domingo, agosto 01, 2004

Mijeiradas valentes

Uma coisa incrível que se passa com a mira laser situada no rabito dos bichos é a capacidade avançadíssima de acertar nos sítios mais inapropriados ou mais caricatos. Todos os dias, tenho a possibilidade de poder observar o trabalho efectuado por uma destas miras de alta precisão. O jornal onde este bicho cão, em particular, se deixa cagar é uma coisa espantosa. Todos os dias num jornal diferente, todas as páginas de jornal com uma disposição diferente e arranjo intrincado. Nestas páginas, todos os dias surgem as cabeças dos chefes de Estado de todo o mundo e folhas de publicidade. Por todo o lado a figura humana impera como o triunfo dos porcos sobre o raio do Kandinsky e dos seus seguidores não figurativos! No entanto, este canhão de cagalhão animal todos os dias me mostra a precisão, todos os dias, valentes cagueiradas e bostas redondinhas ou alongadas acertam nas cabeças de toda a gente. O cão não falha! O cão devia ser contratado pelos serviços secretos de todos os países! É lindo ver as caritas larocas dos nossos políticos com valentes mijeiradas e outras obras mais sólidas sobre as testas, queixos e bocas de gente famosa. Bem... isto é só para dar a ver que mesmo os assuntos mais nhanhosos podem ter um certo e relativo interesse... Seria curioso assistir a uma exposição de fotos de gente das revistas e jornais com obras destes mestres da pontaria canídea! Fica a sugestão e o odor no ar...

sábado, julho 31, 2004

Um graffiti pela metade

Recentemente observei um graffiti que adorei, não pelo graffiti em si mas pela alteração que o mesmo sofreu devido a acontecimentos posteriores à sua execução. Ora, mal sabia o grafiteiro que uns mesitos após pintar mais um dos seus pouco originais graffitis, a zona na qual estava inserida a sua pintura sofreria obras profundas e o seu graffiti iria ficar, qual pintura de Foz Côa, meio enterrado no chão. O chão de onde brotava o estiloso graffiti, tinha agora sido levantado um metro e vinte e a obra pode agora ser observada apenas pela metade de cima. Isto criou uma vertente estética completamente diferente, e divergente das tendências normais do graffiti dos nossos dias. A mudança plástica é tão grande que acho que nem o próprio grafiteiro ia acreditar que a maldita Câmara Municipal logo tinha ido fazer obras ali, logo naquela parede, não há direito: - "Eu sabia que devia antes ter feito ao pé da barragem do Alqueva, que sempre tinha a certeza que não havia obras por perto, durante largos anos!"
Enfim, só um pequeno incidente que elevou este grafiteiro a um patamar artístico muito acima das suas capacidades intelectuais... melhor assim... talvez lance uma nova tendência nesta, muito igual a si mesma, vertente da cultura de rua dos nossos dias...

sexta-feira, julho 30, 2004

Tal era a canseira

Olhando para o ano que passou, verifico que me esforcei bastante na escola e que muitas vezes, para não deixar de ter uma ligeira vida social, passei manhãs de sono e uma ou outra situação de perfeito sonambulismo. Uma das cenas bizarras que me aconteceram, derivadas do muito sono, foi a longa tentativa de fazer uma leitura das horas no mostrador da balança da casa de banho... é que aquilo tem um mostrador que me faz lembrar um relógio e eu tinha realmente dormido muito pouco.
Podia-me dar para pior... não sei bem como, mas podia...

quarta-feira, julho 28, 2004

Grandes como o Sol

Hoje vi uma senhora com um par de mamonas tão grandes que lhe davam pelo umbigo. Lá ia ela, sem culpa do tamanho do seu soutien, a assustar as criancinhas e a intimidar os homens do salão de musculação!
Quando ela se afastou, ouvi alguém dizer que tinham telefonado da Alemanha. Parece que queriam os Zepelins de volta.

Desejo de avaria

Será que alguém já reparou que na estação de Metro do Campo Grande, numa estrutura metálica no sentido de Odivelas, numa zona inacessível ao público, estão colados mais ou menos uns 20 autocolantes com tags e coisas parecidas?Será uma colecção de um condutor do Metro ou será o spot de stickers mais bem guardado e de difícil acesso do nosso país?
É um tanto ou quanto difícil de o ver como deve ser. Eu próprio ainda não consegui reconhecer nenhum tag. Tenho que ter esperança que um dia algum Metro se avarie naquele sítio preciso e me dê espaço e tempo de observação.

segunda-feira, julho 26, 2004

Fotos pré-históricas

No Centro Comercial Colombo na saída para a rua do lado da esquadra existem umas caixas de Multibanco normalíssimas, forradas a pedra. Adoro reparar nos veios das pedras. São desenhos psicadélicos da Natureza e sobretudo são fotografias do mundo natural de há milhões de anos. Forramos tudo com fotos de bivalves pré-históricos. Numa destas caixas vê-se perfeitamente o recorte de uma estrelinha branca, com milhões de anos. Não faço ideia do que será, mas tem um aspecto excelente. É minúscula e hiper bem desenhadinha. A mãe Natureza é catita!

