terça-feira, setembro 27, 2016

Sobre a patrulha pata

A Disney tem uma série cujos personagens são cães. Para mim que tenho cão o que me salta mais à vista é que estes cães nunca fazem cocó. Isto parece-me ser muito importante. A Disney mostrou-me o futuro!
É nisto que o governo devia estar a trabalhar.
Eliminar os dejetos dos bichos devia ser a prioridade da ciência neste momento.
Pralém disso a mim parece-me que pelo que a Disney sugere que, sem fazer cocós os animais desenvolvem poderes que incluem o combate à bandidagem e encetam o processo de fazer piadolas de forma constante e absolutamente ineficaz.

terça-feira, setembro 13, 2016

Touradas douradas

 Eu adoro que se tenha feito uma lei a proibir os abates desnecessários nos canis. Mas... é bem sabido que o Marcelo baba um bocadinho no que toca à tourada.
 -Ai quem me tira o mutilar de gado tira-me tudo!
 Vá-lá Marcelinho, só mais um esforço! Tira o osso a esses fachos pica-vacas!

domingo, setembro 11, 2016

O pó da minha tristeza

Uma coisa que me dá gozo ver é os desenhos que os miúdos fazem no pó dos carros. O tradicional é ficar com um dedo sujo pra escrever: Lava-me porco. E recentemente também se vê escrito: "Deus é grande, há-de chover", mas não me parece bardajão o suficiente.
Seja como for nunca me aconteceu, ninguém nunca achou que valesse a pena escrever "Lava-me porco!" na minha charronca velha. Chega a ser injusto. Se rabiscarem todos os carros duma rua, é certinho que o meu está isento de javardices. Eu que nem nunca lavo o carro. Nunca!
Se quiser tenho de ser eu a fazer. É triste!
Mereço ser indemnizado por tratamento desigual. Não há justiça.

sábado, novembro 30, 2013

Vodafónix - Degradação e violência psicológica


 A Vodafone acha que é muito fixe e radical ter um anúncio no qual rapam a cabeça a várias pessoas.
É sinceramente muito difícil de ver.

Toda a gente sabe que pode ser muito traumático para uma mulher ter o cabelo rapado.

 Nenhum sorriso amarelo me convence que as senhoras a quem raparam a cabeça recordam esta estratégia de marketing idiota como uma boa experiência.

  Por cada venda deste serviço vão rapar uma senhora em meu nome? Adoro isso! Quero promover este serviço de imediato.

 Faz-me lembrar as carecadas dos campos de concentração do regime nazi.
 
 Custa a crer que alguém foi prá frente com isto com o intuito de vender um serviço telefónico. A Vodafone sofre de parvoíce e não vê o absurdo de aliciar pessoas com imagens degradantes.

 Fico com medo dos próximos anúncios. Isto é bom para o negócio?

quarta-feira, novembro 20, 2013

terça-feira, novembro 19, 2013

Cavalos de Tróia da CIA


 A CIA é a agência de espionagem americana mais amigável e menos sinistra de todas as polícias secretas derivadas da Gestapo.

No site da CIA há uma secção super práctica de descarga gratuita de conteúdos.

É possível downloadinhar informação sobre todos os países do mundo. Que curioso!

Mapas, informação sobre a população, situação do país, de tudo um pouco.
Com isto é possível passar por fofinho e simpático e ser um sacana à mesma!

Estas informações estão disponíveis não só para cidadãos americanos ficarem informados àcerca de possíveis destinos de viagem mas também para saber quem é que anda interessado em mapas e viagens a países estrangeiros.

Cada vez que saco o mapa de rios da Jamaica há mais um agente da CIA sentado ao computador a aceder à minha webcam pra ver e ouvir o que se passa cá em casa. A tentar perceber se sou turista ou se sou terrorista.

Quero deixar aqui bem claro que pertenço ao PCP - Partido Comodista Português, o qual se rege pelas regras da preguiça e que não se dedica ao terrorismo porque dá muito trabalho e por que não resiste ao canto da sereia do sofá.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Ajuda americana no Haiti?

Quem proteje os Haitianos da ajuda americana?
Não aceitem favores dos Estados Grunhidos da América!

É natural que a população não acolha os esforços americanos com bons olhos:

Os Haitianos já estavam em situação de catástrofe humanitária há muito tempo antes do sismo e claro, os Estados Unidos são os responsáveis quase absolutos pela miséria. Têm sangue nas mãos. Desde 1915 que esses nojentos americanos protegem os seus interesses no país. Desde essa altura marines expulsaram o parlamento, viciaram eleições, practicamente reinstalaram a escravatura matando 20 mil pessoas pelo caminho. Instalaram ditaduras violentissimas uma a seguir à outra. Massacre após massacre - como de costume.

