Hoje no CCB, um casal muito castiço de velhotes disse-me: -Hoje o meu marido faz anos. Por isso hoje viemos ao Museu Berardo.
No meu aniversário, no próximo ano quero ir ao Museu do Pão. Porque eu mereço!
sábado, novembro 24, 2007
sexta-feira, novembro 23, 2007
Chocolate Omo máquina
Já alguém viu um anúncio de um chocolate com nome de fralda? Ele existe e anda por aí!
Se existe um chocolate chamado Lindor, eu exijo um refrigerante que se chame Tampax!
Se existe um chocolate chamado Lindor, eu exijo um refrigerante que se chame Tampax!
quinta-feira, novembro 22, 2007
quarta-feira, novembro 21, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
A cara do Pipi
"O meu Pipi" é um blog de que se desconhece o autor.
E toda a gente gostava de saber quem está por trás dos seus textos. Toda a gente quer pôr uma cara "no meu Pipi".
Toda a gente quer pôr a cara no meu pipi.
Esta é a frase que eu estive à espera para proferir desde há muito. Soa tão bem pensar que toda a gente está desejando pôr a cara no meu pipi, soa delicioso!
E toda a gente gostava de saber quem está por trás dos seus textos. Toda a gente quer pôr uma cara "no meu Pipi".
Toda a gente quer pôr a cara no meu pipi.
Esta é a frase que eu estive à espera para proferir desde há muito. Soa tão bem pensar que toda a gente está desejando pôr a cara no meu pipi, soa delicioso!
segunda-feira, novembro 19, 2007
Notícia do jornal
Suicídios matam mais militares americanos do que a própria guerra.
E no entanto tenho a certeza que as famílias dos suicídas recebem sempre a notícia de que o GIjoe morreu em batalha, a marchar contra o inimigo mas que o apanharam à traição.
Logo a seguir perguntam: tem mais filhos da mesma idade que estejam desempregados?
E no entanto tenho a certeza que as famílias dos suicídas recebem sempre a notícia de que o GIjoe morreu em batalha, a marchar contra o inimigo mas que o apanharam à traição.
Logo a seguir perguntam: tem mais filhos da mesma idade que estejam desempregados?
domingo, novembro 18, 2007
Espaço Avenida lindo lindo
Estive um destes dias no Espaço Avenida na exposição "até à última sílaba de tempo gravado".
Espaço incrível, fabuloso, fantástico. Com tanta potencialidade que parece impossível.
Vou apenas mencionar um trabalho que destaco. A Patrícia Sousa tem lá um trabalho numa sala escura, onde se pode ler através do uso de tinta que brilha no escuro, a frase, "não estava ninguém em casa", "saiu pela janela".
Quando o observador entra na sala a luz acende-se e a mensagem acende-se.
A reflexão acerca da ausência é-me cara e faz-me sentir bem com a sua qualidade.
A mensagem não existe com a presença do espectador, isso é muito curioso. Trabalho interessante e que vale a pena. Muito me agrada seguir o seu percurso.
Força Pat!
Espaço incrível, fabuloso, fantástico. Com tanta potencialidade que parece impossível.
Vou apenas mencionar um trabalho que destaco. A Patrícia Sousa tem lá um trabalho numa sala escura, onde se pode ler através do uso de tinta que brilha no escuro, a frase, "não estava ninguém em casa", "saiu pela janela".
Quando o observador entra na sala a luz acende-se e a mensagem acende-se.
A reflexão acerca da ausência é-me cara e faz-me sentir bem com a sua qualidade.
A mensagem não existe com a presença do espectador, isso é muito curioso. Trabalho interessante e que vale a pena. Muito me agrada seguir o seu percurso.
Força Pat!
quinta-feira, novembro 15, 2007
Comprei os Python
Primeiro não aguentei, comprei a colecção das séries completas dos Python. E um destes dias fui por amável oferta ver a adaptação portuguesa.
A adaptação teve momentos surpreendentes, de uma frescura e interpretação fantástica.
Miguel Guilherme esteve cinco por cinco no sketch do homem dos Kellogs "Born" Flakes.
E o Caxuxo - Zé Pedro Gomes foi um sweet sweet mad raving Parrot sketch guy.
Contradizendo a máxima do Markl, o espectáculo correu bem porque os actores são bons, porque os argumentistas são bons e porque...o Nuno Markl fez uma bela tradução e adaptação para português.
A adaptação teve momentos surpreendentes, de uma frescura e interpretação fantástica.
Miguel Guilherme esteve cinco por cinco no sketch do homem dos Kellogs "Born" Flakes.
E o Caxuxo - Zé Pedro Gomes foi um sweet sweet mad raving Parrot sketch guy.
Contradizendo a máxima do Markl, o espectáculo correu bem porque os actores são bons, porque os argumentistas são bons e porque...o Nuno Markl fez uma bela tradução e adaptação para português.
terça-feira, novembro 13, 2007
500 textos
Este é o post número 501. Por curiosidade apenas o refiro.
Já vão uns aninhos a escrevinhar e a rabiscar ideias para textos. Daqui a nada tenho de ter um ar pomposo. Levantar o nariz e achar que sou aquela coisa e a outra.
Com quantas palavras se determina um escritor?
Já vão uns aninhos a escrevinhar e a rabiscar ideias para textos. Daqui a nada tenho de ter um ar pomposo. Levantar o nariz e achar que sou aquela coisa e a outra.
Com quantas palavras se determina um escritor?
segunda-feira, novembro 12, 2007
Sou um junkie
Tenho de confessar que sou agarrado.
Não posso passar sem ver um episódio do Family Guy.
Já me safei das garras dos Simpsons, depois veio a ressaca tramada do South Park... acho que me esquivei do American Dad e não me deixei viciar.
Se alguém conhecer um grupo de apoio para fanáticos de Calvin and Hobbes que me diga, porque essa addiction veio para ficar.
Não posso passar sem ver um episódio do Family Guy.
Já me safei das garras dos Simpsons, depois veio a ressaca tramada do South Park... acho que me esquivei do American Dad e não me deixei viciar.
Se alguém conhecer um grupo de apoio para fanáticos de Calvin and Hobbes que me diga, porque essa addiction veio para ficar.
domingo, novembro 11, 2007
Gabriel Garcia - mas não Marques
Na exposição da Fábrica Braço de Prata tive uma surpresa inesperada. Trêêês trabalhos de um artista plástico português. Com garra, com inteligência plástica. Sem se manter preso ao material.
Não pede desculpa por pintar. Pinta e pronto. Adorei os tomates que o seu trabalho mostra.
Pinta como um designer, no bom sentido.
São trabalhos muito detalhados e cheios de informação.
