrabistas... que com afinco disputam por mais 40 cêntimos uma revista toda rota de 86.
Apesar disto, sempre que passo por uma estação dos CTT penso sempre que é bom poder mandar cartas ao pessoal, mas acabo por nunca mandar.
E sempre que passo por um alfarrabista tenho ganas de comprar meio mundo, nunca deixo de dar uma espreitada e derreto-me com os estranhos lugares e pessoas que estes sítios são. Mas acabo por nunca levar nada, pelo menos nada que valha a pena dar 40 cêntimos, é por isso que regatear é lindo. E todos os estabelecimentos deviam ser mais assim, baratinhos e de preço negociável.
Graffiti amoroso
Um graffiti já antigo que existe na minha zona de residência apregoa uma comum declaração de amor. No entanto, apesar da mensagem amorosa, o seu conteúdo não deixa de me soar estranho.
Digam-me por favor se isto será normal:
“Marta ama Pilão”
Por amor de Deus, se o seu amor tiver uma alcunha ridícula, seja nome queridinho ou nome de prisão, de natureza escatológica ou genital, se tiver mesmo de ser, por favor, escreva antes o nome que estiver no bilhete de identidade dele.
Agora se Pilão for o seu verdadeiro nome próprio ou de famíla, pense se gostaria de ficar com o nome do seu marido... Marta Pilão não soa tão bem como possa parecer.
Digam-me por favor se isto será normal:
“Marta ama Pilão”
Por amor de Deus, se o seu amor tiver uma alcunha ridícula, seja nome queridinho ou nome de prisão, de natureza escatológica ou genital, se tiver mesmo de ser, por favor, escreva antes o nome que estiver no bilhete de identidade dele.
Agora se Pilão for o seu verdadeiro nome próprio ou de famíla, pense se gostaria de ficar com o nome do seu marido... Marta Pilão não soa tão bem como possa parecer.
segunda-feira, abril 19, 2004
O irmão secreto
Hoje passei pelo escritório de advocacia do senhor Rui Represas, obviamente o irmão mais novo mas menos talentoso do cantor Luís Represas. Obviamente!
Bem pelo menos isso era o que eu gostava de lá escrever por baixo do nome do advogado. Mas como a minha consciência não me permite... fica aqui apenas um desejo de interacção catita com a classe de direito.
Bem pelo menos isso era o que eu gostava de lá escrever por baixo do nome do advogado. Mas como a minha consciência não me permite... fica aqui apenas um desejo de interacção catita com a classe de direito.
sábado, abril 17, 2004
O grandioso passeador de galinhas
Numa cidade suburbana é habitual cruzarmo-nos com personagens estranhas.
A mais curiosa personagem que conheço é sem dúvida o grandioso passeador de galinhas.
Há uns anos, cruzei-me com um senhor muito bem vestido, de chapéu à gangster, luvinhas brancas sem dedos, sapatinhos engraxadinhos, colete, casaco, uma pena de perdiz presa no chapéu, bigode e umas bonitas suíças. Debaixo de um dos braços trazia, com a maior naturalidade, uma pacífica galinha branca. As restantes pessoas no autocarro, pareceram ficar também bastante surpresas...
Não tem nada de mais, é só um senhor que gosta da sua galinha e que parece tirado de um romance do século XIX.
Depois disso, este normalíssimo senhor foi capaz de me surpreender cada vez mais.
Era espectacular ver esta personagem a passear pela minha cidade, impunha respeito a qualquer um.
Intrigante no mínimo... para mim pelo menos... impossível de resumir num só post.
A mais curiosa personagem que conheço é sem dúvida o grandioso passeador de galinhas.
Há uns anos, cruzei-me com um senhor muito bem vestido, de chapéu à gangster, luvinhas brancas sem dedos, sapatinhos engraxadinhos, colete, casaco, uma pena de perdiz presa no chapéu, bigode e umas bonitas suíças. Debaixo de um dos braços trazia, com a maior naturalidade, uma pacífica galinha branca. As restantes pessoas no autocarro, pareceram ficar também bastante surpresas...
Não tem nada de mais, é só um senhor que gosta da sua galinha e que parece tirado de um romance do século XIX.
Depois disso, este normalíssimo senhor foi capaz de me surpreender cada vez mais.
Era espectacular ver esta personagem a passear pela minha cidade, impunha respeito a qualquer um.
Intrigante no mínimo... para mim pelo menos... impossível de resumir num só post.
Santificado seja o vosso tag
Existe um graffiti na cidade de Lisboa que diz: Santa Máfia.
Isto é uma coisa estranha. Existe uma máfia em Portugal? E tem uma Santa? Ou é santa?
Alguém desconfia de alguma coisa?