Encenaram golpes de estado, impuseram sanções económicas, chegou a haver um bloqueio total da ONU em plena catástrofe humanitária.

Fizeram intervenções militares brutais e fizeram tudo para acabar com o país excepto provocar um sismo gigantesco.

quinta-feira, abril 30, 2009

A balança tá em TILT

""Piratas" poderão ficar com acesso bloqueado à Internet sem necessidade de aviso judicial" In Público.

Será possível explicar a incrível diferença de estatuto entre uma pessoa e uma empresa?
Vejamos...

Se um cidadão comete um crime de violação de direitos de autor na internet será punido!

Que estranho; se uma empresa comercializa produtos especificamente concebidos para cometer crimes de violação de direitos de autor, será também punida? Parece que não!

E as empresas de informática que disponibilizam e potenciam o crime de violação de direitos de autor de milhões de pessoas, será que também ""(...) poderão ficar com acesso bloqueado à Internet sem necessidade de aviso judicial"? Duvido!

Qual é perante a lei esta enorme diferença entre um crime de uma empresa e um de um indivíduo humanóide?
-Ora bolas, só custa €30 mudar o nome na loja do cidadão! Muda-se já o nome do de Manel Jaquim para Jaquim Jaquim S.A. !

Acho que podia ser pior... ao menos as empresas ainda não catam carteiras no metro! Até ver...

quarta-feira, abril 29, 2009

Um avião sobrevoou Nova Iorque - Dejá vu, dejá fait

Um avião sobrevoou Nova Iorque ao estilo 11 de setembro - operação secreta, a baixa altitude, só com uso de aviões americanos e ninguém foi avisado. Causou o pânico e elevou o nível de insegurança dos cidadãos.

A explicação é que os militares estiveram a fazer um exercício. Aceitável, mas, tal como tudo o que passa na televisão eu suspeito que tenha sido tudo scripted.

Se calhar foi de propósito para voltar a instalar o medo do terrorismo.
Não será provável que esta técnica de manter as pessoas com medo, seja usada de forma consciente para manter o povo sob controlo?

Funcionou sempre para a igreja católica...

Admito que seja improvável, mas, tendo em vista o patriot act, que permite "tudo" o que for preciso para proteger a mãe pátria, esta hipótese parece plausível.

Se estão dispostos a mentir para conseguir tomar países de assalto e raptar cidadãos sem os julgar... porque não acender de novo o medo das pessoas? Niguém se magoou e milhares de cidadãos voltaram a confiar totalmente no seu governo para os proteger.

Para quem já usa tortura em estrangeiros, não deve ser difícil usar também intimidação e terrorismo nas próprias populações.

quarta-feira, abril 01, 2009

Sabonetes antibacterianus

São apenas bactérias. Os grandes homens. Os parvos e os palermas. Somos todos bactérias. Organismos construídos. Tal como máquinas. Somos máquinas bacterianas.

Naturais como iogurtes. Como uma máquina avançada de ponta e sem função. Topo de gama em inutilidade.

Vou lavar as mãos.

Perversos amorais. Sempre orgulhosos do lodo original. Quero uma nova raça - com mp3 de origem e coldre para o cartão de crédito. Voto em ursos polares detidos a atirarem sapatos presidenciais num reality show.
E quero voltar ao início e começar tudo de novo.

terça-feira, março 31, 2009

A bexiga quebrada

Qual hergé, qual calvário. Como venço a minha vontade maior de desmaiar as outras vontades? Quero apenas seguir as pulsões, as vontades doutra origem. A natureza de um homem é recortada por vontades e respostas a estímulos. A motivação é dos audazes.

segunda-feira, março 30, 2009

Receita para os fartos da fé na narrativa

Como fugir à diária rotina? Procure um sítio de ventos fortes, construa um pequeno aparelho de asas abertas, talvez acoplar um par de asas num cavalo seja boa ideia. Ou colar centenas de penas com cera nos braços. Ou um clio.
Seguidamente escolha um modelo romântico a seguir, pode ser o Kerouac, pode ser um Marco Polo, no meu caso é a Beyonce.
Se a engenhoca voadora por algum motivo não funcionar, partindo do princípio que falha o voo mas que o seu pulso permanece cadente experimente antes aceitar a entrega ao sofá, batatas fritas, repetição, cliché, status quo e televisão.
Desta vez tente sorrir ou existir apenas.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Tenho asma sinestésica