Destaco em especial um trabalho de forma redonda. Em tons de castanho e creme, simplesmente encantador mas sem ser bonito. É daqueles poucos objectos que surgem e que se elevam da lama dos seus pares.
Vem aí o Natal, se quiserem dar-me um bom presente, falem com o Gabriel e ofereçam-me este trabalho.
Adoro isso.
Vou manter este Sr Gabriel Garcia debaixo de olho porque vale a pena.
Não pede desculpa por pintar. Pinta e pronto. Adorei os tomates que o seu trabalho mostra.
Pinta como um designer, no bom sentido.
São trabalhos muito detalhados e cheios de informação.
Destaco em especial um trabalho de forma redonda. Em tons de castanho e creme, simplesmente encantador mas sem ser bonito. É daqueles poucos objectos que surgem e que se elevam da lama dos seus pares.
Vem aí o Natal, se quiserem dar-me um bom presente, falem com o Gabriel e ofereçam-me este trabalho.
Adoro isso.
Vou manter este Sr Gabriel Garcia debaixo de olho porque vale a pena.
sábado, novembro 10, 2007
Fábrica Braço de Prata
Há uns dias vi uma exposição colectiva nm espaço muito nice. Era uma espécie de fábrica convertida em underground cool centro cultural.
Tem lojinhas surreais. Um bar. Um restaurante. Uma Ler Devagar, há diferenças entre uma livraria e uma Ler Devagar.
E uma exposição colectiva.
Pude ver um trabalho de um colega, de seu nome Telmo Alcobia, que me satisfaz muito por continuar a trabalhar. Com uma parede com várias e diferentes camadas de informação. Stencils, graffiti, posters. Muito interessante. Agrada-me o esforço de levar a ideia de arte de rua a um nível mais fundo. Uma das coisas que me agrada é a implícita decadência do seu trabalho. É rude e é cru mas mantendo-se inteligente.
Tem lojinhas surreais. Um bar. Um restaurante. Uma Ler Devagar, há diferenças entre uma livraria e uma Ler Devagar.
E uma exposição colectiva.
Pude ver um trabalho de um colega, de seu nome Telmo Alcobia, que me satisfaz muito por continuar a trabalhar. Com uma parede com várias e diferentes camadas de informação. Stencils, graffiti, posters. Muito interessante. Agrada-me o esforço de levar a ideia de arte de rua a um nível mais fundo. Uma das coisas que me agrada é a implícita decadência do seu trabalho. É rude e é cru mas mantendo-se inteligente.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Honky Tonk (Yoko Ono) Woman
Acho que o mundo da música teve muita sorte.
Porque desde que a Yoko Ono está solteira não se voltou a concentrar em desconcertar mais nenhuma banda.
Imaginem o terrível efeito desestabilizador de uma Yoko no Trio Odemira ou nos Queen.
Obrigado Yoko por te teres mantido solteira. Melhor decisão dos últimos vinte anos.
Porque desde que a Yoko Ono está solteira não se voltou a concentrar em desconcertar mais nenhuma banda.
Imaginem o terrível efeito desestabilizador de uma Yoko no Trio Odemira ou nos Queen.
Obrigado Yoko por te teres mantido solteira. Melhor decisão dos últimos vinte anos.
quinta-feira, novembro 08, 2007
As portas da percepção e da lógica
Passei pelo Paulo Portas.
Parecia o Portas, cheirava ao Portas...
Bolas, ainda bem que não o pisei.
Parecia o Portas, cheirava ao Portas...
Bolas, ainda bem que não o pisei.
quarta-feira, novembro 07, 2007
Mais altos valores se tornam a sentar
Estou inclinado a comprar a Poética do Aristóteles.
Ou então um bilhete para ir ver o Futeboile!
Ou então um bilhete para ir ver o Futeboile!
terça-feira, novembro 06, 2007
segunda-feira, novembro 05, 2007
O último Batanete
Um dos actores do programa os Batanetes suicidou-se.
Perdoem-me, mas um actor profissional ter de participar nos Batanetes é terrível.
Se eu fosse dos Batanetes, eu também saltava dum sexto andar.
domingo, novembro 04, 2007
Ajudar a soltar a manta
A Ecopilhas e a National Geographic juntaram-se para soltar a manta do Oceanário. Eu peço encarecidamente à National Geographic e à Ecopilhas... com a ajuda monetária certa eu também podia soltar a minha manta. Um saco-cama e um edredon ao largo do Algarve. Juntos conseguiremos acabar com este grosseiro cativeiro.
E as fronhas... pensem nas fronhas, enviem o vosso dinheiro agora.
Também aceito donativos de Futebolas... gomas de banana e... cajus com sal.
sábado, novembro 03, 2007
Quem tem medo do Lobo Mau?
Confiamos na medicina, já não temos medo do Lobo Mau.
O Lobo Mau foi morto pela National Geographic.
Mostrou-nos a vida dos bichos, e inadvertidamente matou as nossas pré-concepções. Ficámos sem o mito.
E ainda bem!
No futuro as fábulas vão falar de presidentes com poderes maléficos, armas de destruição à distãncia... e do Paulo Portas... sim, também vão falar do Portas.
O Lobo Mau foi morto pela National Geographic.
Mostrou-nos a vida dos bichos, e inadvertidamente matou as nossas pré-concepções. Ficámos sem o mito.
E ainda bem!
No futuro as fábulas vão falar de presidentes com poderes maléficos, armas de destruição à distãncia... e do Paulo Portas... sim, também vão falar do Portas.
sexta-feira, novembro 02, 2007
quinta-feira, novembro 01, 2007
Kropotkine - o pensador
Bom livro do Kropotkine, A moral anarquista. Bom, mas totó e naive... acredita num bem maior dentro das pessoas - Mas gosto da sua vontade de pensar a sociedade e de mudar, repensar, melhorar.
Kropotkine matava se pudesse o governo... mas não sabia o que fazer depois.
Temos medo da palavra anarquia e das suas conotações. No entanto, o esforço de reestruturação por detrás dos teóricos anarquistas foi muito positiva na sua tentativa de criar uma forma de sociedade "melhor" do que as já existentes.
Kropotkine matava se pudesse o governo... mas não sabia o que fazer depois.
Temos medo da palavra anarquia e das suas conotações. No entanto, o esforço de reestruturação por detrás dos teóricos anarquistas foi muito positiva na sua tentativa de criar uma forma de sociedade "melhor" do que as já existentes.
quinta-feira, outubro 25, 2007
Não sei como dizer isto mas...
Eu acredito no Holocausto nazi. Não duvido, nem nunca duvidei.
É um assunto que respeito.
Aquilo de que não gosto é da criminalização das pessoas que dele duvidem.