Parede limpa precisa de camada de tinta de spray

A estação de Metro do Senhor Roubado é neste momento o melhor sítio de graffitis de Portugal. Não em termos de qualidade, que isso não comento, porque sinceramente só avisto ABKs a pintar e um ou outro pato bravo. Digo que é o melhor sítio, porque praticamente todos os dias se podem observar novos grafs a despontar e a surgir da noite para o dia. A parede gigantesca, feita em degraus é perfeita para a pintura do pessoal. Força pessoal que ainda vejo muito cimento. Há espaço para todos e se o Metropolitano não pinta aquilo tem de ser a "mitra" a "bombar" com as latas.

terça-feira, julho 20, 2004

Pantana Lopes

Alguém por favor repare que o senhor Santana Lopes mudou o seu nome para Choninhas de Sabão!
Perguntem a quem quiserem. O BI dele está a ser votado como o mais original da Europa, depois do de Berlusconi, que apresenta uma foto deste senhor italiano a ter relações com uma espécie em vias de extinção numa limousine, numa convenção de amigos dos animais, esses rotos de direita, esses animais.

segunda-feira, julho 19, 2004

Time

O senhor que assina pelo nome de Time tem andado ocupado. Os seus novos autocolantes com carros são muito catitas, têm um espírito de cultura urbana muito assente no look americano do carro grande, muito agradável nas ruas de Lisboa.
Um verdadeiro português usaria um nome português, tipo: Tempo ou Fado ou Relógio de Sol. Com o desenho de uma lambreta lusa ou uma parelha de bois e escrevia o seu nome, apelido de família e claro desenhava um galhardete do seu clube de eleição.

Linha de merchandising da Al-Qaeda

Um destes dias reparei no relógio de pulso que um senhor de origem indiana usava no metro. No centro, bem no centro do mostrador do relógio podia ver-se a cara do senhor Bin Laden sorrindo, com os ponteiros a passearem-se por cima dele. Isto será normal? Bin Laden estará mesmo a querer ganhar dinheiro com vendas de merchandising?
Nem vou pensar que próximos artigos estarão para sair para o mercado. De tapetes de rato com homens bomba em lingerie até batatas fritas com o sabor tradicional da cozinha dos bunkers da guerrilha Al-Qaedaica (na qual o segredo está no cheirinho a queimadura).

domingo, julho 18, 2004

Tag em Post-it

Uma coisa que me ultrapassa completamente é a longevidade de certos autocolantes com assinaturas dos miúdos, os tais tags. Alguns, será por serem demasiado feios para serem coleccionados, ou por não estarem em sítio que estorve ou ainda por não se qualificarem como tal.
É exactamente por ser estranho e não se qualificar como um verdadeiro tag que eu posso explicar a longevidade de um certo autocolante pelo qual passo todos os dias de trabalho. Será possível alguém querer ser conhecido e respeitado pelos seus autocolantes autografados colando assinaturas feitas em minúsculos post-its, que nem nos frigoríficos se conseguem aguentar muito mais que um par de dias sem perderem a sua cuspulenta cola? É incrível como aquela porcariazinha amarela consegue aguentar tanto tempo! Para além de feio, ridículo e com falta de originalidade e estilo próprio, este ranhoso grafiteiro nem um autocolante decente conseguiu arranjar para espalhar por Lisboa... A crise chega a todos, isto está a ficar ridículo...

sábado, julho 17, 2004

O fumador de cigarros ao contrário

História verdadeira.
Há um ou dois anos, aconteceu uma coisa um nadinha estranha. Eu estava na esplanada de um café com uns amigos e surgiu na noite um senhor visivelmente embriagado. Meteu conversa com o pessoal da minha mesa e pediu um cigarro. Alguém lhe deu um cigarro. O que não foi a melhor ideia do mundo. Isto porque o nosso amigo dos copinhos de leite cheios de cerveja acendeu o cigarro ao contrário. Fumou o filtro todinho. Ninguém o conseguiu convencer que ele tinha acendido o cigarro ao contrário. No final de fumar o filtro, atirou o cigarro ao chão, quando estava finalmente a chegar ao tabaco. Disse que lhe estava a arranhar na garganta. Pois não havia de arranhar. Ai ca nojo!
Portanto, quando um gajo fica neste estado, deve ser tratado como uma criança. Não se lhe devem ser dadas prá mão coisas com peças pequenas ou … cigarros. Cigarros nunca, nunca sem supervisão de um adulto.