Sempre que acedo à web, abro várias janelas ao mesmo tempo. Ao fim de algum tempo comecei a sentir alguma ansiedade devido ao excesso de informação. Texto, vídeo, media e música. Sinto uma falta de ar visual.
A solução é deixar uma janela do Explorer aberta, sem página alguma.
Funciona como uma janela luminosa para uma paisagem, exterior, uma janela que dá vento a um quarto vazio.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

domingo, janeiro 25, 2009

Botões e beija-flores

Se alguém acrecidita tal como eu que o cinema comercial é facilmente mais entediante que um cego a jogar ao mata. Eu sugiro, meia dose de Benjamin Button, com um prato de acompanhamento de uma boa companhia.

Benjamin Button é refrescante, inovador, cómico mas inteligente, muito interessante em termos de estrutura de narrativa e "extra mega rifixe". Ok, e aqui é que o pepino se torce desde pequenino, é talvez longo demais, e a eu faria talvez a personagem do Button um pouco mais aberta, talvez mais emotiva ou que se desse um pouco mais a conhecer. É um apático dum personagem principal. É talvez por isso que esta contenção de actuação se encaixa tão bem no tipo de estória.

Este filme faz-me acreditar no que ainda está para vir. Ainda nem tudo foi feito, nem tudo foi visto.
É uma históriazinha feita de pequenos nadas, detalhes subtis. Dá a sensação que acabei de ver um filme plantadinho num vaso de uma estufa com um enorme carinho familiar.

sábado, janeiro 24, 2009

Uma aventura na imagem fria de um filho de alguém

Vi um miúdo adolescente com uma imagem pessoal muito curiosa.
Tinha talvez 14 anos, mas, tinha um olhar desligado como um cão com frio. Trazia uma gabardine até aos joelhos, um nariz sinuoso e um tom pálido como um fumador de plátanos.
Debaixo do braço trazia um livro vermelho com letras a ouro que me parecia ser a bíblia - tomei-o por uma criatura censurada e oprimida por pais fanáticos religiosos. Depos consegui realmente identificar a natureza do animal que carregava. Do Fiodor carcomido, os Irmãos Karamazov.
Já ninguém lê os livros d'Uma Aventura?

sexta-feira, janeiro 23, 2009

"Semelhitudes, identicidades e parecências"

Tal como o saco do continente, eu também tenho asas que me levam a outros lugares. O primeiro lugar onde vai um saco do continente é ao lugar de estacionamento do dono das compras, no meu caso as minhas asas não são as da imaginação (que piroseira) tenho uns sapatos do continente que vieram num saco muito bonito e que me levam aonde preciso.

Assim como o saco eu também consumo o que houver para carregar para casa. Tal como o saco também posso mandar fora tudo aquilo que já adquiri. Um regador amarelo, um almoço de 180 euros ou uma pilha carcaças com atum e fiambre.

Exactamente como o saco eu posso ser reciclado. Posso servir de ração animal, vegetal ou para forrar o interior de almofadas num sofá de um bar de alterne.

Mas eu, meus caros, quero ser um candeeiro modernaço.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Vai um em anexo

Anexei o senhor meu punho ao ficheiro facial fronteiro na zona nariguda da fronha feia de um cavalheiro que ministra um cargo político.
Fiquei com os nós imundos de Honestidade, Confiança, Rigor e outras mentiras com que a besta do senhor se maquilha antes de vir de se vender na Assembleia.
Ele que vá perguntar as horas a outro eleitor. A lata desta gente!

terça-feira, janeiro 20, 2009

O que é um cachecol?

Já vi quem usasse uma espécie de gravata semelhante na sua estrutura a um cachecol do El Corte Inglês, um cachecol moderno, que aquece o dito cachaço apenas por momentos, num "quentinho" muito localizado que por vezes chega mesmo a marcar a pele pela fricção extrema. São belos cachecóis esses em que se penduram as pessoas.

Cachecol é tudo aquilo que fizer "quentinho" no pescoço. Eu uso um Arafat porque gosto deles beligerantes e tu Zé Carlos?