Será que alguém é chamado à atenção se afirmar a não existência dos crimes de guerra do Pol Pot?
Porque é que temos um crime de guerra mais penal do que outro?
É pela dimensão?
Será pela importância dos assassinos? Ou dos assassinados?
Fará diferença a malvadeza, ou nível de crueldade?
Sugiro que da mesma maneira qualquer cidadão seja constituído arguido se negar que os Estados Unidos não são os mais terríveis e malignos de sempre.
Não consigo perceber esta diferenciação.
É tão mau o Holocausto como outro qualquer.
Prisão para quem negar que o Bush é um criminoso de guerra responsével por chacinas imensas, despropositadas, de cariz maquiavélico, calculista e que não podemos esquecer esteve mesmo nomeado para prémio Nobel da paz.
Os crimes contra a humanidade deviam dar pena de prisão. Ou no mínimo deixar o implicado fora da possibilidade de receber um Nobel da Paz.
Se eu fosse um nomeado teria devolvido o meu Nobel quando essa nomeação surgiu.
É um assunto que respeito.
Aquilo de que não gosto é da criminalização das pessoas que dele duvidem.
Será que alguém é chamado à atenção se afirmar a não existência dos crimes de guerra do Pol Pot?
Porque é que temos um crime de guerra mais penal do que outro?
É pela dimensão?
Será pela importância dos assassinos? Ou dos assassinados?
Fará diferença a malvadeza, ou nível de crueldade?
Sugiro que da mesma maneira qualquer cidadão seja constituído arguido se negar que os Estados Unidos não são os mais terríveis e malignos de sempre.
Não consigo perceber esta diferenciação.
É tão mau o Holocausto como outro qualquer.
Prisão para quem negar que o Bush é um criminoso de guerra responsével por chacinas imensas, despropositadas, de cariz maquiavélico, calculista e que não podemos esquecer esteve mesmo nomeado para prémio Nobel da paz.
Os crimes contra a humanidade deviam dar pena de prisão. Ou no mínimo deixar o implicado fora da possibilidade de receber um Nobel da Paz.
Se eu fosse um nomeado teria devolvido o meu Nobel quando essa nomeação surgiu.
Discorrendo
Bater na pedra, deus está presente.
Fujo da minha monotonia, pretendo... apenas pretendo.
Porra que falta que me faz a minha imaginação.
Discorro sem nexo.
Não tem importância, acendo velas e preencho espaços vazios. Entro numa sala, ocupo um lugar, apanho a devida espacialidade minha devida. O meu corpo continuamente sopra o meu hálito, solto gases, transpiro, respiro, ressono.
Componho as calças, desencanto um livro.
Leio um parágrafo, escrevo um dia da minha realidade.
Existo e quero.
Fujo da minha monotonia, pretendo... apenas pretendo.
Porra que falta que me faz a minha imaginação.
Discorro sem nexo.
Não tem importância, acendo velas e preencho espaços vazios. Entro numa sala, ocupo um lugar, apanho a devida espacialidade minha devida. O meu corpo continuamente sopra o meu hálito, solto gases, transpiro, respiro, ressono.
Componho as calças, desencanto um livro.
Leio um parágrafo, escrevo um dia da minha realidade.
Existo e quero.
sexta-feira, outubro 12, 2007
Um lugar comum aonde nunca ninguém esteve
Um destes dias passei na Galeria Módulo e tive uma óptima surpresa. No meio da exposição colectiva, sobretudo com temas florais aquilo que realmente me tocou foi um trabalho sobre papel.
Aproximei-me e não percebi nenhuma imagem. No entanto com atenção pude ver que existiam diferenças de reflexo. Não havia cor. Só havia o branco do papel. E por cima em alguns sítios a artista tinha colado pedaços de fita-cola. Ao observar toda a imagem com o ângulo certo, o reflexo mostrava uma imagem perfeita de uma jarra com flores.
Uma imagem perfeita, quase fotográfica, formada por pedacinhos de fita-cola posicionados como se de pinceladas se tratassem.
Fui tomado pela sensação única de presenciar o elemento intangível comportado no objecto artístico a entrar em existência.
Sublime? Será oportuno usar esta expressão tão especial?
Senão agora quando?
A artista plástica é a Ana Mata e a sua reinterpretação deste tema já longamente explorado é brilhante e inovador.
Já anteriormente pude ver trabalhos dela em que usava fita-cola com impressões digitais sujas de pó de carvão impressionantes. Julgo no entanto o trabalho desprovido de contraste um objecto muito especial e superior.
Não acredito em temas vulgares. Existem apenas pontos de partida comuns e pontos de chegada interessantes ou não.
Espero nunca perder de vista o trabalho e a visão desta artista.
Aproximei-me e não percebi nenhuma imagem. No entanto com atenção pude ver que existiam diferenças de reflexo. Não havia cor. Só havia o branco do papel. E por cima em alguns sítios a artista tinha colado pedaços de fita-cola. Ao observar toda a imagem com o ângulo certo, o reflexo mostrava uma imagem perfeita de uma jarra com flores.
Uma imagem perfeita, quase fotográfica, formada por pedacinhos de fita-cola posicionados como se de pinceladas se tratassem.
Fui tomado pela sensação única de presenciar o elemento intangível comportado no objecto artístico a entrar em existência.
Sublime? Será oportuno usar esta expressão tão especial?
Senão agora quando?
A artista plástica é a Ana Mata e a sua reinterpretação deste tema já longamente explorado é brilhante e inovador.
Já anteriormente pude ver trabalhos dela em que usava fita-cola com impressões digitais sujas de pó de carvão impressionantes. Julgo no entanto o trabalho desprovido de contraste um objecto muito especial e superior.
Não acredito em temas vulgares. Existem apenas pontos de partida comuns e pontos de chegada interessantes ou não.
Espero nunca perder de vista o trabalho e a visão desta artista.
quarta-feira, outubro 10, 2007
O que acontece...
O que acontece quando já não tenho nada para dizer? O que sou suposto pensar depois de ter perdido a vontade de pensar no que quer que seja? Formulo planos e projectos que nunca verão a luz no próximo verão. Nem no seguinte.
Bonecos, chapéus pintados, cerveja a voar por cima das cabeças do público. Uma juventude com os copos é uma geração que não se importa senão com os toques do telemóvel e com o estilo rapper que realmente não se importa com nada a não ser o estilo que manda e com quem o respeita.
Folheio os canais de televisão, vejo mortos todos os dias, não me importo com nada. Quanto está o Benfica? Hoje morreram 30 no Iraque e 220 ficaram feridos, incapacitados, doridos, decepados, espetados, aleijados, modificados, translúcidos pelas balas. Mudo simplesmente de canal. Não volto a pensar nisso. Amanhã será a mesma noticia não me vou importar a não ser que o Benfica desça de divisão, ou que perca.