sexta-feira, julho 16, 2004

Mauzão com bom coração

Desde há algum tempo atrás havia uma personagem muito estranha, de ar suspeito, todos os dias parada no Chiado com cara de mau. Cara de mau é favor. Olhava pra toda a gente com ar de que quem olhar leva biqueirada no meio dos olhos.
Mais tarde, passei a reparar também que, por vezes, esta personagem de roupas excêntricas, óculos de sol, brinco na orelha e boné para trás estava também muitas vezes na Fnac do Chiado a ver desenhos animados, sozinho, sentado numa cadeira de criança, na zona infantil.
Ser visto a ver o Rei Leão, apesar do ar de mauzão, tende-se a perder a aura de mafioso com ar de poucos amigos. Seja o Rei Leão ou a Bela Adormecida, qualquer menzinho com ar suspeito passa automaticamente para a secção de menzinhos com ar totó!
Não me perguntem, que eu não sei qual é a pancada deste mafioso com um fetiche estranho por filmes de animação.

quinta-feira, julho 15, 2004

Nilo taggers

Uns dos graffitis mais catitas que já vi, estranhamente, foi no rio Nilo. Não me perguntem como, mas numa daquelas barragens que permitem aos barcos subir e descer os rios existem muitas paredes à mercê dos grafiteiros. O mais engraçado é que os graffitis destas paredes permanecem submersos metade do tempo, aparecendo apenas enquanto os barcos fazem a descida e depois a subida. Existem então pequenas assinaturas e frases de muitas épocas, em escrita árabe claro está, em paredes de cimento com alguns 15 metros de altura, todas completamente preenchidas.
É muito curioso ver os arabescos muito bem desenhadinhos. Parecem desenhos abstractos. Muito bom, muito bom.
Egytp 10 points, Egipto 10 pontos.

terça-feira, julho 13, 2004

Para os mais distraídos

Mais uma vez surge o momento de fazer uma sugestão para o divertimento dos mais pequenos. Sempre que virem um carro com um cinto de segurança preso na porta do carro e que penda apetecivelmente para a rua, corram a buscar excrementos de cão. Para isto, vão precisar de uma faca para barrar os excrementos, de preferência frescos, no cinto de segurança. Vão ver que se vão divertir à grande e que o dono do carro vai adorar.
Para esta diversão de sábado à tarde peçam a ajuda aos vossos pais e não se esqueçam, se aparecer o dono do carro, digam que é Tulicreme ou… fujam.

segunda-feira, julho 12, 2004

Cinema no Metro

A melhor maneira de tomar conhecimento e contacto com o princípio do cinema e do cinema de animação é utilizar qualquer uma das linhas de Metropolitano que passem pela superfície, pois os ferros verticais das estruturas da cobertura, produzem exactamente o mesmo processo. Fazem com que vejamos fotogramas da paisagem. O movimento rápido é o ideal para se estudar o processo físico do cinema. Ao fim de um certo tempo cansa a vista, mas vale a pena dar conta de uma coisa tão simples que explica uma outra coisa tão complexa.
Quando será que passámos deste processo visual para as grandes palhaçadas multimilionárias de Hollywood?

Cabaret perdeu estrela em 74

Chegou, neste lindo dia, ao meu conhecimento que no dia 25 de Abril de 74 se iria estrear um novo artista, que acabou por ver o seu espectáculo de transformismo cancelado por causa da revolução.
Num conhecido cabaret do Bairro Alto, o rumo da carreira deste senhor doidão deu uma reviravolta total. De seu nome artístico Tonicha Guterres, mal sabia que o infortúnio e perda para o mundo do transformismo era uma mais-valia para o universo político português.

sábado, julho 10, 2004

Engate 3

Na minha cidade existe uma pequena superfície comercial que me deixa muito espantado. Da porta de entrada podem ser vistas três funcionárias. O estranho é que na porta vidrada pode-se ler a letras garrafais: ENGATE 3...
Eu não sei o que isto quer dizer, mas garanto que isto me fascina... o que se passa é que me parece que isto não tem nada a ver com o que eu estou a pensar. Na realidade, parece uma espécie de comércio de imóveis ou coisa que o valha, mas de qualquer forma eu não gostaria de trabalhar num sítio onde se lesse isso na porta!
Não é nada de especial, é só meio estranho.