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Medem bem as palavras

Os estados unidos da américa (nenhuma destas palavras merece as minhas maiúsculas) usam a expressão soft targets quando se referem a bombardeamentos a alvos civis, apartamentos, bairros de vivendas, escolas, mercados, mercearias, velhos coxos, mulheres, crianças e jovens a passear de mão dada. Alvos!
A aberração que é o uso destes termos, soft targets, é obscena. É um crime atroz pintado de barroco, rococó e pó de arroz doce e carícias com as beiças.
Literalmente traduz-se soft target por alvos suaves. Quase dóceis, meiguinhos, amigos dos seus amigos. São alvos que não ripostam, é isso que quer dizer na sua essência. Pessoas que estão a almoçar e que são dizimados por pilotos de guerra nintendo. Miúdos a brincar na rua, senhoras que foram buscar salsa. Alvos estratégicos portanto.
Chamo-lhes carinhosamente alvos "moles", soa-me tanto a ovos moles que até dá fome.

domingo, janeiro 18, 2009

O senhor da peúga castanha

No meu apartment building há um senhor que já tinha visto imensas vezes, e trazia sempre uma peúga castanha, de aspecto repugnante, como uma salsicha fresca com recheio de estrume. É o senhor do primeiro esquerdo frente, cave, ala norte, secção b, rés do primeiro andar a contar vindo como quem vem da Infante Santo.
Todos os dias de manhã o encontro no prédio com a peúga castanha.
Tive de lhe perguntar com jeitinho: -Isso é uma peúga suja de cocózinho meu caro e gentil caduco?
E ele explicou que a peúga nojentinha é na realidade uma pantufa nojentinha, uma cãozinha chiuaua de odor nojentinho a merdelim - o pantufa.

sábado, janeiro 17, 2009

Já tens o meu mail?

Estou sem bateria e não tenho dinheiro no telemóvel. Mas tenho rede e tenho net, até tenho Tv Cabo, Meo e Zon, tudo no bolso onde guardo os tickets de desconto da Galp. Comprei um Mac, comi um mac, zipei um flato. Tão moderno que eu sou, tenho email, blog, site, tudo em thumbnail, com scroll bar num bar de strip. Já sabes que a minha madrinha é clicável? Ou será comestível? Faço piscas, flexões, combustível e amaciador, Corto e colo e às vezes cut and paste. Hoje soltei um attachment na loiçaria do palácio das necessidades. Tenho áudio mas sem som, oiço feedback com spam e mms - mms são as tais mensagens que se derretem na boca e não nas mãos?
Que estranho, esta página não entra, devo ter que comprar mais memória, mas é estranho porque isto é um livro de capa mole, talvez seja por isso que a página não entra... está mole.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Frida aberta

Frida estreou nos palcos portugueses.
Um dos melhores cartazes que tenho visto por aí ultimamente é uma imagem muito castiça béu béu da actriz Fernanda Serrano vestida e maquilhada para se parecer com a Frida. Está soberbo, está lindo e magnífico. É ao mesmo tempo uma imagem muito bonita e uma figura decadente, sofredora, feia e amarga. Que mais é que se pode pedir de um cartaz de teatro? Uma arte em tão maus lençóis, é quase uma metáfora da situação do teatro por cá.
Que orgulho nos nossos bons designers!

Pi 3,14 de QI

O meu gato não é meu, mora cá em casa mas é da minha cara metade. Tento ter isso em mente quando o gato cai de uma cadeira onde estava a exercer o seu direito a uma sesta comparticipada com almofadas.
O meu gato não é meu, mas acho que ele não se sente de ninguém. Quanto muito aprecia água, comida de gato, comida de cão, atum, leite, frango, fiambre e linhas. Ele adora comer linhas... o gato não é meu - repito para mim próprio - o gato come linhas mas não é meu, por isso não tenho que me sentir envergonhado.
Mas sabe pedir para abrir a janela, comida, mimos e podia jurar que no outro dia implorou para eu gravar o My name is Earl.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Dores lombares

Sobretudo, acima de tudo, apesar de que, no entanto e mesmo sofrendo das terríveis dores de bicos de papagaios o corajoso tratador deu de comer às araras, tucanos e mesmo aos agressivos papagaios que o bicavam de todas as frentes gritando: Queremos experimentar comida diferente, o que é que comem os elefantes? Lutamos por um prato de cozido uma vez por semana e Tv Cabo com a ... National Geographic Pornographic Channel se faz favor!

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Marrocos?

Numa via rápida a chegar aos subúrbios de Loures existe uma placa de sinalização que expressa uma piadinha racista.
Por baixo de onde se pode ler Ramada, lê-se: Marrocos - é já aqui tão perto.
Quero acreditar que exista uma loja de artigos marroquinos ou um cabeleireiro de um saudosista dos descobrimentos com este nome, mas duvido.
Que mentes tão pequeninas e mirradas.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Santana regressa - Sequela de filme de terror

Eu acho que se o Santana for eleito para a câmara de Lisboa eu emigro.

Esta gente é burra demais. E memória não existe.