Se alguém tiver mais informações sobre este graf tão peculiar, por favor diga alguma coisa ou então contacte os senhores do Santo Sis, O São Mono ou a Santa Maria della Bófia!
Isto é uma coisa estranha. Existe uma máfia em Portugal? E tem uma Santa? Ou é santa?
Alguém desconfia de alguma coisa?
Se alguém tiver mais informações sobre este graf tão peculiar, por favor diga alguma coisa ou então contacte os senhores do Santo Sis, O São Mono ou a Santa Maria della Bófia!
quinta-feira, abril 15, 2004
Walkie-Talkie policial
Um destes dias passei por um senhor polícia que parecia estar a comunicar através de um rádio com os seus colegas (os termos colegas, parceiros ou camaradas têm óbvias conotações abichanadas, claro!).
Quando me aproximei, pude verificar que se tratava antes de um transístor e que o alegre agente da autoridade se encontrava a ouvir o belo do relato, não fosse o clubezito marcar um golo durante o horário de expediente.
Quando me aproximei, pude verificar que se tratava antes de um transístor e que o alegre agente da autoridade se encontrava a ouvir o belo do relato, não fosse o clubezito marcar um golo durante o horário de expediente.
Melhorar é preciso
Acho que nestes nossos tempos descrentes a popularidade da Bíblia dispararia de novo em flecha, se fosse feita uma pequena alteração ao texto original.
Todas as vezes em que no texto está escrita a palavra herético, por favor substituam-na, através de uma ligeira mudança, por uma palavra bem mais apelativa.
Sempre que aparecer herético, por favor ponham antes erótico. Com certeza vai melhorar as vendas do livro mais conhecido do mundo.
Todas as vezes em que no texto está escrita a palavra herético, por favor substituam-na, através de uma ligeira mudança, por uma palavra bem mais apelativa.
Sempre que aparecer herético, por favor ponham antes erótico. Com certeza vai melhorar as vendas do livro mais conhecido do mundo.
quarta-feira, abril 14, 2004
Dia negro
Hoje, com certeza, foi um dia negro para a comunidade dos miúdos que colam autocolantes pela cidade.
Um dos mais interessantes, centrais e concorridos sítios de colagem… Deus do céu (benzo-me neste momento)… foi todo limpo.
A verdade é que já não se conseguia ler o que dizia a placa de informação a sinalizar as ruínas do Carmo. Mas… meu Deus… não havia necessidade. E a cultura? Foi mandada para a rua?
E logo um dos meus spots preferidos!
Tantos e tantos bons taggers… diferentes da manada. A minha alma está ferida…
Enfim, se não tivesse fotografado tudo, tinha sido pior…
Um dos mais interessantes, centrais e concorridos sítios de colagem… Deus do céu (benzo-me neste momento)… foi todo limpo.
A verdade é que já não se conseguia ler o que dizia a placa de informação a sinalizar as ruínas do Carmo. Mas… meu Deus… não havia necessidade. E a cultura? Foi mandada para a rua?
E logo um dos meus spots preferidos!
Tantos e tantos bons taggers… diferentes da manada. A minha alma está ferida…
Enfim, se não tivesse fotografado tudo, tinha sido pior…
segunda-feira, abril 12, 2004
Ó Laurindinha
Há dois ou três anos, dois amigos meus estavam alegremente a tocar djambé e gaita de foles no carnaval de Torres Vedras. Cerca de 200 pessoas dançavam mascarados a toda a volta dos músicos. Tocavam músicas portuguesas antigas e chegou a vez de tocarem a “Laurindinha da Serra”. O refrão diz: -Oh Laurindinha, vem à janela. Mas o povo cantava em coro em tom de claque de futebol: -Oh Laurindinha vai pró car*lho!
Isto é obviamente uma das piores consequências do futebol. Na minha opinião, o fenómeno futebolístico é equivalente a um rapaz tatuado mais velho que quer sair com a sua filha e que diz que inscrever-se nos Alcoólicos Heroinómanos Anónimos foi a melhor coisa que fez, quando deixou de estudar na quarta classe. Eu sei que até parece um gajo porreiro, mas não tem nada de bom a trazer à nossa bendita comunidade.
Ui, tou tão conservador esta noite.
Isto é obviamente uma das piores consequências do futebol. Na minha opinião, o fenómeno futebolístico é equivalente a um rapaz tatuado mais velho que quer sair com a sua filha e que diz que inscrever-se nos Alcoólicos Heroinómanos Anónimos foi a melhor coisa que fez, quando deixou de estudar na quarta classe. Eu sei que até parece um gajo porreiro, mas não tem nada de bom a trazer à nossa bendita comunidade.
Ui, tou tão conservador esta noite.
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