Arquivo cesto

Pela cidade de Lisboa podem-se ver agora uns autocolantes muito totil catitas e lindos lindos.
Uns dizem: -vota direita, outro dizem: -vota esquerda e outros claro está dizem: -vota centro. Por baixo é sugerido o voto útil e a figura do desenho é a figura internacional de pôr o lixo no lixo. Com um papelinho…de voto, a ser deixado no arquivo cesto.
E você? Vota útil?

sexta-feira, julho 09, 2004

Já vi velhos de bengala a correr

Eu pergunto: Será que é considerado anti-natura não correr desalmadamente para apanhar um Metro que volta a passar daí a 2 minutos? Será que um homem é menos macho se esperar um nadinha? E uma mulher, é vista como uma tenista de ombros largos se perder o Metro? Vale realmente a pena bater o recorde dos 100 metros-corrida-com-sacos-do-Continente-e-um-carrinho-de-bebé para não perder o Metro!?

quinta-feira, julho 08, 2004

Durão abre conta na Suíça, o país, não a pastelaria

Durão diz que se lhe oferecessem ainda mais dinheiro do que para a presidência da Comissão Europeia, ele deixava que lhe tirassem as fotos mais atrevidas e disponibilizou desde já a sua mãe para venda com preço acessível, tendo em conta a sua quilometragem e estado da pintura, mas ainda não houve nenhum interessado.

quarta-feira, julho 07, 2004

Grande manifestação em Belém

Na recente manifestação em Belém, contavam-se as presenças dos opositores de Santana, dos apoiantes de Santana, mas o grupo mais numeroso, para espanto da polícia presente, era sem dúvida o grupo de ex-mulheres de Santana. Este último mar de gente para além de ter feito a maior peixeirada em Belém desde que alguém deu com a língua nos dentes contra os Távoras, não deixou clara a sua posição na manifestação. Não se sabe se estavam contra ou a favor do ex-marido, mas uma delas disse à Tvi que só arredava pé quando começasse a novela. A das 7h.

terça-feira, julho 06, 2004

Despesas de Durão podem levar União Europeia a uma crise financeira sem precedentes

Durão Barroso já entrou em despesas prá comissão europeia que vai presidentiar. Aparentemente a comunidade europeia vai construir um hangar hiper gigante para poder resguardar o ego de Durão. O seu ego está tão inchado que dificilmente se livra de apanhar chuva em Bruxelas este ano.

domingo, julho 04, 2004

Ucrânio

Tal como os Estados usam bombas com urânio empobrecido, eu diria que agora que os estádios para o Euro 2004 estão terminados, Portugal está numa boa situação para usar como bom material militar os nossos Ucranianos empobrecidos.

Aprender é bom

Por outro lado pude aprender uma música em checo, o que foi muito instrutivo.
Ora segundo a minha hábil tradução, podemos todos ficar a saber que aonde se canta em checo: “COLINAAA HOMOSEXUAL”, traduz-se em português por : “É da opinião geral da claque checa que o senhor árbitro internacional Colina, pralém de careca é roto.”

sexta-feira, julho 02, 2004

A linda língua Checa

A minha investigação desta língua tão rica em cantares, bigodes e bebedeiras chegou também à conclusão que o termo Homesexual em Checo provém da expressão latina: Rotifacius Augustus.
O que um gajo aprende com o Euro e com um curso de Latim tirado nas casas de banho dos estádios!

O calor do nEuro 2004 sente-se mais no Metro

Andar de Metro em hora de ponta em dia de jogo do Euro, na direcção de um estádio é como andar no comboio do Cócó para a província na República Checa. O calor da respiração, o calor dos corpos, o calor dos cantares checos, o ventinho dos espirros dos outros na nuca alheia é sempre bom para melhorar o nosso dia.

quinta-feira, julho 01, 2004

Euro

Acho que o mais catita nisto tudo do Euro 2004 é reparar que nos estádios de futebol, muitos portugueses ao mostrarem os cachecóis para as câmaras de televisão, optam por seguir o exemplo das ambulâncias e mostrar Portugal bordado ao contrário, de maneira a ser possível ser lido através de um espelho.
Isto deve ser com certeza para confundir ainda mais os estrangeiros.