Só podemos aceitar esse cretinozinho careca charlatão vendedor banha da cobra volte, se ele conseguir primeiro pagar o buraco que criou na câmara. A primeira estupidez surge logo na concepção desta candidatura: No meio de uma crise económica mundial, a cidade de Lisboa gerida pelo mais incompetente calhorda. Homem cujo espectacular jogo de cintura político conseguiu amealhar reforma em cima de reforma, passando por várias câmaras e deixando cada uma delas com dívidas gigantescas e tudo com um aspecto de sabichão charmoso.

Senhor Santana, regresse para a cloaca quente de onde surgiu, seu merdas!

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Rápido traz a camcorder - Está ali um dos Big bangs

Estava a pensar que a luz é aquilo que propaga a imagem.
A imagem das coisas afasta-se de qualquer objecto em que a luz reflecte à velocidade da... luz.
Porque o espaço é infinito, é possível em teoria vislumbrarmos ainda todas imagens de todos os momentos que alguma vez se passaram desde toda a eternidade.

Para isso "basta" que nos afastemos o suficiente para apanhar os raios de luz que reflectiram um qualquer momento do tempo.

Idealizo uma viagem no espaço, acima da velocidade da luz, que ultrapasse todos os raios de luz que existiram desde o início dos tempos. Com o propósito de vislumbrar o primeiro momento que existiu.

Deixo para isso de lado a ideia de que o tempo foi criado ao mesmo tempo que o espaço no momento do Big Bang e que ambos, o tempo e o espaço, foram sendo criados e como que floresceram e aumentaram juntos desde esse momento. O problema é que se eu sair do espaço que existe, se passar para o sítio que ainda não existe porque ainda não foi criado, fico num sítio que não existe ainda. Supostamente o espaço material foi criado no Big Bang e desde então tem emanado daí. É possível ainda ver o primeiro rasgo de luz do Big Bang que se afasta criando tempo e espaço à medida que avança.

Quero poder ir apanhar essa imagem ao primeiro momento do tempo e do espaço para poder dizer: -Toma, Deus não criou isto tudo... a imagem mostra claramente que foi o Madoff.

Os primeiros raios de luz de sempre vagueiam ainda no espaço e afastam-se à velocidade da luz da sua origem.

Um passo para ver a origem da existência é pensar ao nível da lógica do real possível na origem da possibilidade, do espaço infinito e do tempo infinito.

Se alguém já estiver farto da constante repetição das palavras: infinito, possibilidade, espaço e tempo - é favor levantar o braço. Eu páro, mas só se puder dizer que a reflexão da minha imagem a passar férias com os meus avós na província nos anos 80, ainda vagueia pelo espaço e afasta-se continuamente de mim.
Pela lei das probabilidades a minha imagem irá percorrer o espaço muito para além da minha existência orgânica. Sempre a mesma coisa. Tal como com os Beatles.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Não existes, pronto, mas corta as unhas que pareces um coitadinho com as unhas todas enormes

Não existe presente. Não o presente de natal, o outro.
Não existe o momento agora. É fugidio. Ilude a definição por não possuír matéria com propriedades tangíveis.

Se tentarmos contabilizar o presente, apenas conseguimos contabilizar o momento anterior. Se formos capazes de pegar num relógio e contar o momento, então já só contamos o passado.
Não existe o momento presente.

O momento presente é a sinergia entre os factos já decorridos e a totalidade das possibilidades e probabilidades de acotecimentos intangíveis do tempo no espaço. Um cruzamento que desafia a definição. Uma coisa que não existe ainda - o futuro - cruza-se com outra que coisa que não existe, o passado - os momentos que já não existem. Nessa encruzilhada de inexistências, estamos nós num vazio temporal. Vivemos numa teia gigante de possibilidades e probabilidades.

Vivemos convencidos da nossa superioridade por realmente existirmos no tempo presente - desejosos de poder (existir) - a vontade de poder sinto muitas vezes que é na verdade desejo de existir e de ultrapassar o vazio temporal, a massa que não existe a que carinhosamente chamamos presente - quem está presente está "existente". Quero com isto dizer que o que quer que exista no momento presente está num estado de existência factual, passa para ser passado daí que tenhamos a certeza que realmente existiu, porque é um facto do passado já presenciado. Quero fazer notar tudo aquilo que passa para o passado de uma certa forma já não existe. Isto porque se algo está presente no momento da existência, ou seja, no momento presente, então tem a sua existência num estado que não existe tangívelmente, por isso duvido da sua verdadeira existência também. Friso a ideia básica de que quem passa para o passado já não existe. Nós queremos poder, porque queremos existir.