Bonecos, chapéus pintados, cerveja a voar por cima das cabeças do público. Uma juventude com os copos é uma geração que não se importa senão com os toques do telemóvel e com o estilo rapper que realmente não se importa com nada a não ser o estilo que manda e com quem o respeita.
Folheio os canais de televisão, vejo mortos todos os dias, não me importo com nada. Quanto está o Benfica? Hoje morreram 30 no Iraque e 220 ficaram feridos, incapacitados, doridos, decepados, espetados, aleijados, modificados, translúcidos pelas balas. Mudo simplesmente de canal. Não volto a pensar nisso. Amanhã será a mesma noticia não me vou importar a não ser que o Benfica desça de divisão, ou que perca.
domingo, abril 08, 2007
1 americano vale 1 cidadão de qualquer outro país
Um americano, 5 ingleses e 1.000 argelinos entram num bar – segundo os americanos esta seria a premissa para as tradicionais piadas das três nacionalidades.
Mete-me nojo ter conhecimento de um incêndio nos Estados Unidos em que 5 pessoas foram desalojadas. Se o triplo de portugueses perderem as casas pelas mesmas razões não há ninguém nos Estados Unidos que seja informado a não ser por uma das televisões portuguesas internacionais.
Tanto para os americanos como para os chefes de redacção portugueses cada americano vale pelo menos 5 cidadãos europeus dos países mais importantes. Mas essa proporção altera-se consoante o tipo de país. Cada americano vale pelo menos 100 habitantes de outro país europeu ou asiático de menor importância. E por aí adiante. Claro está que uma só vida americana chega a valer 1.000 vidas de um país do terceiro mundo.
Serão precisas aproximadamente 2.000 pessoas do Rwanda serem desalojadas por cheias para chegarem a ser notícia ao passo que basta um americano ser morto numas cheias para isso correr os noticiários de todo o mundo.
Por mim, serão precisos muitos muitos desalojados americanos para eu mostrar algum tipo de sentimento sobre o assunto. Frieza esta que é igual àquela mostrada por esses mesmos americanos ao assistirem à mesma notícia oriunda de outra parte do mundo. No entanto, aquando das cheias em Nova Orleães, o mundo soube da catástrofe como se essa fosse a maior catástrofe relacionada com cheias da história da humanidade.
Não me venham com histórias, todos os anos há centenas de acontecimentos idênticos noutros sítios que não são sequer referidos nos telejornais americanos.
Sejam presunçosos à vontade. Não esperem compaixão.
O mesmo se passa com o 11 de Setembro. Caros americanos, em comparação com as baixas do Iraque só em ataques suicidas diários o 11 de Setembro não foi nada. Cresçam e aguentem como homenzinhos. Se se comportam como nazis ultra agressivos não esperem ser tratados com ramos de flores e beijocas nas bochechas do rabo.
Se provocam, bombardeiam e se comportam como uns bullys têm que se aguentar à bronca depois do recreio. Não se venham fazer de vítimas. O 11 de Setembro já foi há imenso tempo e vocês ainda se desculpam atrás desse argumento, não me venham com conversas, as baixas foram por comparação bem diminutas.
Agora queixam-se que no Iraque a malta vos manda os helicópteros abaixo! Então não foram lá fazer guerra? Querem guerra ou querem bolachas? Numa situação de guerra ambas as partes provocam baixas. Não se podem queixar. – Epá, então agora mandam os nossos helicópteros abaixo? Vamos queixar-nos às Nações Unidas, isto não pode ser! Estão em risco vidas americanas! – Que grande lata têm estes camones. Por amor de Deus, que coisinhas mais piegas.
Eu cá espero que vocês nunca encontrem o vosso ex-mega amigo Usama.
Por mim acho engraçado como vocês não aprendem com a História. Então perderam o Vietnam porque os vietcongs usavam guerrilha e agora vão meter-se noutra? Parecem parvos. Não notam que estão outra vez numa situação que não podem ganhar? Quão atrasados podem ser?
De outro ponto de vista ainda me sabe melhor pensar que a História nos prova que os grandes impérios caem mais tarde ou mais cedo. Que giro vai ser ver-vos realmente aflitos. Mal posso esperar.
É inevitável. Um dia um americano valerá o mesmo que um iraquiano. É inevitável.
quinta-feira, março 29, 2007
Futebol, dinheiro, lealdade e importância
Gostava de explicar de uma vez por todas que este país fantástico está cheio de atrasados mentais que só querem é futebol.
É com incrível espanto que observo dois fenómenos aqui no meio “da gente”. Os jogadores de futebol são ricos. Os fãs de futebol são, por comparação, uns pobretanas.
O futebol vive dos pobres. Os pobres que são os que seguem, que pagam, que amam ver os ricos a jogar futebol.
Por um lado temos essa adulação por parte dos pobres. Quando os pobres amam os ricos é um acontecimento raro.
Por outro lado temos a situação da lealdade.
O futebol vive da lealdade dos fãs. Os fãs de futebol são por definição muito leais ao seu clube.
Os jogadores de futebol são extra-mega desleais. Por mais dinheiro, juram a pés juntos que desde nascença, e ao contrário do que sempre disseram até ao mais recente contrato, sempre foram do Estrela Vermelha de Viana do Estremunhado da Bielorússia.
Portanto os supra leais seguem, pagam, amam ver os mega-extra-desleais a jogar futebol.
É coisa única quando os lealíssimos idolatram os deslealíssimos.
Dizia há uns anos atrás o pintor Manuel Botelho que desde que os portugueses vão bebendo uns copos nada os incomoda. Mas a realidade é sem dúvida outra. Seja qual for a situação do país o importante é que os desleais ricos não parem de jogar futebol.
A importância dada a este jogo é sem dúvida uma transferência de satisfação da própria vida. A própria vida é vivida através dos acontecimentos que sofre o clube. Hoje ganhei. Hoje perdi. As emoções são transferidas para os fãs. Nunca um pobre leal ganha nada. Ganhe qualquer clube o que ganhar isso nunca é bom nem mau para o país, nem para a cidade, nem para o fã. No entanto há mudanças de grandes montanhas de dinheiro. Há jornais que todos os dias falam das somas movimentadas. Os fãs falam com agrado acerca do dinheiro que o desleal rico ganha todos os meses.
Se alguma vez qualquer vitória beneficiar qualquer cidadão português fã de futebol, isso só por si seria já uma notícia totalmente nova num jornal desportivo.
Hoje ganhámos! - dizem os fãs. Não, nunca vão ganhar nada. Nunca ganharam nada.