quarta-feira, junho 30, 2004

Comentário presidencial

O presidente Jorge Sampaio disse hoje mesmo, em conferência de imprensa sobre a fuga estratégica de Durão, que a festa é na residência Sampaio. E que o último a cair podre de bêbado é que escreve um postal de ADEUS Ó VAI-TE EMBORA ao pequenito Durão.

terça-feira, junho 29, 2004

Dido em Lisboa

A cantora Dido vem a Portugal.
Toda a gente sabe que a cantora Dido está agora a cantar a solo. Já ninguém sequer se deve lembrar de quando a cantora Dido fazia parte de um duo. Aparentemente ela (a cantora Dido) deixou o parceiro de cantoria porque ele tinha nome de cão. O seu antigo parceiro era, claro, a famosa mascote da 7up. O Fido.
Já pouca gente se lembra mas o duo ainda teve alguns álbuns de sucesso com o nome Fido Dido! Enfim… a vida é assim.

segunda-feira, junho 28, 2004

Dica para os mais pequenos

Não tens nada que fazer nas férias com os teus amiguitos? Em vez de organizares um gang para assaltares os transeuntes, porque não te divertes com este saudável passatempo?
A ideia é criar a ilusão de que alguém deixou cair um pêlo púbico na sopa da cantina da esquadra da polícia judiciária da tua zona de residência.
Primeiro recolhe num balneário feminino muitos cabelos compridos dos ralos dos chuveiros. De preferência quando já ninguém estiver a tomar banho, mas é opcional. Solta os cabelos um a um e em seguida com a ajuda dos teus pais e de uma tesoura, usa a técnica dos laços dos presentes de Natal - raspa o futuro pêlo púbico ao longo da tesoura. Desta maneira, tal como acontece com os lacinhos dos presentes, os cabelos vão encaracolar.
Imagina como se vão divertir os senhores agentes. Assim que puxarem um minúsculo pelinho de dentro da sopa apercebem-se que é gigantesco e que é púbico.
Deus do céu! É sempre um fartote de rir! Eles adoram.

domingo, junho 27, 2004

O Barbeiro Surdo

O meu barbeiro é o mais estranho barbeiro do mundo.
Posso dizê-lo com toda a certeza porque o homem é um indiano que emigrou para Itália e que por problemas familiares fugiu para Portugal.
Se a história ficasse por aqui, ficaria eu já muito contente, mas o que é engraçado é tentar compreender o incrível sotaque, meio indiano, meio italiano, meio português, que apesar de cá viver há já muitos anos ainda é muito ferrugento...
Ora por cima de tudo isto este viajado personagem é ainda extremamente surdo o que torna uma simples ida ao barbeiro uma tarefa digna de um intrincado sketch da trupe dos Monthy Python.
Telefonar para marcar uma hora neste barbeiro é praticamente impossível e tentar explicar um penteado mais incomum é uma acção para um intérprete de muitas línguas e com conhecimentos em linguagem gestual avançada!
Apesar disso ele é o melhor barbeiro que eu conheço e para além disso também corta o cabelo como um profissional... não há que ter medo do cheiro a pasta com caril...
Mas, já sabe, dizer bom dia nos tempos que correm tem que ser dito a gritar e a espernear.

sábado, junho 26, 2004

A gente em casa fala

No autocarro não pude deixar de ouvir uma daquelas mães, muito fartas dos filhos. Sem um pingo de paciência. Que a qualquer palavra do filho retorquia com o já costumeiro: “Está calado e senta-te direito”. Ou com a variante também muito popular do: ”Cala-te que tu levas uma chapada”
O que muito me espantou foi quando o filho (com os seus 6/7 anos) disse muito simplesmente que estava com calor. A mãe completamente fora do contexto respondeu: “Estás com calor MATA-TE!”.
O que na minha perspectiva não é a postura normal, aconselhável, sã ou sequer adequada para se ter para com uma criança.
Dá Deus dentes a quem não tem nozes. Se é que me faço entender.

quinta-feira, junho 24, 2004

Tão diferentes e tão iguais

Durante toda a vida académica de um estudante médio, que desfruta plenamente das praxes e das rambóias habituais existe um padrão típico para as preocupações. Os estudantes de ambos os sexos têm preocupações semelhantes e contínuas durante a sua vida académica! As estudantes raparigas, preocupam-se constantemente com as calorias. Os estudantes rapazes, preocupam-se constantemente com as caloiras!
Ok, piada totózinha… enfim, há dias assim.
Não, eu não me incluo no rebanho abrunho!