A expressão: Tudo pode acontecer - tem uma certa lógica neste raciocínio simples e tosco, mas a frase revela a sua imperfeição. Tudo pode acontecer, mas pela infinitude das probabilidades isso impossibilita a existência de predestinação. Não há destinos pré-traçados para ninguém. Aquilo que está a acontecer agora é ao acaso que se desenrola e foi precedido por um infinito número de todas as situações possíveis resultantes. É o acaso da repetição infinita e a indiferença da acção presente, aquilo que acontece e aquilo que fazemos e decidimos perde todo o significado.
Se já tudo aconteceu na precedente sequência infinita de acontecimentos o nosso arbítrio é circunscrito pela pequena janela temporal que é a nossa vívida ilusão do momento presente.
.
Isto faz com que a nossa decisão, o nosso "livre" arbítrio seja matemáticamente impossível de ser original, é impossível de ser destituído de paralelo ou diferente em alguma maneira. Se o universo existe desde um periodo infinito de tempo então pelas probabilidades todos os acontecimentos já decorreram em todas as diferentes possibilidades.

As possibilidades são tão grandes, que no infinito do tempo e do espaço é impossível não existir um momento que nunca tenha existido antes.

Pelas probabilidades do tempo infinito, já tudo aconteceu antes, de todas as formas, de todas as maneiras impensáveis. Esta ideia fez-me pensar n'As Cidades Invisíveis do Calvino com olhos ainda mais mergulhados na sequência de urbes impossíveis e imaginárias.

A nossa imaginação não se chega sequer perto da vastidão do tempo perpétuo e das improváveis realidades possíveis.

O tempo faz com que no espaço, exista tudo aquilo que com a quantidade certa de tempo seja possível.
Tempo infinito, possibilidades infinitas, espaço infinito. Tudo o que é possível já aconteceu e tudo está ainda para acontecer já aconteceu também.

Tal como no meio da sequência infinita de números primos encontramos todas as probabilidades de sequências de números. O que faz com que encontremos sequências de números que correspondem a letras precisamente iguais a livros inteiros, por exemplo, letra por letra.

Estamos longe de perceber aquilo que o conceito de infinito nos pode dar a conhecer. O absoluto infinito temporal é tudo o que existiu antes, tudo o que existiu depois, tudo o que já se repetiu de todas as formas possíveis e tudo aquilo que vai existir e poderá alguma vez ser uma possibilidade.

Só para ser diferente do absoluto infinito precedente e seguinte hoje quero um café e um livro.

Como se a nossa vida fosse curta demais a humanidade elaborou uma realidade alternativa que tal como o nosso momento presente também não existe na forma terrena a que estamos habituados a conhecer. Fisicamente inexistente a internet emula muito bem a nossa realidade presencial - e é penso eu uma boa forma de perceber a dúvida acerca da existência e do real inexistente.

O presente não existe, o futuro não existe, o destino não existe e o nosso arbítrio longe de ser livre é indiferente por ser apenas uma das possibilidades do conjunto infinito de possibilidades pelas quais o universo toma o seu caminho eterno.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

O primeiro homem

O primogénito homo sapiens sapiens não foi Adão. Chamava-se Diogo Felipe.

O primeiro homem poderá ser culpado de todos os actos futuros dos seus descendentes, até ao momento presente?
Não. Isto porque o futuro não existe. Aquilo a que atribuímos o nome de futuro é na sua essência o conjunto de possibilidades e probabilidades. É apenas a vastidão absoluta de hipóteses de acontecimentos, situações, factos. Tempo... que ainda não aconteceu. Que não existe.
O futuro não existe.

O primeiro homem não podia ter fugido ao acaso de ter gerado uma horda de sórdidos, desonrados, desordeiros (que adoram usar aliterações a torto e a direito). Nós, os que o presente vivem e que nele acreditam por causa do fluxo contínuo dos dias e do aborrecimento da vida mundava. Nós, a humanidade filha. Nós, os comedores de Pringles somos os culpados do primeiro homem e da sua primordial má acção.
Filhos do pecado original uma ova. Nós somos reles, tal como todos os que nos precederam e os próximos iludidos.

Não existe futuro, não há destino e o nosso arbítrio longe de ser livre, é estreito, curvilíneo e totalmente indiferente, quase aleatório.