Daí que todos os broncos seguidores dos ricos e abastados jogadores de futebol estejam a desperdiçar a vida.
Abram os olhos, o futebol só serve para explorar o povo estúpido. Ainda vamos a tempo de nos apercebermos de que nenhum jogador, clube, jogo ou modalidade tem valor ou importância alguma.
sábado, março 17, 2007
Há quem
Há quem diga asneiras, quem cuspa no chão, quem diga que não.
Meço as palavras? Hei-de tentar sequer? De que vale tudo isto?
Marrão lancetado, encetei esta viagem há já mais tempo do que espaço. Não saio nem por nada do sítio. Não sem ser à força de cafeína.
Comida chinesa, tacos, hambúrgueres em sangue à frente da televisão por cabo, a beber a água suja do imperialismo ou outro canal qualquer que apareça.
Pernas amarelas, livros de fotografias, postais de pinturas, Cristo na cruz é propaganda diz-me o alemão todo zangado. Aposto que grunhia enquanto pensava e mais ainda quando escrevia. Nem quero imaginar nas cenas que havia de gritar quando se punha nos copos. Não que bebesse mas que tinha pancada lá isso...
Mortos, havia mortos na noite, encostados à parede, a pensarem na vida, no emprego, mas os cigarros eram muitos e as cervejas ainda mais.
Livros velhos, livros no chão com a capa cheia de lama, sujos de mijo e a cheirarem a merda. Tudo. Todos porcos. Trazia para casa o que encontrasse, bocados de pano para planos que fazia, malas velhas que me davam sempre a sensação única de segurança e o acolhimento de chegar a casa dos avós. Á noite percorria com os olhos as paredes com os graffitis, imagens verdes com pó, muito pó escuro por cima em que alguém escreveu com giz branco alguma coisa de muito romântico com erros ortográficos notáveis e verdadeiramente audaciosos que por pouco não faziam rir e precipitar sobre o Atlântico os satélites, as naves espaciais e os Boeings 747.
Uma motoreta espatifada, um boneco Lego caído e pisado. O relato do jogo do Belenenses à tarde e o velho pálido a ouvir e a escutar e a esperar sem pressa o amigo ou os amigos que espera ainda vivos.
Folheio pasmacento a revista de actualidades, é boa mas tem gajos de direita a falarem de coisas que não nasceram para perceber.
Feito no Japão. Feito em Taiwan? Onde raio será Taiwan? Deve ser perto de Chop Soy de porco. Se no Japão alguém virasse uma porcariazita da loja dos trezentos e lesse Made in Portugal, tinha um ataque cardíaco. A última importação de produção lusa feita pelo Japão foram umas espingardas que foram nas caravelas, a partir daí apareceu a Sony e acabou-se a conversa.
sábado, março 03, 2007
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Reforma para o Goucha e para o Aborto já!
Os velhotes são a voz da experiência. Não tanto da essência das coisas mas da experiência, o que já não é mau.
Fiquemos com o facto de que os idosos são o público-alvo dos programas da manhã, da Fátima Lopes e do Goucha.
Bolas, isto dá que pensar. Um gajo passa a vida a trabalhar e depois a sociedade acha que queremos passar o resto dos dias com dores e a sofrer de má programação? Já não basta que o Goucha tenha a idade mental de um par de cortinas ainda tem de aparecer na televisão com elas vestidas?
Hoje ouvi a conversa duns velhotes. Um perguntava a outro se o povo português tem de ir ás urnas para escolher os dez portugueses mais importantes. Ao que o outro respondeu negativamente, replicando que no que temos de ir votar é no aborto.
Cá por mim já votámos no aborto. O aborto ganhou as eleições.
Aquilo que merecemos por termos eleito o aborto é passarmos os dias de reforma a assistir ao Goucha vestido com mais cores que uma catatua a apresentar um programa de e para eleitores do aborto.
Para quem for fã do Goucha eu explico: este post não é sobre o referendo sobre o aborto. Como provavelmente não perceberam é melhor explicar.
Hoje ouvi a conversa duns velhotes. Um perguntava a outro se o povo português tem de ir ás urnas para escolher os dez portugueses mais importantes. Ao que o outro respondeu negativamente, replicando que no que temos de ir votar é no aborto.
Cá por mim já votámos no aborto. O aborto ganhou as eleições.
Aquilo que merecemos por termos eleito o aborto é passarmos os dias de reforma a assistir ao Goucha vestido com mais cores que uma catatua a apresentar um programa de e para eleitores do aborto.
Para quem for fã do Goucha eu explico: este post não é sobre o referendo sobre o aborto. Como provavelmente não perceberam é melhor explicar.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Algo mudou?
Durante muito tempo escrevia dois textos por dia, para o blog. Era uma coisa que me dava pouco trabalho. Durante o meu dia apontava ideias para posts. Alguma coisa com potencial era apontada cuidadosamente. O normal era ter cerca de uma boa ideia em cada dez.
Continuo a assistir a circunstâncias que me dizem alguma coisa. Não tenho é paciência de escrever.
Durante a minha ausência, aquilo que se alterou de significativo nos meus dias foi a morte do jornal Blitz. Já experimentei ler a revista Blitz mas uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. Continuo de luto. A música portuguesa continua boa e recomenda-se. Recomendo por exemplo os aguerridos e pertinentes Vicious 5 com as suas canções com testículos. Testículos e integridade são essenciais para produzir murros no estômago musicais.
Outra coisa que se alterou foi a minha vontade de dar aos visitantes do meu blog aquilo que eles procuram quando entram neste sítio. Pelo menos a avaliar pelas palavras de pesquisa que usam. Ou seja tudo o que é peludo. A partir deste post vou fazer várias referências a mulheres peludas, traseiros peludos, peito peludo e sexo peludo.
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Gargalhada geral
Fui assistir ao novo filme do Mel Gibson, Apocalypto, que por sinal é muito bom para quem gosta de gore sanguinário meso-americano do ano de 1492.
Aquilo que realmente me chocou foi o grupo de casais adolescentes de trintas e tais anos que estavam na mesma sala de cinema que eu, mas que aparentemente assistiram a um filme do Ben Stiller ou algo parecido, tal foi a galhofa, a risota e a gargalhada! No final uma delas disse: - Bem, este filme foi uma granda porcaria!
A mim deu-me a sensação de que nenhum deles se apercebeu que este filme do Ben Stiller era diferente dos outros…
O mesmo me aconteceu no filme Babel. Outra vez um grupo de malta de trinta e tal anos que seja qual for o conteúdo do filme se quer divertir à grande. Com risadas à adolescente que cheiram ao sentimento angustiante de estar a ficar velho mas não o querer parecer.