Abramovich soltou gases em Portugal! Graças a Deus

Algo me irrita profundamente nas notícias diárias sobre um camone cossaco de seu nome Abramovich.
Todos os dias é preciso, é importante, é notícia bem grata, é imprescindível que seja transmitido juntamente com as notícias o paradeiro deste Abramovich. Mas que raio de idolatria de país de terceiro mundo, mas que raio de santificado seja o vosso barco, só falta abrir um telejornal especial para dizer: -Meu Deus, Portugal teve o privilégio de receber o primeiro resíduo sólido do rabiosque dourado de Mister Abramovich. O sucedido foi gravado e será transmitido numa emissão especial para o público português! Amén.

terça-feira, junho 22, 2004

Sósia perfeito

Ron Jeremy é uma estrela porno muito famosa. É um gordo, de bigode, muito, muito feio. A sua fama é tanta que já participou numa imensidão de filmes de Hollywood e tudo.
Por cá, mais exactamente na entrada da estação de Metro da Baixa Chiado, existe um sósia do Ron Jeremy. Todos os dias o Ron Jeremy português vende a revista Cais. Está sempre a fumar, tem os olhos cansados e tenho cá um palpite que não tem um tamanho que se compare com o do verdadeiro Ron Jeremy. Tamanho de vendas de revistas, claro está.
Se alguém quiser espreitar para confirmar a semelhança aproveitem e façam antes outra coisa qualquer. Porque garanto que não é espectáculo que se recomende. O Ron Jeremy sempre foi feio como um saco de batatas usado para forrar as latrinas da tropa.
Para quem não conhece a referida, a abençoada pelos deuses estrela porno, deve bastar mesmo uma simples pesquisa no Google para saciar a curiosidade.

Resposta de pescada

Não há posta de pescada que não mereça resposta.
No Metro do Marquês de Pombal estava escrita a frase racista e muito grunha, de alguma maneira, infelizmente, já habitual: Negro volta para o teu mato!
O que gostei de ver foi que alguém escreveu por baixo uma resposta. Uma frase de tão baixo nível merece uma resposta mesmo à altura. A resposta dizia: Trouxeram-nos do mato, agora aguentem-se à merda!
Ora, claro que nesta discussão de parolos e retardados, não existe sequer espaço para uma discussão interessante que leve a algum lado ou que pretenda resolver alguma coisa. O que estou a destacar aqui, é mesmo o interesse de uma resposta. Sinto que assim que um graffiti recebe uma resposta, passa para um nível acima. Deixa de ser uma mensagem unilateral, passa a ser uma discussão. E isso sim é catita de observar.

domingo, junho 20, 2004

Ai jasus

Um destes dias pude observar uma situação verdadeiramente…totó!
Uma senhora no autocarro, como faz muita gente, falava sorridente ao telemóvel, . Ainda não se tinha sentado há mais de 30 segundos, quando de repente a caminete fez uma curva bastante brusca. Como os bancos deste autocarro não têm braços, a senhora foi parar ao meio do chão num abrir e fechar de olhos. Nada que eu nunca tenha visto antes, claro!
A verdade é que o condutor do autocarro não é meigo, nem gentil a conduzir aquela charronca demoníaca. Mas não é de certeza normal uma pessoa mandar um trapézio tamanho em hora de ponta (ainda não seriam 9h00!) e continuar sorridente a falar ao telemóvel. De pés voltados para os céus, como duas enormes torres gémeas e de dedos bem firmados no seu Nokia ou lá o que era! Força minha senhora! Que nada a demova! Que nada a separe!

Onde

Gostava de falar num moço que se entretém a fazer graffitis como tantos outros mas que apresenta a diferença de se esforçar por conseguir fazer as suas pinturas em locais de muito difícil acesso. Ora numa muralha antiga no cimo de um penhasco, ora num viaduto do Metro a 50 metros do chão ou no parapeito de um prédio a aproximadamente 7 ou 8 andares de altura, sem acesso para a rua. Este destemido rapaz realmente é fora do comum e apesar dos seus graffitis serem extremamente raros são muito agradáveis de descobrir... é quase como um prémio encontrar mais um gigante ONDE por aí em Lisboa, ou arredores.
Não sou particularmente fã do pessoal dos graffitis mas acho que esta peça merece ser seguida! Os meus parabéns ao moço pela boa localização das suas obras e pela boa escolha do nome com que assina.