Que se queime a esperança e o seu amigo bom senso.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Coisas de outra época

No outro dia disseram-me que tenho de escolher as minhas batalhas, por isso aqui fica a minha selecção: a do Buçaco - avançado centro, Salado e Cerco de Lisboa - à defesa, e Waterloo (o reforço estrangeiro) ainda está a recuperar da lesão e tem dois amarelos, por isso é capaz de não jogar mais esta época.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Nunca falha

A raça da empregada empena-me sempre o chuveiro, entorta a borracha que prende o coiso à outra peça da porta onde assenta o azulejo trocado no meu poliban. Bem, passo-me, quase desfaço o que resta duma bola para aliviar o stress.
Se algum dia passar a minha pessoa à sua beira e o ar que lhe cheirar não cheirar pior que diarreira mas perto, é porque aqui o esperto se passou de vez e deixou de usar o tal chuveiro... daí esse horrível e nauseabundo cheiro a bombas da bunda do meu traseiro.

terça-feira, novembro 25, 2008

Jangada de moca, rocha ou pedra?

Imaginemos uma jangada, não de pedra, mas sim outra. Um sítio onde houvesse um amargo Saramargo que declinava a pancada da morte, a dita que ceifa com dor, a cor da cara dum gajo. E a única saída de cena possível para salvar o país desse ser amargo, esse tal de Saramagro, era fazê-lo saltar a barreira da fronteira para o lado de lá e cá ficarmos muito mas mesmo muito melhor servidos com a ausência do pesado fardo do ego pedante do Saramago.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Filósofo faz tarot

Ouvi uma entrevista a um filósofo portuguesinho da caparica; José Gil respondia de mansinho às escabrosas perguntas que o tratavam claramente como um vidente do tempo para além do presente. E o Gil, o Gil do miminho, aceitava tal marosca de sorriso no beicinho. Que orgulhosa bochecha filosófica! E lá dizia que sim que isto e tranquilo dizia aquilo, que o lusófono senhor da rádio o queria fazer responder.
Já Platão lançava os búzios e o profano Nietzsche lia as cartas astrológicas das estrelas duma tal rádio, uma estação de música clássica.

domingo, novembro 23, 2008

Moda

Eu tenho um velho banco vermelho, que era de quem o tinha antes de ele ser velho - do avô Alfredo que não espingardava os coelhos. Já o gosto e a moda cresceu, mudou e melhorou desde que o banco era fixe, cool e design. Que aconteceu? O banco voltou a ser um sítio "in" para sentar o traseiro.
O cíclico movimento do gosto é um gozo de se ver.

sábado, novembro 22, 2008

Resto do que resta

Sempre que o diabo do meu carro me carrega rasto da estrada fora, eu carrego com o rasco do carregador do telemóvel comigo também. E aqui discorro a questão. Quem será no fundo, quem carrega o diacho do bicho, quem?

sexta-feira, novembro 21, 2008

Migalhas das torradas

O carcaças da minha vizinha! O caraças da minha vizinha manda-me com as migalhas das carcaças para a pontinha da janela; a beirada da minha vidraça fica forrada com a porrada de migalhas e restos das toalhas das carcaças do caraças da loiraça da minha vizinha.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Yellow Submarine Aluga-se - T4+1 boas áreas.

Cheguei ao computador e todos os botões estavam errados, trocados, equivocadamente estacionados. Ao lado do P estava um botão azul da uma camisa que usei uma vez para uma cerimónia de circuncisão a laser. No lugar da barra de espaços estava um espaço para alugar. E em vez do ESC tinham a ESC 2+3 (Escola Secundária de Cashkaische (Cascais dito com aparelho nos dentes)).
Quando vi que no ecrã havia dois limpa-vidros, percebi.
Saí do carro e jurei nunca mais conduzir bêbado.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Torradas pela manhã

O patamar dos meus vizinhos de cima de manhãzinha cheira a torradas com manteiga. Todas as manhãs o mesmo pequeno-almoco.
A que será que cheira no patamar do meu andar? Será que os vizinhos quando passam à minha porta sentem o aroma de amarelos irónicos e o cheiro a Led Zeppelin?
Espero que não, senão eu juro que devolvo o ambientador ao Continente.

sábado, novembro 15, 2008

Que seca - o espelho

Acho demasiado cliché uma pessoa ver-se ao espelho, este maldito favoritismo pelo reflexo. Eu penteio sempre o cabelo a ver-me em transparência e quando faço a barba é sempre em contra luz...
É mentira, eu não penteio o cabelo.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Ontem fui a uma exposição

Nas exposições de arte moderna gosto muito de ver toda a gente descontextualizada. Pessoas normais a ver coisas muito estranhas. Espantados. -Mas o que é isto? Isto é arte? Esta não percebo. Mas é só isto?