Algo me diz que assistem ao Telejornal com lágrimas de riso e fartura de galhofa.
Para a malta que se diverte à grande e à francesa no cinema, seja a assistir ao excelente e premiado filme de comédia portuguesa Alice, seja ao hilariante ao supra-sumo mega-obra-prima da comédia internacional A lista de Schindler, devo-vos dizer que quanto mais gargalhadas soltarem no cinema com os vossos amigos, mais jovens se tornarão. Sugiro que se cinjam aos scary movies, date movies, romantic comedies, stupid summer laugh movies e claro aos filmes do Ben Stiller e do Adam Sandler.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Aspirina
Recentemente, tomava café no «restaurante dos Piratas» com o progenitor da minha pessoa quando um velhote habituè do estabelecimento pediu uma aspirina ao taberneiro/estalajadeiro do século XII que estava atrás do balcão. Ao que o tasqueiro perguntou: - Da Bayer?
Como o cliente assentiu, foi-lhe servido, num copo de bagaço, um líquido translúcido de tom esverdeado de uma garrafa já usada e reusada de água do Caramulo ou lá o que era. E o velho emborcou a misteriosa mixórdia sem reclamar.
Garanto que quando pedir a um empregado, seja de que estabelecimento for, uma aspirina da Bayer e me servirem num copo de bagaço uma poção mágica com ar de pesticida reclamarei certamente.
quinta-feira, novembro 30, 2006
I’ll tell you what I liked what I really really liked
Aquilo de que realmente gostei na Feira Internacional de Arte foi de um artista da galeria Gallery Cubic, de seu nome Paulo Luís Almeida. O moço tinha lá uma pintura e uns desenhos de um fulano de camisa e gravata, várias vezes repetido. Muito simples. Mas muito muito bom. Feito de uma tal forma que senti estar perante algo verdadeiramente grandioso.
I say: Mucho bueno!
sexta-feira, novembro 24, 2006
Crew do pullover Cardigan e sapatinho vela
Há na cidade um graffiti que me agrada muito. São umas letras para variar. Soletram o nome de uma crew para não fugir à regra. No entanto é pintado como se fosse feito de um padrão aos quadrados tipo Cardigan. É tão betinho na sua essência, tão limpinho e, no entanto, foi feito à noite e à socapa como todos os outros. A sua contradição é o que me faz sorrir, acho eu.
terça-feira, novembro 14, 2006
Vota no Avô Cantigas
Há alguém que anda a taggar esta frase na zona do Cacém: Vota no Avô Cantigas.
Acho que a totalidade da mensagem subjacente é esta:
Eu apoio o Avô Cantigas. O Avô Cantigas tem feito uma campanha limpa. É um candidato honesto e íntegro e no qual eu acredito plenamente. Acredito que, se um dia o país confiar o seu destino às mãos das suas musiquinhas, irá sem dúvida ser conduzido por solarengos e fofos caminhos.
Portanto, quando chegar o dia de votar, vamos todos dizer: Vota no Avô Cantigas!
quarta-feira, junho 14, 2006
Hoje travei conhecimento com o Átila
Hoje conheci um pitbull chamado Átila.
Acho que se este conceito de atribuir nomes consoante a personalidade se aplicasse aos seres humanos o rapaz Bush chamava-se provavelmente Marcial.
Mas, como não se aplica, o melhor é chamar-lhe Átila.
Epá, tou farto de ouvir chamar nomes agressivos a estes bichos. Porque é que ninguém chama a este tipo de cachorros por exemplo pipoca ou lili? Porque é que temos de ter nomes maus para cães já de si com má reputação? É foleiro.
Eu cá só tive um cágado chamado Horácio. Acho que Horácio é um nome simpático. Realmente o nome era adequado ao animal. O Horácio não era agressivo, era simpático e pacato. Comia com a boca aberta mas não era por mal. Era só atitude.
Eu cá só tive um cágado chamado Horácio. Acho que Horácio é um nome simpático. Realmente o nome era adequado ao animal. O Horácio não era agressivo, era simpático e pacato. Comia com a boca aberta mas não era por mal. Era só atitude.
Acho que se este conceito de atribuir nomes consoante a personalidade se aplicasse aos seres humanos o rapaz Bush chamava-se provavelmente Marcial.
Mas, como não se aplica, o melhor é chamar-lhe Átila.
domingo, junho 04, 2006
FF? Espero que sejam as iniciais dos Foo Fighters. Não, afinal parece que é o puto dos Morangos com Açúcar
A minha visão do mundo mudou. Tudo está mal! Não está certo viver assim. Já não quero ser português outra vez. Depois disto só quero viver sem filiação a este país que se deixa vender e comprar por novelas de merda, escritas por escritores de merda, com anúncios publicitários metidos pelo meio da acção, com actores sem formação e que, pior que tudo, são abraçados pelo povo.
Merda para isto tudo, o CD do FF está em primeiro lugar no top de vendas da Fnac.
Não é que eu alguma vez tivesse ficado agradado com o álbum que ocupa o cimo da lista de vendas da Fnac mas isto é pior, isto é mais baixo, mais ranhoso, mais abertamente lançado à má onda. Onde está a integridade? O que me magoa é a falta de julgamento crítico, a falta de defesas anti publicidade. Onde ficaram os escrúpulos desta gente?
Alguém me traga aqui uma banda de garagem, um rapper esfomeado, um pedinte com uma guitarra partida e voz arranhada de dormir ao relento, a ver se me recomponho.
Espero que todos os putos que compraram este CD cheguem rapidamente à adolescência, ponham a mão na testa e se enfiem num buraco.
terça-feira, maio 30, 2006
Filhos da Madrugada
Nas minhas lembranças das músicas com letras alteradas dos tempos da escola há uma que sobressai. Há muitas, muito porcas, pouco porcas, parvas ou pertinentes. Mas, para mim, a melhor sempre foi uma do Zeca Afonso: Filhos da Madrugada. Portanto imagine, se faz favor, esta música com a seguinte letra:
- Somos filhos da mãe drogada, fumamos marijuana.
Uma bomboca dos tempos do recreio e da subcultura do fundo da mochila!
Alguém sabe alguma?
- Somos filhos da mãe drogada, fumamos marijuana.
Uma bomboca dos tempos do recreio e da subcultura do fundo da mochila!
Alguém sabe alguma?
sexta-feira, maio 26, 2006
O retro “retronou”
Eu gosto de ver as pessoas a seguirem a moda. Uma das coisas que está a regressar é a tendência retro. O retro já esteve na moda, agora voltou. Costumava ser cool ser retro e agora o retro “retronou”.