sábado, junho 19, 2004

Estrelinhas do punk totó

Venho por este meio relatar o evento musical mais catita para mim, desde de que o Bob que é Dylan, entrou no meu universo musical.
Para mim, as estrelinhas lançadas pela Mtv como as sensação-rock que se seguiram ao estrondo Strokes, eram ambas muito sem graça. Os Vines, prometiam muito e faziam muito pouco que valesse a pena. Apenas uma música engraçada não faz uma grande banda.
Por outro lado os Hives eram uns gajos muito armados em palhaços. Eu acho que desde 1962 que ninguém se veste todo de… para dar concertos ao vivo. (Só os Slipknot e só com o jeitinho das máscaras). No entanto, todas as músicas que ouvia destes rapazes com um miudinho maravilha, são fabulosas. Foi como conhecer os Offspring há uns anos atrás. Todas as músicas sempre com uma grande pica, sempre a empurrar a carroça e sempre a bater nas bordas da conga!
Para quem não conhece os Hives e gosta de ouvir gajos que não soam lá muito bem mas que lhe dão com uma vontade do caraças: Aproveitem, porque aposto que pró próximo álbum já eles soam a cocó pisado e repisado a pingar ao sol.

sexta-feira, junho 18, 2004

Beem’em all up Scotty! See if I care!

Nas ruas de Lisboa existe uma nova ameaça à paz. As ruas são desta vez invadidas por autocolantes muito bem recortadinhos, distribuídos e colocados pelos tresloucados Trekkies: Uma imagem ligeiramente totó do Mister Spock a fazer o cumprimento da tripulação da nave Enterprise. Com os dedos do meio afastados e a cara de chinês bem séria.
Será que alguém me consegue explicar porque é que isto acontece? O que é que leva um tresloucado fã da cena Star Trek, a forrar a cidade com a figura do robot com o ar mais tonto e geek da história do cinema?!
De qualquer maneira, aqui fica o meu RESPECT para a confederação portuguesa de Star Trek...

quinta-feira, junho 17, 2004

Manuais

No tempo do meu secundário eu tinha, como toda a gente, disciplinas que não interessam a ninguém. Isto fazia com que os livros, os cadernos e as secretárias fossem constantemente alvo de abusos escritos, rabiscos obscenos ou palavras de mau gosto.
Uma das mais fáceis subversões a um livro escolar que já fiz foi demasiado simples e oferecida para sequer ser considerada de bom nível. Na capa podia ler-se o nome do autor do livro, o senhor Manuel de Cernadas. Nome este que, logo desde as primeiras abordagens ao livro, foi prontamente alterado para Manual de Cornadas.
Qualquer livro que tenha este senhor como autor é decerto um livro fadado à valente reinação e paródia infantilóide, mas de gozo garantido.
Transmorfei então um livro do ensino secundário para um livro de ensino tauromáquico. O que a julgar pela maioria das alcunhas dos professores não estava assim tão desfasado da realidade.

quarta-feira, junho 16, 2004

O cavaleiro da... coisa

No dia da música mais pesada do Rock in Rio Tejo eu vi uma figura muito catita no Metro, a dirigir-se para lá! Um fã de metal com os seus 16 ou 17 anos envergava uma armadura ao estilo medieval, feita em cartão, presa com cordel rameloso e pintada com cores fortes. Atrás tinha uma cruz dos Templários pintada e dizia por cima: Gang da Punheta. O que em hora de ponta no Metro não é das coisas mais naturais de se ver. Ele e os amigos estavam visivelmente divertidos com a vestimenta e decerto que os concertos foram mais animados por isso mesmo.
Esta e outras personagens são daquelas coisas que nos fazem pensar que a liberdade de expressão pessoal é uma coisa muito bonita! Força Gang da... bem... disso.

segunda-feira, junho 14, 2004

Eu vou (atrasado)

Só compro uma t-shirt do festival Rock in Rio pelo preço a que eles as vendem se a t-shirt disser:
-Eu Vou ao Rock in Rio... se me pagarem o bilhete!
A melhor expressão que já ouvi para descrever os preços dos produtos no festival é: -São un chuilos é o que é!