Desta vez aquilo de que gostei mais foi de pintar vinte símbolos fálicos e depois convidar os meus pais e os meus sogros para me virem dar os parabéns.

terça-feira, novembro 04, 2008

Portugal precisa de óculos

Vi um graffiti no Sr. Roubado onde se podia ler: Rouba quem te rouba.
A seguir dizia alguns nomes de gasolineiras.
Acho curioso quando a malta se revolta contra um pormenor do sistema. Dá para perceber onde está o problema, não é na falta de acção popular. É uma falta de visão geral.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Expectativas americanas

Aquilo que se sente antes do Natal é parecido com o que sinto agora, mesmo antes das eleições americanas.
Tenho a mesma sensação de que o presente não vai estar à altura das expectativas.

sábado, novembro 01, 2008

Pim! Abaixo o crédito! Pam!

Adoro os anúncios ao crédito fácil.
São criminosos. Agiotas criminosos.
Se repararmos bem os anúncios são feitos para pessoas estúpidas que não sabem no inferno em que se estão a meter. São anúncios, coloridos e bem dispostos. São quase publicidade a brinquedos.
Deviam ser limitados tal como os mais grosseiros e violentos filmes, deviam ter bolinha, só deviam poder ser vistos em cinemas de mau nome a meio da noite. São uma degradação social e deviam ser proibidos. O nosso povo está a afundar-se e estes credores mafiosos estão a ser bem sucedidos.
Eu cuspo em qualquer empresa que empreste dinheiro, tanto nos bancos como nos outros malfeitores.

quinta-feira, outubro 30, 2008

O futuro não me preocupa

E se no futuro já não houver pessoas confortáveis?
É isso que preocupa aos ambientalistas. Quem realmente se importa com o bem estar dos animais não faz nada.
Fazer niente ajuda os humanos a extinguirem-se por si próprios. Hão de desaparecer muitos animais mas... os humanos também, daí que os animais que sobrarem hão de se safar bem.
Eu desisto oficialmente de tentar salvar o mundo, isto porque é idiota pensar que podemos salvar o mundo sem nos desabar tudo em cima outra vez.
Estamos condenados der por onde der. Cá por mim voto em comer mais um prato de gambas al ajillo e um trilaranjus de naranja e esperar pelo armajedão, só espero não ser apanhado no banho quando isso acontecer!

quarta-feira, outubro 29, 2008

O candidato que flutua

Na minha viagem de finalistas de casados, visitámos um sítio muito especial. Uma aldeia cigana aquática. Juro. Toda uma comunidade a viver no sudoeste asiático, sobre estacas, a viverem do peixe e dos turistas.
Uma das coisas que realmente me surpreendeu foi ver os cartazes de propaganda política a publicitarem dois canditatos.
Eu adoro uma boa campanha política aquática.

terça-feira, outubro 28, 2008

Limpeza ou consequência

Um dia destes vi um enorme, gigante e ranhoso graffiti pintado a uma só cor debaixo de um viaduto. Notava-se bem que a parede tinha sido limpa há pouco tempo.
No recente rabisco podia ler-se: -Limpem otários.

Não sei do que gosto mais nesta situação, se da mensagem, se da limpeza ou se da indiferença de toda a gente, tirando o "graffiteiro" claro está, que ficou visivelmente aborrecido com a situação.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Quem conta um conto, não acrescenta nem um ponto

Era uma vez… ou seriam duas?
O dia começou como qualquer outro.
Detesto a cantilena que contam as estórias. Já não percebo o encanto da narrativa. É sempre igual a tudo o resto.
A personagem reage a uma situação. Qual é o apelo? Já estavam escritas as regras na Grécia antiga.
Não gosto das personagens, nem da intriga, o final é previsível. Tudo o que se encaixa num princípio narrativo é uma variação simples das primeiras estórias clássicas.
Os autores de descrições temporais são apenas estilos da mesma estratégia expositiva.
Se alguém se consegue afastar um nadinha que seja ao mais habitual cliché é já digno de nota máxima em imaginação.
Os livros são postos de parte na nossa sociedade muito simplesmente porque a televisão oferece exactamente a mesma estrutura.
É uma troca directa. Estórias trocadas por estórias.
É uma troca simples. Princípio, meio e fim trocado por princípio, publicidade, meio, publicidade, fim e notícias tendenciosas e alarmistas.

domingo, outubro 26, 2008

Ilusão de segurança

Fiquei espantado, passei pelo aeroporto de Londres e fui implicado num caso de risco de segurança e potencial perigo terrorista ao nível de um champô.
Se não me têm confiscado o champô e o gel de banho tinha mandado um terceiro avião contra o World Trade Center.