Uma destes dias deu-me uma vontade enorme de fazer uma tatoo retro, um design na onda 73. Deu-me o desejo repentino de tatuar uma inscrição feita em condições de ranhosa higiene que dissesse:
- Angola 73 – Amor de Mãe.
Ou melhor ainda:
- Quarteto 1111 é um amok!
Passou-me rapidamente, graças a Deus.
Uma destes dias deu-me uma vontade enorme de fazer uma tatoo retro, um design na onda 73. Deu-me o desejo repentino de tatuar uma inscrição feita em condições de ranhosa higiene que dissesse:
- Angola 73 – Amor de Mãe.
Ou melhor ainda:
- Quarteto 1111 é um amok!
Passou-me rapidamente, graças a Deus.
segunda-feira, maio 22, 2006
O segredo dos números das camisolas de Futebol
Tomei conhecimento de fonte segura que me jura a pés juntos que sabe o que está por detrás do significado do número da camisola de cada jogador profissional de futebol.
Pela primeira vez o segredo é revelado.
O número com que cada jogador joga é o valor do seu quociente de inteligência. Ou seja, nenhum jogador por muito alto que seja o seu número tem mais de 99 de quociente de inteligência. Isto é muito grave.
Eu diria que os jogadores deviam ter antes o número do seu ordenado estampado nas costas da sua camisola. Isto sim era pertinente e útil. Seriam camisolas, em muitos casos, com uma espécie de véu de zeros. E, já agora, em tecidos a condizer – sedas, damascos, veludos – e acessórios a reflectir o QI – berloques, ecrãs LCD, etc.
Seria uma coisa linda, fantástica, uma coisa com gosto a condizer.
Pela primeira vez o segredo é revelado.
O número com que cada jogador joga é o valor do seu quociente de inteligência. Ou seja, nenhum jogador por muito alto que seja o seu número tem mais de 99 de quociente de inteligência. Isto é muito grave.
Eu diria que os jogadores deviam ter antes o número do seu ordenado estampado nas costas da sua camisola. Isto sim era pertinente e útil. Seriam camisolas, em muitos casos, com uma espécie de véu de zeros. E, já agora, em tecidos a condizer – sedas, damascos, veludos – e acessórios a reflectir o QI – berloques, ecrãs LCD, etc.
Seria uma coisa linda, fantástica, uma coisa com gosto a condizer.
quarta-feira, maio 17, 2006
T-shirts foleiras
Acho mal. Realmente acho muito mal o que anda para aí a circular nas t-shirts da malta.
Anda praí uma gentinha com t-shirts a dizer:
PARA MIM TANTO ME FAZ, IR VER OS D’ZRT AO ROCK IN RIO OU DAR UM TIRO NOS CORNOS.
Epá, isto não está certo, não acho mesmo nada bem. O suicídio não é o mesmo que um concerto dos D’zrt. Não exagerem. O suicídio é um bocado menos penoso.
Por favor, parem com todos e quaisquer concertos dos D’zrt antes que haja uma onda de suicídios pelo país fora!
Anda praí uma gentinha com t-shirts a dizer:
PARA MIM TANTO ME FAZ, IR VER OS D’ZRT AO ROCK IN RIO OU DAR UM TIRO NOS CORNOS.
Epá, isto não está certo, não acho mesmo nada bem. O suicídio não é o mesmo que um concerto dos D’zrt. Não exagerem. O suicídio é um bocado menos penoso.
Por favor, parem com todos e quaisquer concertos dos D’zrt antes que haja uma onda de suicídios pelo país fora!
sábado, maio 13, 2006
A festa dos putos
Até que alguém me prove o contrário, a melhor frase de um aniversário de uma criança é e será sempre a seguinte, que eu orgulhosamente presenciei. Diz o miúdo mais crescido à sua mãe, sobre o seu primo mais pequenote:
- Ó mãe, o primo molhou-me todo com o piaçaba.
Isto, dito alto e bom som. Com toda a comitiva aniversariante à escuta, é uma pérola nas minhas memórias.
A simples ideia de um miúdo todo bem vestidinho numa festa de aniversário anunciar publicamente estar coberto de água suja de dejectos humanos é impagável.
- Ó mãe, o primo molhou-me todo com o piaçaba.
Isto, dito alto e bom som. Com toda a comitiva aniversariante à escuta, é uma pérola nas minhas memórias.
A simples ideia de um miúdo todo bem vestidinho numa festa de aniversário anunciar publicamente estar coberto de água suja de dejectos humanos é impagável.
segunda-feira, maio 08, 2006
Telecomando
A empregada de limpeza da minha namorada tem o ponto alto do seu dia no momento de esconder o telecomando.
Todos os dias um sítio diferente. A imaginação fervilha. Debaixo do colchão, ao lado do rato do PC, numa gaveta. Enfim. É sempre uma animação enorme chegar a casa e procurar o comando.
Como se pode esperar que acompanhemos decentemente os Morangos com Açúcar se nem sabemos onde pára o telecomando?
Dá uma vontade desgraçada de poder mandar um toque pró telecomando. Com os telemóveis funciona.
Todos os dias um sítio diferente. A imaginação fervilha. Debaixo do colchão, ao lado do rato do PC, numa gaveta. Enfim. É sempre uma animação enorme chegar a casa e procurar o comando.
Como se pode esperar que acompanhemos decentemente os Morangos com Açúcar se nem sabemos onde pára o telecomando?
Dá uma vontade desgraçada de poder mandar um toque pró telecomando. Com os telemóveis funciona.
quinta-feira, maio 04, 2006
Ó grávida, dá a bola aos putos!
Não acho nada bem e não aconselho ninguém a gritar a uma grávida muito grávida: Dá a bola aos putos!
Só vos digo, sobretudo não tentem nunca misturar ingredientes inflamáveis, tais como irritar uma grávida que se encontre nos transportes públicos. Elas têm tendência a ter um sentido de humor reduzido e existem sérias probabilidades de a sua frustração hormonal se libertar em forma de porradão na zona da cabeça com um exemplar da revista Pré Natal ou com uma daquelas cintas para segurar a barriga.
Só vos digo, sobretudo não tentem nunca misturar ingredientes inflamáveis, tais como irritar uma grávida que se encontre nos transportes públicos. Elas têm tendência a ter um sentido de humor reduzido e existem sérias probabilidades de a sua frustração hormonal se libertar em forma de porradão na zona da cabeça com um exemplar da revista Pré Natal ou com uma daquelas cintas para segurar a barriga.
sábado, abril 29, 2006
Graf de um Golfinho
Ao pé da minha casa apareceu o graffiti mais horrível da história da humanidade. Tem um golfinho pintado, a cores fluorescentes, muito muito muito mal desenhado.
Por dentro diz: amo-te, qualquer coisa.