Return of the living deaf

No festival Rock in Rio, cá em Lisboa, a organização tentou explorar o chamado sintoma pós-morto: o glorioso e apoteótico retorno dos mortos-vivos. Que muito faz pela carreira dos músicos.
Este Rock in Rio foi o palco do tradicional “Come Back”. O tal que contraria todas as expectativas e que estas excepções confirmam a regra que diz que normalmente os “come backs” são um cocó. Tanto no caso da geração dos meus pais, com os restos dos Beatles a quererem voltar a ser digeridos, como no caso da minha própria geração, com o caso dos despojos de guerra Nirvana, ou seja, o Foo Fighter Dave Grohl.
Temo sinceramente que os próximos mártires da juventude sejam talvez os tristes Linkin Park, mais conhecidos por Linkin Parvo ou Linkin Porco e mesmo quem sabe os Evanescense. Mas claro que vamos estar todos a rezar para que isso não aconteça…certo?

sábado, junho 12, 2004

O virtuoso escravizado

Existe, numa determinada saída do Metro lisboeta, um virtuoso tocador de acordeão. É tão agradável passar por ele, no meio de toda a gente muito apressada para chegar ao emprego ou para ir almoçar, como formigas, sem se aperceberem que estão a passar por cima de um quadro do Rembrandt ou sem ver que vão ser esmagados por um pé gigante. O som de uma valsa na multidão é completamente surreal. As pessoas parece que se olham umas às outras prestes a desatar a dançar.
Fado em Lisboa, bem tocado, com ritmo, sem lamechices de pedinte, sem o ar de pobre diabo. Às vezes acho que só os turistas é que apreciam o trabalho deste destemido virtuoso.
O estranho nesta personagem é que perto dele está sempre uma senhora de olhar sério e um enorme saco de plástico na mão. Parada a uns metros do tocador de acordeão. Esta segunda figura parece muitas vezes comandar o rapaz e de vez em quando vai-lhe esvaziar a caixa das moedas. Esta figura maternal tem um ar maléfico de viúva do diabo, que paira sobre um inocente músico… Sinto quase que estou na presença de uma situação de escravatura musical familiar.
Enfim, mais uma personagem das ruas.

Lata, muita lata

Num destes dias um dos senhores invisuais que pedem no Metro fez uma escandaleira.
Parece que um miúdo lhe deu 3 cêntimos. O senhor invisual atirou as moedas para o chão e insultou repetidamente o rapaz e a sua mãe.
Alguém por favor me explique como é que uma pessoa que pede para sobreviver tem este tipo de atitude para com uma dádiva, mesmo que diminuta. Não me parece que qualquer tipo de dádiva monetária pretenda ser um insulto. Aparentemente, o moço ficou muito atrapalhado com a situação e deu mais dinheiro ao senhor invisual.
Ora aqui vai um insulto que não chega à altura do nariz arrebitado deste pedinte:
- O senhor não merece caridade... o senhor merece um puxão de orelhas e pimenta na língua. Cuspir no prato em que come e morder a mão que o alimenta é mais feio que a senhora sua mãe, meu caro pedinte. Se todas as pessoas por quem passa com a sua cantilena desagradável lhe dessem 3 cêntimos, ao fim de uns dias estava com uma pipa de dinero, mas com essa atitude eu acho que o senhor não consegue perceber isso.

quinta-feira, junho 10, 2004

Vende-se

Hoje passei por uma enorme fila de carros parados com letreiros. Estavam todos à venda. Uns diziam “Trata”, outros diziam “Bom estado”, mas a maioria dizia “Vende-se”. No meio da fila de carros que diziam “Vende-se”, havia um que dizia “Vendem-se Rottweillers”!
Fez lembrar os jogos de descobrir as diferenças da Rua Sésamo. Há sempre um perfeitamente óbvio. Com o qual todas as crianças lá no fundo pensam: “Bolas, estes adultos pensam que somos otários, então não se está mesmo a ver que o Poupas não é da família das leguminosas? Parece que são parvos!”

quarta-feira, junho 09, 2004

Os vídeos do Senhor Vítaro

A faculdade de Belas-Artes de Lisboa foi muito recentemente palco de uma estranha mostra de cinema.
Aparentemente foi encontrada numa das casas de banho uma caixa repleta de filmes de natureza pornográfica. Então, alguém se lembrou de fazer uma divulgação do conteúdo das cassetes, que pelo que consta, era hardcore do bom e do melhor. A mostra intitulou-se: “Os vídeos do Sr. Vítor”.
Acho que a sorte do senhor Vítor foi mesmo o conteúdo das cassetes não serem vídeos caseiros marotos! Tenha cuidado senhor leitor.

Saudades do processo “Casa Pila”

Os acusados do processo “Casa Pia” estão muito contentes por voltarem a casa. Um deles disse mesmo à comunicação social que gostava muito mais de estar em casa porque tinha muito mais canais na televisão com que se divertir.
Os colegas de cela dos acusados do processo “Casa Pia” que saíram agora da prisão disseram que por cada acusado que saiu ficaram com menos um canal com que se divertir.
Não sei bem o que é isto quer dizer… mas as saudades são assim, um homem não as explica, só as sente.