A culpa é toda do raio dos argumentistas dos Morangos com Açúcar que nunca mais se precipitam de um penhasco. Isto sim eu gostava de ver. E ofereço desde já o pagamento de um testículo de Santana Lopes em troca da morte violenta do escritor dos textos dos Morangos com Açúcar. Bem como do director de actores dos meninos.
Por favor, rapaz apaixonado do golfinho, pára da pintar os azulejos dos prédios ao pé da Secundária, estás a ser ridículo e a atrair a irritação dos deuses sobre ti e todos os teus parentes. Os quais te deviam ter dado um par de estalos quando começaste a desenhar golfinhos, que mais parecem lombrigas, e a achar que estavas no bom caminho.
Por dentro diz: amo-te, qualquer coisa.
A culpa é toda do raio dos argumentistas dos Morangos com Açúcar que nunca mais se precipitam de um penhasco. Isto sim eu gostava de ver. E ofereço desde já o pagamento de um testículo de Santana Lopes em troca da morte violenta do escritor dos textos dos Morangos com Açúcar. Bem como do director de actores dos meninos.
Por favor, rapaz apaixonado do golfinho, pára da pintar os azulejos dos prédios ao pé da Secundária, estás a ser ridículo e a atrair a irritação dos deuses sobre ti e todos os teus parentes. Os quais te deviam ter dado um par de estalos quando começaste a desenhar golfinhos, que mais parecem lombrigas, e a achar que estavas no bom caminho.
quarta-feira, abril 26, 2006
Portugal maior aonde?
Pergunta a Cavaco Silva… Portugal já está maior?
Em que sentido?
Estava a pensar ocupar a Polónia? Ou a pensar que Portugal ia ter uma erecção ali pela zona de Cascais?
Portugal não está maior. Contrariamente à sua promessa, o país não está maior.
Quebrou uma promessa, faz favor de pedir desculpa. Isto porque, confesse Senhor Cavaco, nunca foi sua intenção cumprir esta promessa. Admita que Portugal nunca teve possibilidade alguma de crescer em tamanho, nem peso, nem massa.
Ouvi dizer é que a sua ideia era mudar o nome do país para Portugal Cavaco Silva, que para todos os efeitos faria com que Portugal estivesse maior, mas só em nome.
Em que sentido?
Estava a pensar ocupar a Polónia? Ou a pensar que Portugal ia ter uma erecção ali pela zona de Cascais?
Portugal não está maior. Contrariamente à sua promessa, o país não está maior.
Quebrou uma promessa, faz favor de pedir desculpa. Isto porque, confesse Senhor Cavaco, nunca foi sua intenção cumprir esta promessa. Admita que Portugal nunca teve possibilidade alguma de crescer em tamanho, nem peso, nem massa.
Ouvi dizer é que a sua ideia era mudar o nome do país para Portugal Cavaco Silva, que para todos os efeitos faria com que Portugal estivesse maior, mas só em nome.
domingo, abril 23, 2006
Boss Nac
A minha cidade é tão ranhosita que até tem marcas falsificadas nos graffitis.
Tal como há a marca Nice que falsifica a Nike e a Bu Fu que falsifica a Fu Bu, nós cá por casa temos um copiador de assinaturas. Há um gajo qualquer que assina as paredes com o nome Boss Nac, em vez do famoso Boss Ac.
Ora isto é fantástico. Eu bato palmas, isto merece ovação. Uma ovação copiada de qualquer lado, algo roubado, palmas falsas e pirosas e que não enganam ninguém.
Tal como há a marca Nice que falsifica a Nike e a Bu Fu que falsifica a Fu Bu, nós cá por casa temos um copiador de assinaturas. Há um gajo qualquer que assina as paredes com o nome Boss Nac, em vez do famoso Boss Ac.
Ora isto é fantástico. Eu bato palmas, isto merece ovação. Uma ovação copiada de qualquer lado, algo roubado, palmas falsas e pirosas e que não enganam ninguém.
quinta-feira, abril 20, 2006
Super Filosofista
Por favor, alguém me explique se o Nietzsche tinha pancada com mais algum super-herói ou se era só com o Super-Homem, porque aquilo até chateia. Que gajo mais chato. Não há um super vilão, não há uma super heroína toda armada em sexy, (nem nenhuma super cocaína, chi ao que isto chegou).
Haja alguém que me diga se ele tem algum livro do Homem Aranha, do Surfista Prateado ou do grandioso Super Pateta (lembram-se? Comia amendoins e ficava de roupa interior vermelha, era excelente).
Será normal os filósofos divagarem obsessivamente sobre super heróis? Será que Platão era vidrado nalgum super poder? E Aristóteles coleccionava comics?
A filosofia e a literatura de banda desenhada de super-heróis vão continuar para sempre de mãos dadas, a combater o crime e a verborreiar-se sobre a vida.
Haja alguém que me diga se ele tem algum livro do Homem Aranha, do Surfista Prateado ou do grandioso Super Pateta (lembram-se? Comia amendoins e ficava de roupa interior vermelha, era excelente).
Será normal os filósofos divagarem obsessivamente sobre super heróis? Será que Platão era vidrado nalgum super poder? E Aristóteles coleccionava comics?
A filosofia e a literatura de banda desenhada de super-heróis vão continuar para sempre de mãos dadas, a combater o crime e a verborreiar-se sobre a vida.
quinta-feira, abril 13, 2006
Igualdade
Algo de muito injusto está a acontecer no Metro. O que se passa é que existe discriminação na maneira como o Metropolitano de Lisboa trata as estações.
Haja igualdade, que sejam todas tratadas por Senhor ou que não seja nenhuma. Eu defendo que todas as estações se deviam chamar Senhor. A exemplo do que acontece com a favorecida estação Senhor Roubado, devíamos alterar os nomes para Senhor Campo Grande, Senhor Martim Moniz, Senhor Rossio, Senhor Marquês de Pombal e o meu favorito: Senhor Rato.
Há também propostas para que todas as estações sejam chamadas de, por exemplo: Sua Eminência Picoas ou Vossa Senhoria Saldanha. Mas não têm tanta aceitação. Enfim.
Haja igualdade, que sejam todas tratadas por Senhor ou que não seja nenhuma. Eu defendo que todas as estações se deviam chamar Senhor. A exemplo do que acontece com a favorecida estação Senhor Roubado, devíamos alterar os nomes para Senhor Campo Grande, Senhor Martim Moniz, Senhor Rossio, Senhor Marquês de Pombal e o meu favorito: Senhor Rato.
Há também propostas para que todas as estações sejam chamadas de, por exemplo: Sua Eminência Picoas ou Vossa Senhoria Saldanha. Mas não têm tanta aceitação. Enfim.
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